Fizemos uma pequena maratona, entre 17 de fevereiro e 28 de março, para acompanhar os principais eventos tecnológicos da agricultura sulamericana, ligados ao plantio direto, naturalmente.
Em Ponta Grossa, o I Encontro Nacional de Milho e Sorgo marcou definitivamente a capacidade tecnológica e de realização da Região dos Campos Gerais, principalmente da Fundação ABC, da Prefeitura Municipal de Ponta Grossa e de todos os demais segmentos que gravitam em torno desses focos geradores. A criação da Associação Brasileira de Plantio Direto na Palha, fato ocorrido durante o Iº Encontro de Milho, foi um dos destaques e o reconhecimento a Nonô Pereira, seu primeiro presidente, a Frank Djykstra, Mauri Sade e a todo o complexo de pessoas e estruturas que ajudaram a disseminar o plantio direto, agora na palha, pelo Brasil e pela América do Sul.
No Congresso Interamericano de Córdoba foi possível ter uma idéia da evolução do plantio direto e de uma agricultura sustentável que avança, com variáveis dificuldades, em todo o Continente Americano. A criação da Confederação Latino Americana de Plantio Direto, também resultado desse desenvolvimento, que avança na contra-mão de uma agricultura predatória e insensata, responsável pelo lançamento de milhões de toneladas de terras nos nossos lagos, rios e, finalmente, nos mares, comprometendo o futuro das gerações seguintes, de quem nós apenas pedimos emprestada a terra para viver, é um fato novo.
Existe um processo de agilização do sistema plantio direto nos principais eixos agrícolas do país e da América. O avanço, que outrora foi, com retrocessos e abandonos conhecidos, hoje é gradual e positivo, pois os fundamentos científicos do sistema estão disponíveis para os produtores e técnicos que desejam implantá-lo.
Gilberto Borges
Eng° Agr° Gilberto Borges (Aldeia-Sul Editora, Passo Fundo-RS)