Rotação controla tamanduá-da-soja


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Publicado em: 30/12/1991

O ataque do tamanduá-da-soja nesta safra foi menor, tanto em prejuízos à lavoura de soja, como na densidade de insetos que emergiram do solo, explicou Irineu Lorini, entomologista do Centro Nacional de Pesquisa de Trigo (CNPT), da Embrapa. Isto era esperado pela pesquisa, em função dos resultados de estudo sobre a praga, desenvolvidos pelo CNPT e que foram divulgados no início da safra de soja. Os fatores como a seca na safra anterior e a presença de patógenos atacando as larvas no solo durante o inverno reduziram a densidade dos insetos nesta safra e, consequentemente, os prejuízos nas lavouras.

Segundo Lorini, quem seguiu as recomendações da reunião de Pesquisa de Soja da Região Sul, com referência ao tamanduá-da-soja, obteve sucesso, reduzindo drasticamente os danos causados pela praga, ou seja, agricultores que adotaram a rotação de culturas com milho, principalmente, aliado ao controle de bordas da lavoura de soja vizinha. O plantio de milho na área infestada fez com que a praga emergisse do solo e procurasse a lavoura de soja mais próxima, concentrando-se nas bordas. Com aplicação de inseticidas nesta, os insetos foram eliminados, impedindo o avanço do ataque da praga na lavoura e, também, evitando a infestação da área para a próxima safra.

A pesquisa no CNPT continua buscando outras alternativas para o controle do tamanduá-da-soja, visando fornecer aos sojicultores opções para o problema, mas já está comprovado que aqueles agricultores que seguem as recomendações da pesquisa sempre terão as melhores produtividades.

A rotação de culturas com milho é uma alternativa que melhor representa a situação de manejo de culturas de verão no Sul do Brasil, uma vez que é econômico e que soluciona muitos problemas de pragas e doenças da soja, concluiu Irineu Lorini.

Irineu Lorini — entomologista do CNPT-EMBRAPA, Passo Fundo. Continuação dos resultados apresentados na XIX Reunião de Pesquisa de Soja da Região Sul, com avaliação da safra 91/92