Dia de Campo: Plantio Direto na Pequena Propriedade A abertura do evento foi realizada na sede comunitária da APASA (Associação dos Pequenos Produtores de Alho de Serra Abaixo), onde os participantes assistiram a vídeos e a palestras sobre o sistema plantio direto. Em seguida foram levados ao campo (Sítio do Nelico Qualhato, pionerro do plantio direto no local), onde puderam avaliar o ótimo desempenho de uma roça de milho em plantio direto, além de se familiarizarem com as plantadeiras de tração animal desenvolvidas especialmente para o sistema. Assistiram também a uma demonstração do simulador de erosão, aparelho desenvolvido pela Universidade Federal de Goiás e Monsanto.
O dia de campo, iniciativa do “Grupo Goyás de Pesquisa e Extensão”, da Universidade Federal de Goiás, foi UM Sucesso, conforme as palavras do Prof. Rogério de Araújo Almeida, líder do projeto: “A presença de agricultores de locais centenas de quilômetros distantes daqui é a prova de que o plantio direto está despertando enorme interesse entre Os pequenos lavradores, o Curso de Plantio Direto na Universidade de Uberlândia Um dos destaques da programação da Ill SECA - Semana de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Uberlândia, realizada entre l4 e 18 de outubro passados, foi o Minicurso “Introdução ao Plantio Direto”.
Os 40 estudantes matriculados no curso receberam aulas sobre aspectos cruciais do plantio direto como “Correção do Solo e Recomendações de Adubação no Plantio Direto”, proferida pelo Eng. Agr. PhD Djalma G. De Souza e TIntegração do Plantio Direto com as Doenças das Plantas Cultivadas”, pelo Eng. Agr. PhD Luiz Carlos B. Nasser, ambos da Embrapa-CPAC de Brasília.
O Eng. Agr. Márcio Scaléa, da Monsanto do Brasil, abordou tanto a parte conceitual do sistema, falando sobre “Justificativas e Funque nos deixa muito entusiasmados, pois o que era para ser uma iniciativa local, de apoio aos associados da APASA, se transformou em um programa a ser desenvolvido a nível estadual.” Dentre os participantes eram unânimes dois comentários:
- à rapidez e facilidade com que o plantio direto é feito quando comparado com os sistemas tradicionais que envolvem inúmeras passadas de Implementos para o preparo do solo:
- a tranquilidade em saber que a erosão não mais irá lhes roubar o sono (e o solo), principalmente quando se sabe que geralmente estes pequenos proprietários estão assentados sobre solos férteis, mas de topografia muito acidentada. ma damentos do Plantio Direto no Cerrado”, como seus aspectos práticos, abordou também ”Obtenção da Cobertura Morta do Plantio Direto”, Herbicidas e sua Tecnologia de Aplicação no Plantio Direto”.
O minicurso encerrou-se com uma excursão à Fazenda Canadá, onde os participantes puderam presenciar um plantio direto comercial sendo feito, avaliando o desempenho da máquina e a sua eficiência, assim como a operação de um pulverizador aplicando o herbicida Roundup. Puderam também conhecer diversas espécies que são usadas como culturas de safrinha, visando a obtenção de uma boa palhada, como o milheto, o nabo forrageiro e o sorgo, avaliando a quantidade de massa que cada uma produz. - Projeto Metas Apresenta Resultados Na passagem do terceiro para o quarto ano de sua implementação, o Projeto Metas, coordenado pela Embrapa-Trigo, em parceria com as empresas privadas Monsanto, Agroceres, Semeato e Jacto, com apoio da Emater e outras entidades, já apresenta resultados ótimos, em relação aos objetivos estabelecidos de criar e difundir a tecnologia do sistema plantio direto. Segundo o pesquisador José Denardin da Embrapa-Trigo, coordenador do Projeto , a região do Planalto Gaucho hoje já conta com uma área de 70% sob plantio direto, que envolve principalmente as lavouras moto-mecanizadas. Para Denardin, existe uma clara mudança no panorama das lavouras nestas regiões. “Na Rodovia que liga Passo Fundo a Cruz Alta, por exemplo, passando por Tapera e Ibirubá, quase não se encontra lavouras com preparo de solo, disse ele. Há cinco anos atrás, o quadro era outro.” Nos dias 13 e 14 de novembro, em Passo Fundo, o Projeto Metas promoveu um curso especiífico sobre fertilidade, correção e microbiologia do solo, com palestras de especialistas da Universidade de Santa Maria, da UFRGS e da Embrapa-Trigo destinado a assistentes técnicos da Emater, de cooperativas e escritórios de planejamento, que já acompanham o processo desde o início. “Nosso objetivo agora é trazer informações básicas, não sÓ as que estão sendo pesquisadas pelo Metas, para que os técnicos treinados possam tomar suas próprias decisões, em função das situações de solo, clima e outras variáveis que cada situação apresenta”, afirmou Denardin na ocasião.
No final do seu terceiro ano, o Projeto Metas já possui resultados de pesquisas que estão sendo apresentados nos cursos para os assistentes técnicos participantes e que também serão publicados em boletins técnicos, a partir de dezembro. E