“Nossa região se caracteriza por ser uma região diferente das demais do Estado em função da predominância do minifúndio.” Afirma Sérgio Schneider, engenheiro agrônomo da Cotrirosa, de Santa Rosa-RS, um dos participantes do 1º Treinamento. “As propriedades são todas pequenas, onde a área média por produtor não é superior a 15 ha, o que dificulta o plantio direto”.
Mesmo assim, segundo Schneider, existe um Clube Amigos da Terra atuante no município e as perspectivas de crescimento do sistema são positivas. “Aqueles que persistiram no uso de um manejo conservacionista tiveram bons resultados nesta safra, que se caracterizou por uma seca violenta”, prossegue o engenheiro agrônomo. “Em média, a soja rendeu 600 kg/ha na nossa região. Enquanto isso, aqueles que fazem plantio direto alcançaram uma média ao redor de 1.200 kg/ha, podendo ser citados exemplos de produtores que colheram até 1.400 kg/ha. E a única justificativa foi o plantio direto”.
A área de plantio direto no município é pequena, se for comparada com a área total plantada no verão. Porém, se for considerado o tamanho da propriedade, ela é até animadora, pois os dias de campo reúnem cada vez mais interessados e os resultados positivos das lavouras demonstrativas direcionam para um crescimento do sistema.
“O tamanho da propriedade é mais limitante do que o próprio tipo de solo”, afirma Schneider, “porque este, depois de reestruturado, pode até ser melhor do que o arenoso. Segundo dados recentes do pessoal da pesquisa e produtores mais experientes do Paraná, a compactação do solo arenoso é mais difícil de converter do que o solo argiloso, que não desagrega com tanta facilidade”.
Sérgio Schneider — Engenheiro Agrônomo da Cotrirosa, Santa Rosa-RS