“A integração lavoura e pecuária que plantamos no Rio Grande do Sul resulta num aumento de produtividade de carne/ha numa faixa muito maior do que no resto do País”. A afirmação é do produtor Ivo Lessa Silveira, da Fazenda Sul Pampa Agro Pastoril.
Ele participou ativamente do Seminário. “Ali tudo começou a fluir: o plantio direto com cultivo mínimo, possibilitado pela técnica da taipa antecipada, fez surgir o conceito do plantio direto integrado, possibilitando-nos plantar na época correta com aproveitamento de máquinas em escalas menores, em rotação com a pecuária mais adequada”.
Ivo Lessa é grande incentivador do plantio direto, é secretário do Clube e acha que a grande solução para a lavoura de arroz no Estado é o plantio direto e essa integração lavoura-pecuária.
“Nós conseguimos, no Sul Pampa Agro Pastoril, uma relação excelente entre agricultura e pecuária. Sempre tivemos atritos no serviço, mas com esse sistema de taipas antecipadas, onde não fica o talude, há uma perfeita integração. Além de conseguirmos uma produção estável na lavoura, aumentamos a densidade de gado e a produtividade final de carne/ha. Não existem problemas de compactação, apesar do forte pisoteio. O gado fica na pastagem desde o momento em que ela suporta o pastoreio até o momento da dessecação e plantio.”
Segundo o engenheiro agrônomo Lessa, um problema insolúvel para a cultura do arroz é a colheita, pois, mesmo que a lavoura seja bem drenada, a passagem da colheitadeira, graneleiro e tratores sempre deixa marcas profundas, que necessitam de reparos. Segundo ele, pela constituição do solo bastante arenoso, esta será uma barreira difícil de vencer. Mas isso não invalida o processo como um todo, que possui vantagens de sobra.
Ivo Lessa Silveira — Sul Pampa Agro Pastoril, secretário do Clube do Plantio Direto