Uma das palestras mais objetivas do seminário foi da pesquisadora Beatriz Ferreira, do Centro Nacional de Pesquisa de Soja, de Londrina. Ela desenvolve um programa de controle biológico dos percevejos na soja com a vespinha Trissolcus basalis, que parasita os ovos da praga, com eficiência impressionante.
Para Beatriz, o controle biológico é mais uma alternativa que a pesquisa coloca como viável para um menor uso de produtos químicos no [controle] de percevejo. Até hoje, essas pragas são controladas com produtos químicos, muitas vezes de amplo espectro, com a consequente redução na população de insetos benéficos.
O uso da Trissolcus se dá através da liberação, aumentando a população no campo, tornando-a mais apta para controlar a população de percevejos. Hoje, liberam-se 5.000 vespinhas/ha no período correspondente ao final do florescimento da soja, o que permite uma multiplicação antecipada ao pico de aparecimento da praga.
Segundo informou a pesquisadora do CNPSo, a quantidade de área onde esse controle está sendo realizado ainda é pequena porque a limitação está na produção de vespinhas. Hoje, somente a EMBRAPA de Londrina está produzindo a Trissolcus e essa produção ainda é pequena, em função do espaço. A idéia da EMBRAPA é passar a tecnologia para pessoas ou instituições interessadas. A EMBRAPA daria toda a assessoria necessária, com o objetivo de aumentar o número de usuários.
Finalizando, Beatriz Ferreira afirmou que as perspectivas do controle biológico são muito boas, [reforçando o trabalho conjunto entre as instituições de pesquisa].
matéria sobre Beatriz Ferreira (CNPSO-EMBRAPA Londrina). Programa de controle biológico de percevejos na soja com Trissolcus basalis. 5.000 vespinhas/ha liberadas no final do florescimento. EMBRAPA Londrina única produtora — pretende passar a tecnologia para outras instituições