O Jornal do Plantio Direto completa um ano de existência, com a edição nº 6. O primeiro número foi lançado em Cruz Alta e Ponta Grossa durante a realização da 1ª Jornada Sul Brasileira exatamente no dia 13 de setembro de 90. Desde lá, pessoalmente passei a conviver mais com as pessoas e entidades que formam o esqueleto do manejo conservacionista em função da necessidade de veicular as notícias e matérias que compõem esse universo.
Nesse período, dentre os aspectos mais salientes, chama a atenção aquele que se refere à questão filosófica do plantio direto, a questão da cabeça dos agricultores e técnicos. Sem querer aprofundar, pois se trata de um assunto amplo demais para um simples editorial, sinto que esse grupo de pessoas, que são na sua maioria inquietos e volantes, ao se moverem e se tocarem, recebem uma oxigenação cerebral que os demais agricultores e técnicos não recebem. Só no fato de saírem à procura de informações, que se repetem à exaustão, e no fato de abrirem espaço para que esses dados sejam computados e usados nas suas propriedades, formam o principal fator de sucesso, que hoje é inquestionável para quem usa o sistema em suas lavouras.
E, no mínimo, essa mobilidade faz com que se façam novas amizades pois, normalmente, você encontra pessoas com as mesmas características, inquietos, à procura de informações e dispostos a oferecê-las também. Segundo um ditado, “a felicidade é ter amigos”.
Gilberto Borges — Engenheiro Agrônomo, Passo Fundo (Aldeia-Sul Editora)