próximo mês de outubro completa 25 anos a primeira lavoura de plantio direto no Brasil e também na América Latina, pois não existem citações de pioneiros no sistema em outros países do continente americano, =| excessão dos Estados Unidos, onde os registros, a nível de fazenda, direcionam para o ano de 1962, com o produtor Paul Young, no Tennessee.
No Brasil, em áreas extensivas, o plantio direto iniciou com Herbert Bartz, em Rolândia, no Paraná, no mês de outubro de 1972. Naquela ocasião, desgastado com os problemas de erosão que afetavam suas lavouras, Bartz realizou uma viagem a Inglaterra e aos Estados Unidos, na busca de informações que solucionassem a questão. Ele já havia se entusiasmado com uma experiência na cultura de trigo que Rolf Derpsch, pesquisador alemão que trabalhava no Brasil há pouco tempo, instalara em sua lavoura, usando uma semeadora adaptada para plantio direto. Na sua volta dos Estados Unidos, Bartz trouxe não só informações mas também uma semeadora Allis Chalmers. O implemento, assim que foi liberado na aduana, iniciou o plantio de soja, na fazenda de Rolândia, em outubro de 1972.
O início era de descrédito por parte de produtores e técnicos. As ervas explodiram como nunca e os prognósticos eram de que a “aventura” não daria certo. Aliás, este quadro perdurou por todos estes 25 anos e, ainda hoje, é possivel encontrar regiões inteiras, produtores e assistentes técnicos em várias latitudes, nos mais diferentes tipos de solo e clima, que ainda questionam a validade do plantio direto. Tudo isso porque sua adoção exige uma mudança mental e um esforço gerencial maior, ao contrário do que imaginava o pai de Herbert Bartz que, no início, dizia que o filho estava usando de artimanhas para trabalhar menos.
Hoje, graças à perseverança de Bartz ed