Pequena Propriedade — Transferência de Tecnologia de PD no Paraná (Darolt+Caldasso)


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Publicado em: 30/11/1993

Por Moacir Roberto Darolt (1) e José Carlos Caldasso da Silva (2)

O objetivo do trabalho é descrever o processo de transferência de tecnologia de plantio direto para pequenos agricultores. Foram instaladas unidades para teste e validação em 30 municípios da região Centro-Sul do Paraná, abrangendo uma área de 60.000 km², sob a responsabilidade da pesquisa (Instituto Agronômico do Paraná — IAPAR), extensão rural (EMATER-PR) e agricultores.

A região se caracteriza por solos de baixa aptidão agrícola e por basear sua produção no uso intensivo de mão-de-obra familiar e na tração animal. Nestas condições o plantio direto é de grande importância por ser uma alternativa para conservação do solo e água e na redução das operações de preparo de solo.

O IAPAR executa desde 1985 trabalhos de pesquisa para viabilizar o plantio direto nas condições de pequeno produtor, tendo desenvolvido uma semeadora-adubadora para o plantio direto com tração animal (P.D.T.A.A.). Este equipamento foi submetido a testes em estações experimentais e propriedades-piloto, sendo validado e adaptado utilizando a metodologia de pesquisa com enfoque de sistemas. Resultados preliminares assinalaram boa aceitação do equipamento por parte dos agricultores.

A fim de testar a tecnologia do PDTAA em maior escala foram selecionadas 30 unidades para o plantio direto de feijão e milho, utilizando os seguintes critérios:

a) área mínima (1.500 m²) com feijão e milho (1.500 m²);
b) área com baixa infestação de ervas daninhas;
c) área corrigida para pH acima de 5;
d) evitar solos rasos;
e) agricultores com capacidade de colaboração, bom relacionamento na comunidade e capacidade crítica;
f) mão-de-obra familiar disponível.

Após a escolha das unidades de teste e validação (UTV’s), extensionistas e agricultores foram orientados na condução e acompanhamento das mesmas. As variáveis selecionadas para análise foram:

1) Produção de biomassa de adubos verdes;
2) Rendimento das culturas;
3) Desempenho operacional da semeadora-adubadora direta com tração animal;
4) Controle de plantas daninhas;
5) Resultado econômico;
6) Adoção de tecnologia pelos agricultores.

A avaliação e acompanhamento das UTV’s por um período de 3 anos se faz utilizando metodologias participativas entre agricultores, extensionistas e pesquisadores. Ao final de cada ano serão realizadas reuniões para avaliação, possibilitando adaptações/modificações sugeridas pelos agricultores, servindo como mecanismo de retroalimentação para a pesquisa.

(1) Engenheiro Agrônomo — Área de Difusão de Tecnologia — Instituto Agronômico do Paraná-IAPAR — Pólo Regional de Pesquisa de Ponta Grossa — Caixa Postal 129 — CEP 84.001-970 — Ponta Grossa — Paraná.
(2) Engenheiro Agrônomo — Coper/Desenvolvimento Sustentável — EMATER-Paraná — Rua da Bandeira, 170 — CEP 80035-270 — Curitiba — PR.

Moacir Roberto Darolt (IAPAR) e José Carlos Caldasso da Silva (EMATER-PR). Descreve transferência de tecnologia de PD para pequenos agricultores. 30 unidades de teste/validação em municípios Centro-Sul Paraná, área 60.000 km². IAPAR desenvolveu PDTAA (Plantio Direto com Tração Animal Adaptada) desde 1985