Tupanciretã reuniu mais de 1.000 pessoas no XI ENCAT


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Publicado em: 30/09/1993

O município de Tupanciretã, localizado nas coxilhas centrais do Rio Grande do Sul, tinha 120 ha de plantio direto na safra de verão 1984/85, mas hoje, quase 10 anos depois, cerca de 50% da safra de verão será semeada sem preparo do solo, algo em torno de 40.000 ha. As informações foram dadas pelo engenheiro agrônomo Armindo Mugnol, um dos primeiros produtores da região a utilizar o sistema e um dos palestrantes escolhidos pelo XI ENCAT, a reunião anual dos CATs (Clubes Amigos da Terra) do Rio Grande do Sul, que reuniu mais de 1.000 pessoas no ginásio de esportes da cidade. Os representantes eram agricultores, engenheiros agrônomos, estudantes e outras categorias de mais de 50 municípios do Rio Grande do Sul e de outros estados da Federação.

Na abertura do encontro, o presidente do CAT de Tupanciretã, engenheiro agrônomo Almir Rabelo, um dos responsáveis pela organização e pelo sucesso do evento, destacou a importância do acontecimento técnico, fundamental para aqueles que se preocupam com a produção de alimentos. Para ele, o plantio direto deixou de ser uma necessidade [agronômica para se tornar uma questão de sustentabilidade].

Para Edegar da Silva, que muito contribuiu para o desenvolvimento dos CATs no Estado, através do seu trabalho na ICI, “os objetivos de desenvolvimento do plantio direto através dos clubes deram certo porque hoje o Rio Grande conta com 30 entidades funcionando, cerca de 2.400 associados que plantam uma área estimada de 320.000 ha”.

A programação das palestras foi de luxo, contando com as presenças, além de Armindo Mugnol, dos engenheiros agrônomos José de Vargas, João Carlos Moraes Sá e José Ruedell, que falaram daquilo que mais sabem, respectivamente: integração lavoura e pecuária no plantio direto, fertilidade e controle de ervas.

Segundo Juca, da Fundação ABC, de Castro (PR), “no plantio direto, a matéria orgânica colocada na superfície do solo proporciona aumento da capacidade biológica, transformando os resíduos das culturas em humus e liberando nutrientes em forma solúvel para a absorção pelas plantas”.

José de Vargas enfatizou que o sistema plantio direto é dinâmico e necessita que se introduza gado para que continue evoluindo. Para ele, com o plantio direto estamos passando da agricultura química para a biológica e o estrume do gado é um fertilizante a mais para a lavoura, proporcionando um aumento de produtividade, calculado em 10 s/ha a mais na cultura da soja.

Parabéns, Tupanciretã!

matéria sobre o XI ENCAT em Tupanciretã. Município passou de 120 ha PD em 1984/85 para ~40.000 ha (50% safra verão) em 1993. Cita Armindo Mugnol (palestrante), Almir Rebelo (presidente CAT), Edegar da Silva (ex-ICI: RS tem 30 entidades, 2.400 associados, 320.000 ha). Palestrantes: José de Vargas, João Carlos Moraes Sá (Juca), José Ruedell — integração lavoura-pecuária, fertilidade, controle de ervas