Objetivo
Na região das Cooperativas ABC, aproximadamente 25 a 30% dos solos possuem classe textural arenosa. A incidência de períodos de elevada precipitação pluviométrica tem proporcionado perdas de potássio pelo processo de lixiviação. O presente trabalho tem como objetivo determinar a melhor opção de adubação potássica através da combinação e doses e época de aplicação considerando a classe textural do solo.
Metodologia
Foi conduzido na gleba 3B experimento cujo delineamento experimental foi blocos ao acaso com quatro repetições. A unidade de mapeamento foi caracterizada como Latossolo Vermelho-Amarelo, A proeminente, textura areno-argilosa, fase subtropical e relevo suave ondulado.
Os tratamentos constituíram-se de doses de potássio (0; 70 e 140 kg de K&sub2;O/ha) em duas épocas de aplicação; sendo 100% da dose aplicada no momento da semeadura; 50% da dose aplicada no momento da semeadura e o restante em cobertura juntamente com a adubação nitrogenada. A semeadura foi realizada pelo sistema de plantio direto, 30 dias após o manejo da cobertura verde de aveia preta, utilizando-se a plantadeira SLC adaptada a esse sistema. A densidade de semeadura foi de 10 a 12 sementes por metro linear, com o híbrido PIONEER 3930. Foi realizado o desbaste 15 a 20 dias após emergência deixando 5 plantas/metro linear uniformemente distribuídas. O fertilizante potássico, na forma de cloreto, foi colocado manualmente no mesmo sulco aberto pela plantadeira. Aos quarenta e cinco dias após a semeadura procedeu-se à adubação nitrogenada e a potássica de acordo com o tratamento. O total de Nitrogênio e Fósforo utilizado foi de 100 kg e 90 kg/ha, respectivamente.
Resultados
As produções obtidas (quadro 2) apresentaram diferenças significativas somente [?em relação?] ao tratamento onde utilizou-se 140 kg de K&sub2;O/ha [?com parcelamento?].
Quadro 2 — Efeito de níveis e época de aplicação de potássio na produção de grãos.
TratamentosProdução (kg/ha)Índice Relativo 0 (Testemunha)9.538 a100 70 (s/parcelamento)10.369 a108,7 70 (c/parcelamento)9.737 a102,13 140 (s/parcelamento)10.278 a107,80 140 (c/parcelamento)10.670 b111,91
[?Tratamentos?] com a mesma letra não diferem entre si.
C.V. % — 4,38
Tukey (0,05) — 999 kg
Apesar do nível de potássio no solo ser enquadrado como baixo, a resposta ao elemento deu-se apenas na dose mais elevada. Dois fatos parecem ter contribuído:
a) Rotação de culturas e [?matéria?] orgânica e mineralização do material;
b) CTC e precipitação pluviométrica.
A rotação utilizada envolveu as seguintes culturas:
a) A sequência das culturas de soja e milho intercalada com aveia preta utilizada como adubo verde, proporcionou a utilização de potássio através da reciclagem dos resíduos culturais de milho, ricos em potássio. As condições climáticas favoreceram a mineralização da resteva [?liberando?] o elemento ao solo gradualmente, permitindo melhor aproveitamento pelo segundo cultivo de Milho.
b) Devido ao teor de matéria orgânica aliado à CTC (quadro 1), proporcionou maior retenção [?de potássio?]. Porém, o excesso de precipitação, com a saturação do solo, permitindo a liberação do elemento para a solução do solo, [?tornando-o?] prontamente disponível para a [?planta?].
Conclusões
Para os solos com teor de matéria orgânica superior a 4% e textura média a argilosa, a estratégia seria a aplicação de [?até 70 kg de K&sub2;O/ha?] com parcelamento em 60% e [?40%?]; para solos com matéria orgânica inferior [?a 4%?] e textura arenosa, ou se necessidade de [?adoção de potássio?] somente como [?cobertura?].
Extraído do Boletim “Resultados de Pesquisa Safra de Verão 89/90”.
Eng° Agr° J. C. Moraes de Sá — Fertilidade do Solo, Fundação ABC. Trabalho experimental em latossolo Vermelho-Amarelo (textura areno-argilosa, gleba 3B), híbrido PIONEER 3930. Extraído do Boletim 'Resultados de Pesquisa Safra de Verão 89/90'