Eurico Faria Dornelles é um cidadão especial, dessas pessoas destinadas e com capacidade para realizar. Entre nervoso e feliz, ele moveu praticamente toda a estrutura arrozeira do Rio Grande do Sul, pesquisadores, políticos, cooperativas, órgãos técnicos e classistas, e, principalmente, produtores que estão descobrindo uma forma mais racional de conduzir a lavoura de arroz irrigado, para que se encontrassem na Fazenda Cerro do Tigre, em Alegrete, para comemorar e debater 10 anos de plantio direto com cultivo mínimo.
A batalha de Eurico Dornelles e do Clube do Plantio Direto é vitoriosa. A área de plantio direto no arroz irrigado hoje já alcança 300.000 ha, o que significa algo em torno de 30% da área total. Para ter uma idéia, a área de soja e milho deve situar-se em torno de 10%, em todo o Estado.
Porém, mesmo que a área esteja crescendo, o presidente do Clube do Plantio Direto está preocupado com a busca de soluções para os problemas pendentes que ainda existem na lavoura de arroz.
“As dificuldades do arroz são diferentes, são em várzea, com terrenos mais úmidos”, disse ele ao Jornal do Plantio Direto, durante um intervalo na Expodireto. “Ao contrário das coxilhas, aqui nós precisamos mexer na terra após a colheita, pois ficam os rastros das automotrizes e das carretas. Nós estamos procurando administrar este problema, apesar de que esse não é o maior dos entraves da lavoura de arroz, nosso maior problema, na verdade, é a crise econômica pela qual estamos passando”.
Foi por isso que a tarde de sexta-feira, dia 7 de janeiro, teve um palanque na Cerro do Tigre. Além de presidentes de entidades [classistas, deputados federais e o secretário Floriano Isolan, todos pediram apoio governamental ao setor].
matéria com Eurico Faria Dornelles, presidente do Clube PD com Cultivo Mínimo de Arroz Irrigado. 300.000 ha PD em arroz irrigado (~30% RS). Crise econômica. Cerro do Tigre como palanque político na Expodireto