TAMANDUÁ-DA-SOJA Perguntas feitas durante a realização da | Conferência Anual de Plantio Direto e respondidas pelo Pesquisador Dirceu Gassen da EMBRAPA- Trigo e SAA-RS Pergunta - Qual a distribuição do tamanduá-da-soja no Brasil? Ele poderá chegar ao cerrado?
Resposta - O tamanduá-dasoja, Sternechus spp. (Col,, Curculionidae) ocorre na Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia e nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.. No sul do Brasil predomina a espécie S. subsignatus e na Bolívia S. pinguis. O ciclo biológico, os hábitos e os danos das duas espécies são semelhantes. Causam danos em soja e feijão, nas regi- Ões de clima subtropical e tropical.
As leguminosas cultivadas no verão adaptam-se perfeitamente ao ciclo biológico e às necessidades de alimento do inseto. Em determinadas situações, podem causar danos severos, inclusive na região dos cerrados e nas regiões de clima úmido da Bahia e de Minas Gerais. A diapausa na fase de larva, em câmaras no solo, desde o outono até a primavera, e a intensa atividade biológica, de novembro até o final do verão, sugere a adaptação do inseto ao clima do cerrado. Apesar de causar danos severos em lavouras isoladas, a expectativa é de ocorrência esporádica, sem atingir regiões inteiras.
Pergunta - Qual a distância de vôo ou capacidade de disseminação do tamanduá-da- Soja? Qual a rotação de culturas mais indicada Dara o seu controle?
Resposta - O tamanduá-dasoja apresenta ciclo biológico de um ano. Os adultos emergem do solo a partir de novembro, apresentando a estrutura externa do corpo completa. Porém, o ovário e os músculos de vôo necessitam desenvolver-se. Por isso, logo após a emergência dos insetos, eles buscam alimentar-se avidamente. Nos primeiros dias após a emergência, os adultos são ávidos por feijão, soja e outras leguminosas. Não se alimentam de milho, sorgo e girassol. A rotação com estas culturas força os insetos a sair caminhando da lavoura até as bordas ou até encontrar alimento adequado.
Após alguns dias de alimentação (até uma semana), desenvolvem-se os músculos de vôo, permitindo a disseminação. A distância de vôo ainda é pouco conhecida, mas pode atingir até algumas dezenas de quilômetros da lavoura onde nasceram. A disseminação e a distância de vôo dependerá do vigor do inseto e da disponibilidade de hospedeiro adequado para oviposição. O desenvolvimento do ovário para reprodução ocorre após o desenvolvimento dos músculos de vôo e da disseminação. Por isso, a alimentação em plântulas, após a emergência dos adultos, resulta em danos severos.
Pergunta - Quais os inseticidas mais indicados para o controle do tamanduá-da-soja?
Resposta - Os inseticidas, seguidos da dose de ingrediente ativo por hectare, indicados para controle do tamanduá-da-soja são: clorpirifós 480, deltametrina 7,5, fenitrotiom 1000, fosfamidom 600, metamidofós 480, monocrotofós 200, permetrina 50 e profenofós 500. É importante destacar que apenas uma formulação de metamidofós encontra-se registrada para controle desta praga no Ministério da Agricultura. O controle é indicado apenas para insetos adultos. Os OVOS, as larvas na planta e em diapausa no solo e as pupas são de difícil controle. A aplicação de Inseticidas para os besouros é indicada nas bordas de milho cultivado em rotação onde havia infestação da praga no ano anterior. Em lavouras de soja, por causa da emergência de adultos durante várias semanas, pode exigir aplicações seguidas.
TREMOÇO (Lupinus) Pergunta - Quero implementar no próximo inverno o cultivo de tremoço, para plantar milho no seguimento. No entanto, muitas pessoas dizem que o lupino pode trazer doenças, como aàa antracnosis, que pode permanecer no solo por 10 anos. O que devo fazer e que variedade posso usar ?
Márcio Schorr, Raul Pefõa - Paraguay Resposta - A cultura do tremoço é uma boa opção para anteceder o milho, pela fixação biológica de nitrogênio. O tremoço não é afetado pela antracnosis. À doença que pode permanecer por mais de dez anos na lavoura é a sclerotínea. A recomendação de plantio no Paraguay é para a variedade azul de tremoço.
FOSMAG = MANAH GB