“O sistema Plantio Direto tem demonstrado não só ser sustentável e produtivo mas também simples e, portanto, acessível ao produtor. Sem dúvida, ter sido um bom agricultor não nos assegura o êxito neste novo sistema, que requer novos conceitos e instrumentos. Nas circunstâncias atuais, a crise do setor agropecuário precipitou as decisões. Em consequência, as mudanças devem acontecer no menor tempo possível, sem fracassos. Estamos convencidos de que terminaremos o século XX com uma nova agricultura, que se fundamentará no plantio direto como sistema produtivo”.
Considerando esta premissa, o II Congreso Nacional de Siembra Directa foi pensado com a finalidade de satisfazer a necessidade de capacitação dos produtores e técnicos argentinos para adotar o sistema com melhores possibilidades de êxito.
Com esta, entre outras chamadas, apoiada por um grupo grande de entidades e empresas, oficiais e privadas, a AAPRESID — Associação Argentina de Produtores de Siembra Directa, realizou o II Congresso de Siembra Directa, em Huerta Grande, Córdoba, de 8 a 10 de setembro.
O evento superou todas as expectativas em termos de organização, nível técnico e participação. Quando foram completadas 1.200 inscrições, foi necessário que se mandassem avisos para evitar um fluxo maior de interessados, porque não haviam mais lugares.
Pesquisadores e produtores com experiência em plantio direto, da Argentina, Brasil e Uruguai fizeram palestras e debateram com os presentes diversos itens importantes do sistema como comportamento do solo, máquinas e implementos, rotação de culturas e doenças, controle de ervas e variedades, entre outros.
Com uma área semeada de 820.000 ha na safra de verão passada, existe uma expectativa de crescimento que ultrapassará 1.000.000 ha. Um dos fundamentos apresentados na conferência por Nicolás Milatich, da AAPRESID e que levam ao crescimento do sistema na Argentina informa que, nos comparativos de custos entre preparo convencional e plantio direto, existe uma redução de 68% nas horas trabalhadas por hectare enquanto no consumo de combustível esta redução é mais drástica, passando para 85%: a preparação de 1 ha no plantio convencional gasta 40 litros de combustível enquanto a siembra directa consome 6 litros.
As semeadoras brasileiras Semeato e Fankhauser foram expostas durante a realização do Congresso e estão entre as preferidas dos produtores argentinos. Os políticos da Argentina também apoiam o sistema. Durante o acontecimento de Córdoba, a Câmara dos Deputados, em Buenos Aires, aprovou uma moção considerando o plantio direto de interesse nacional.
matéria sobre o II Congreso Nacional de Siembra Directa (Huerta Grande, Córdoba-Argentina, 8-10/09/1993, AAPRESID, 1.200 inscrições). Pesquisadores AR/BR/UY. Brasileiros: Erlei Melo Reis e Dirceu Neri Gassen (CNPT). Argentina com 820.000 ha PD, expectativa +1M ha. Nicolás Milatich (AAPRESID): redução 68% horas/ha e 85% combustível (40→6L). Semeato e Fankhauser entre as preferidas. Câmara Deputados AR aprovou moção considerando PD de interesse nacional