O Engº Agrº José de Vargas, chefe do Departamento Técnico da Cooperativa Tritícola de Cruz Alta (Cotricruz) fez um interessante levantamento sobre a lucratividade da lavoura de soja do Município, confrontando o desempenho no sistema de plantio direto, com rotação de culturas.
A partir do custo de um hectare de soja (o variável e o fixo) ele comparou o resultado de um grupo de produtores ligados ao Clube Amigos da Terra, que fazem rotação e plantio direto, com o resultado médio (levando em conta produtividade e preço) dos agricultores ligados ao sistema convencional de cultivo. O levantamento abrange as safras que vão de 1986 a 1992.
“O pessoal que usou tecnologia — plantio direto e rotação — tem um desempenho positivo de 300 dólares por hectare no período de sete anos”, constatou José de Vargas.
Na outra ponta, revela ele, os demais têm uma performance negativa acumulada de 850 dólares por hectares. “Onde está esse acumulado negativo?”, pergunta ele. “Está em dívidas no banco, no comércio, na cooperativa, em equipamentos que não conseguiram trocar, no trator, no caminhão e outros instrumentos sucateados. Não quer dizer que o produtor deva exatamente 850 dólares por hectare”. E complementa: “Isso que não estamos computando a erosão, o desgaste do solo, que é o mais dramático”.
Ele explica que usou custos parecidos entre os sistemas e que talvez “tenha que dar um desconto ao redor de 50 dólares para a média do produtor convencional. Mas isto não elimina a grande diferença entre ambos, que é brutal. Pois um gráfico direciona para o baixo, para o buraco e outro para cima”.
Para José de Vargas o diferencial está na utilização da tecnologia. “O uso de tecnologia, para mim, é plantio direto e a rotação de culturas”, ressalta.
O artigo apresenta 4 gráficos comparando o desempenho da soja em Cruz Alta de 1986 a 1992 (em dólares por hectare por ano): com mudança tecnológica vs. cultivo convencional, relacionando a produtividade tanto com o custo variável quanto com o custo total.
Eng° Agr° José de Vargas — chefe do Depto Técnico da Cooperativa Tritícola de Cruz Alta (Cotricruz). Levantamento da lucratividade da soja em Cruz Alta entre 1986-1992: PD+rotação (+US$300/ha) vs convencional (-US$850/ha) em 7 anos