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Censo Agropecuários apresenta dados da agricultura familiar gaúcha
Data de publicação

31
Outubro
2019

Censo Agropecuários apresenta dados da agricultura familiar gaúcha

Por Taline Schneider (Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar)

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, na tarde desta quinta-feira, para os empregados da Emater/RS-Ascar, os dados definitivos do Censo Agropecuário 2017. O levantamento é uma fotografia do dia 30/09/17, momento em que o Brasil apresentava pouco mais de 5 milhões de estabelecimentos agropecuários. Na mesma data, o Rio Grande do Sul contava com 365.094 estabelecimentos agropecuários. Em número de estabelecimentos agropecuários, o Estado está em quarto lugar, ficando atrás somente da Bahia, Minas Gerais e Ceará.

Segundo os critérios do IBGE, cerca de 294 mil estabelecimentos (80,5%) foram classificados como de agricultura familiar, detendo 25,3% das áreas. Esse recorte do Instituto é baseado em quatro critérios da Lei 11.326/2066:  o estabelecimento possuir área de até quatro módulos fiscais (variáveis); utilizar, no mínimo, metade de trabalho familiar no processo produtivo e de geração de renda; auferir, também no mínimo, metade da renda familiar de atividades econômicas do seu estabelecimento ou empreendimento e ter a gestão do estabelecimento ou empreendimento estritamente familiar. A Emater/RS-Ascar trabalha com a Assistência Técnica e Extensão Rural Social (Aters) a propriedades rurais médias e familiares; de subsistência; urbanas e periurbanas.

De acordo com o gerente do Senso Agropecuário 2017, Antônio Carlos Simões Florido, é importante ressaltar que, tanto o Censo do IBGE quanto qualquer outro levantamento ou pesquisa, tem sempre de se levar em conta a metodologia para realização da análise e conclusão.

Florido explicou ainda que o estabelecimento agropecuário é toda a unidade de produção ou exploração dedicada total ou parcialmente a atividades agropecuárias, florestais e aquícolas. E independentemente do tamanho, forma jurídica ou localização (urbana ou rural), essas unidades tem como objetivo a produção para venda ou subsistência, aquela em que a produção é para consumo próprio do produtor e sua família. Eventualmente, parte desta produção pode ser comercializada por meio da venda ou troca (por outros produtos ou por bens duráveis), no intuito de atender a outras necessidades de núcleo familiar, que depende totalmente ou em sua maior parte, da atividade agropecuária para sua sobrevivência econômica. "Destacando que o estabelecimento agropecuário não é sinônimo de propriedade rural, nem de família. Porque há aqueles que o produtor não tem área própria, sendo feita em terras arrendadas de terceiros; e outros, podem ser compostos por mais de uma propriedade e família".

O Censo faz uma fotografia da realidade da agricultura familiar do Estado. Como por exemplo, o uso das terras ficou em 41% para lavoura e 32% para pastagens. Os homens (61,9%) ainda predominam no trabalho familiar. Quase 30% (28,45%) dos trabalhadores familiares tem entre 55 e 65 anos; outros 23,87% estão entre 34 e 45%. Somente 6,43% tem entre 25 e 35 anos e com menos de 25 anos, somente 1,24% dos trabalhadores.

Também estiveram presentes o chefe da unidade estadual do IBGE no Rio Grande do Sul, José Renato Braga de Almeida, a coordenadora do Censo Agro 2017 no RS, Fernanda Assaife de Mello, e o ex-presidente da Emater/RS e atual diretor do Departamento de Compras Públicas para Inclusão Social e Produtiva Rural do Ministério da Cidadania, Iberê de Mesquita Orsi.

Da Emater/RS-Ascar participaram o presidente Geraldo Sandri, o diretor técnico, Alencar Paulo Rugeri, os gerentes técnico e de Planejamento, Rogério Mazzardo e Ronaldo Carbonari, além das equipes das gerências Técnica e de Planejamento.

Foto: Andreia Calistro

 

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