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Por enquanto, Brasil registra menos casos de ferrugem asiática da história Por enquanto, Brasil registra menos casos de ferrugem asiática da história
Data de publicação

31
Janeiro
2020

Por enquanto, Brasil registra menos casos de ferrugem asiática da história Por enquanto, Brasil registra menos casos de ferrugem asiática da história

Até o dia 28 de janeiro, o país registra 69 casos da doença, contra 242 do ano passado e 1.673 do recorde no mesmo período da safra 2009/2010. Confira a explicação da Embrapa!

Por si só, a notícia já seria razão para comemorar, mas existem explicações para tal acontecimento e a flexibilização do monitoramento e controle poderia trazer grandes estragos. Até 28 de janeiro, o Brasil registrou 69 casos de ferrugem asiática em lavouras de soja comerciais. Isso significa o menor número de casos da história até esse período.

No ano passado, no mesmo período, o país já havia registrado 242 ocorrências da doença, 70% mais que este ano. O maior número de casos até 28 de janeiro aconteceu na safra 2009/2010, com 1.673 casos.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Soja, Claudine Seixas, uma das responsáveis pela coordenação do Consórcio Antiferrugem, que levantou os dados acima, o atraso nas chuvas e o clima seco em alguns estados pode ter ajudado nessa redução.

“Tivemos um inverno (2019) menos favorável à permanência de soja guaxa com ferrugem, pois foi mais seco e com geadas. Terminou o vazio sanitário, mas a chuva não veio. Tudo isso pode ter contribuído para reduzir a presença do inóculo do fungo no ambiente”, explica.

O estado que mais casos registrou até agora foi o Paraná, com 31 casos, contra 58 de toda a safra passada. Normalmente quem mais registrar a doença é o Rio Grande do Sul, mas neste início o Paraná sempre larga na frente, devido a janela de plantio que abre antes.

“Agora estamos vendo o Rio Grande do Sul, que costuma ter muitos focos de ferrugem, com seca. Condição totalmente desfavorável para a doença. Há algumas regiões no Paraná com pouca chuva também. Tudo isso ajuda”, diz Claudine.

Com o atraso nas chuvas e, consequentemente, retardo no plantio em quase todos os estados, a doença demorou a se espalhar, tanto que os primeiros casos foram reportados somente no início de dezembro. Normalmente os esporos começam a se espalhar no final de outubro, início de novembro.

“Claro que vale ressaltar que o consórcio depende dos relatos em campo, que podem não acontecer e os números estarem um pouco abaixo da realidade. Tem gente que já viu um relato na cidade e acha que não precisa fazer outro. Enfim, há várias razões para não relatarem”, afirma.

Foto: Embrapa

Fonte: Canal Rural

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