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Cinzas de queimadas alteram composição química do solo e afetam qualidade da água
Data de publicação

21
Fevereiro
2019

Cinzas de queimadas alteram composição química do solo e afetam qualidade da água

Apesar do avanço da tecnologia, ainda é bastante comum o uso de técnicas primitivas na atividade agrícola, como o fogo. Em entrevista ao programa Conexão Ciência, o pesquisador da Embrapa Cerrados Eduardo Cyrino de Oliveira Filho falou como as cinzas de queimadas podem ser prejudiciais para o solo e para água.  

De acordo com estudo realizado no âmbito do projeto "Queimadas e recursos hídricos", a presença das cinzas das queimadas altera a composição química do solo e pode alterar o PH e o oxigênio da água quando atingem os rios. "Esses dois parâmetros são fundamentais para a sobrevivência de algumas espécies. Testamos peixes, microcrustáceos e moluscos e os dois primeiros foram as espécies mais prejudicadas", relatou o pesquisador, que explicou ainda que as cinzas podem causar o entupimento das vias respiratórias desses animais.

Outro ponto constatado pelo estudo é que as cinzas podem, dependendo do solo, chegar até à água subterrânea, geralmente usada para consumo por pessoas que vivem na área rural. Mas apesar de verificar a presença dos elementos químicos das cinzas na água, como o nitrato e o potássio, a quantidade encontrada foi baixa, o que segundo o especialista, não foi um problema para o consumo humano. "Existe a legislação do Ministério da Saúde para a potabilidade de água e verificou-se que os elementos químicos que poderiam ser problema estavam nos níveis permissíveis para o consumo", explicou.

Numa segunda etapa do projeto, os cientistas analisaram a questão comportamental. A ideia era entender a motivação dos agricultores para o uso do fogo. Segundo a pesquisa realizada, os principais fatores são a queima de lixo e a limpeza do terreno. "Muitos disseram que sabiam dos danos que o fogo pode causar ao meio ambiente, mas que era algo mais prático e mais barato", ressaltou. De acordo com Eduardo Cyrino, apesar disso, eles demandam por mais orientações sobre as técnicas mais adequadas a serem aplicadas no campo.

Assista aqui a entrevista na íntegra.

 

Fonte: Secom / Embrapa

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