Editorial — A explosão do milho


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Publicado em: 30/06/1991

Apesar da seca que castigou o Rio Grande do Sul, partes de Santa Catarina e Paraná, trazendo a maior quebra de produtividade da história nas lavouras gaúchas, a cultura do milho tende a se firmar como uma opção permanente para os produtores brasileiros.

O melhor exemplo do aproveitamento de todas as potencialidades da cultura do milho está na região dos Campos Gerais do Paraná, onde as necessidades geradas pela agropecuária do complexo Batavo, a pecuária de leite, aves e suínos, além do sistema plantio direto, que exige uma bem planejada rotação de culturas, fizeram com que o milho fosse ocupando um espaço cada vez maior entre os plantios de verão, nas últimas safras.

Tecnicamente, o milho tem sido a solução para a condução das lavouras, onde a monocultura histórica da soja provocou o aparecimento de pragas e doenças que, a grosso modo, estão inviabilizando o cultivo dessa importante oleaginosa. A rotação com milho, afora toda série de benefícios em termos de fertilidade, reciclagem de nutrientes, deposição de palha para proteção do solo e melhoria da matéria orgânica, propicia a quebra no ciclo das doenças e pragas da soja, tornando o cultivo desta última viável, tecnicamente.

A procura pela semente de milho para a próxima safra e os eventos técnicos que direcionam para a rotação de culturas, como o realizado em Cascavel, Paraná, em junho deste ano, são sinais inequívocos de que a área de milho está crescendo, não só em termos de área mas também no uso de uma tecnologia mais aperfeiçoada, que permite ao agricultor colher uma produtividade compensadora financeiramente, que é, finalmente, o que importa.

E o grande marco desse importante período que a cultura vive será o 1º Encontro Nacional do Milho que será realizado na 2ª quinzena de fevereiro de 1992 em Ponta Grossa — PR, cidade que já deflagrou o processo maior do plantio direto na palha, com a realização de 3 encontros nacionais na década de 80.

Aldeia-Sul Editora