Fundação ABC avaliou culturas de inverno


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Publicado em: 30/10/1991

A Fundação ABC e as cooperativas que fazem parte do sistema (Arapoti, Batavo, Castrolanda e Holambra) realizaram a avaliação das culturas de inverno, no período de 23 a 27 de setembro. Apesar da chuva, que era esperada em função do período seco, que trouxe prejuízos para as diversas culturas estabelecidas em todo o sul do País e que diminuiu o número de participantes, a equipe técnica da Fundação e das cooperativas fez uma avaliação positiva dos resultados alcançados.

Para o Engenheiro Agrônomo João Carlos de Moraes Sá (Juca), que participou em todos os eventos, a realização dos dias de campo são pontos fortes para os agricultores da região porque toda a equipe ligada à Fundação ABC, com as áreas especializadas e os departamentos técnicos das cooperativas, concentram esforços para mostrar o desenvolvimento dos trabalhos. “Nesse sentido, afirma Juca, nós podemos ter uma relação direta com os produtores, apresentando nossa filosofia de trabalho e o desenvolvimento da tecnologia. Acreditamos que essa forma de relação é muito eficaz porque coloca o agricultor de frente com as novidades tecnológicas, com a possibilidade de ver, debater e ampliar seus conhecimentos”.

Para o engenheiro agrônomo da Fundação, responsável pela área de fertilidade, o resultado dos trabalhos tem sido evidente ao longo dos últimos anos. Segundo ele, se for considerado que em 1977 a produtividade de milho na região se situava em torno de 3.300 kg/ha e hoje fica perto dos 6.000 kg na média das cooperativas holandesas, isso significa um avanço que tem ajudado a viabilizar a agricultura nos Campos Gerais. O mesmo tem ocorrido com trigo e soja, com evolução noutros patamares de produtividade mas sempre positivos, graças a esse inter-relacionamento entre técnicos e produtores.

Entusiasmado com o trabalho que realiza, junto com os demais colegas, Juca diz que o agricultor investe na tecnologia porque sabe do retorno que virá, com o tempo, apesar de saber que o custo é alto. “Isso tudo reflete na resposta que procuramos dar”, conclui ele. “Hoje, além das demais culturas, já temos um posicionamento sólido a respeito do trigo, cultura para a qual estabelecemos um pacote tecnológico, com uma estratégia de produção definida por cultivar, levando-se em consideração toda uma situação global onde se inclui as recomendações que vão desde o planejamento, preparo do solo, rotação de culturas e os tratamentos fitossanitários específicos, de acordo com as características do material. Isso tudo foi evoluindo graças ao trabalho inter-relacionado que desenvolvemos com os produtores e a pesquisa”.

matéria sobre os dias de campo de 23 a 27 de setembro com depoimento de João Carlos de Moraes Sá (Juca) — Eng° Agr° responsável pela área de fertilidade da Fundação ABC