efeito da pH é geralmente menos importante que O teor de C ou N, mas que O pH apresenta importância semelhante a do C e N quando a variação espacial da relação C:N é associada. O presente trabalho objetivou estudar comportamento do pH, quando o solo é manejado de diferentes formas. O sistema de cultivo convencional, foi considerado testemunha, comparando os demais modos de cultivos em relação a este. O sistema de semeadura direta também foi utilizado, juntamente com a adubação verde e rotação de culturas entre o milho e a soja. Para realizar o presente estudo, instalou-se o experimento na Fazenda de Ensitrole de ervas daninhas através de herbicidas; Manejo 6 (M6): milho em semeadura direta (controle de plantas daninhas com herbicidas) e lablab no inverno. Retiraram-se as amos - tras de solo em três épocas (por ocaslaão da diagnose foliar do ano agricola 1992/93, semeadura e aos 60 dias após, do ano agrícola 1993/94 nas profundidades 0-20 cm) na linha e entre linha da cultura e num total de 14 amostras simples por parcela. Estas foram secas ao ar, passadas em peneira com 2 mm de abertura de malha e analisadas com relação a acidez ativa e acidez potencial. A das pelas figuras 1 e 2.
Detectou-se efeitos significati- VOS para as épocas de amostragem, ao nível de 1% de probabilidade e para interação entre os tratamentos principais e as épocas de amostragem, ao nível de 5% de probabilidade, ambos pelo teste F. Quando se compararam as épocas dentro de cada tratamento, todos apresentaram significância ao nível de 1% de probabilidade, pelo teste F, não ocorrendo o mesmo para o Teste de Tukey, quando efetuado. Quando se comparou a média das épocas, pelo Teste de Tukey, todas diferiram entre si ao Tabela 1. Valores de pH em CaCl2, 0,01M no solo, profundidade 0-20 cm, determinado em três no e Pesquisa da Faculdade de : epocas de amostragem (diagnose foliar 92/93, plantio 93/94 e diagnose foliar 93/94.
Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP, campus de Jaboticabal (SP), sobre um latossolo roxo, textura argilosa, disposto em delineamento de A. E LPMITO Ta Época Tratamentos = * “ e. — = ma e —— ” à =. A — — parcelas subdivididas, constan- 92/93 443Ab| 460Ac | 455Ac 462A c do de sete tratamentos e em =. (D.FJ) | | | :
quatro repetições. Os tratamen- 93/94 |[5,68ABb |5,52ABC b |5,70Aa]| 5,35BC b | 5,62ABC b | 5,62ABC b | 5,29C b tos utilizados foram: Testemu- (P1.) nha (T): milho semeado no ve- 93/94 5,96A a rão e conduzido no sistema de — (D.F.) plantio convencional (aração, gradagens, semeadura e controle mecânico de plantas daninhas) com o solo em pousio du- D.F.= amostra retirada por ocasião de diagnose foliar; P1.= amostra retirada por ocasião da semeadura; T=testemunha; M1 = manejo 1; M2 = manejo 2; M3 = manejo 3; M4 = manejo 4; M5 = manejo 5; M6 = manejo 6. Letras maiúsculas comparam médias dispostas na horizontal; letras minúsculas comparam médias dispostas na vertical. Médias seguidas da mesma letra não diferem entre sí, pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade.
rante o inverno; Manejo 1 (M1): milho em sistema de semeadura direta no verão (controle de plantas daninhas com herbicida, colheita, roçagem) com o solo em pousio durante o inverno; Manejo 2 (M2): milho em semeadura direta (controle de plantas daninhas com herbicida) e mucuna-preta no inverno, que foi roçada quando se encontrava com 50% de florescimento; Manejo 3 (M3): milho em semeadura direta (controle de plantas daninhas com herbicida) e aveia-preta no inverno: Manejo 4 (M4):milho em rotação com soja em plantio de verão no sistema convencional, mantendo-se o solo em pousio durante o inverno; Manejo 5 (M5): idêntico ao anterior, com semeadura direta, com semeadura direta e conavaliação da acidez ativa foi realizada de acordo com o descrito em FERREIRA et al. (1990), através da extração com Ca Cl7.0,01M. A avalração da acidez potencial foi realizada de acordo com a metodologia descrita pelos mesmos autores, através da extração com TAMPÃO SMP e os dados calculados “segundo E equação encontrada poca por Quagio, 1983, ci- Ã q ã/06 o. a r RAlJ et al. : 967, 93/94 (D.F.) (1987), tendo os dados apresentados nas tabelas 1 e 2, ilustranivel de 5% de probabilidade em todos os tratamentos, sendo que a época 3 (diagnose foliar 93/94) teve a maior média, seguida pela época 2 e pela época 1 (diagnose foliar 92/93).
Tabela 2. Valores de (H+AlI) em mmol..dm-3$ no solo, profundidade 0-20cm, determinado em três épocas de amostragem (diagnose foliar 92/93, plantio 93/94 e diagnose foliar 93/94).
Médias gerais em cada ano 31,5 À 25,4B 18,2 C (1) Diagnose Foliar; (2) Plantio; Médias seguidas de mesma letra não diferem entre sí, pelo teste de Tukey, ao nível de 5% de probabilidade.
Revista Plantio Direto - maio/junho de 1997 - 21 O teste de Tukey para as médias dos tratamentos dentro de cada época mostrou que apenas na segunda época houve diferença significativa ao nível de 5% de probabilidade. Neste caso, os tratamentos M3 e M4 difer!- ram entre si pelo teste de Tukey, sendo que o tratamento M3 teve média 5,70 e o tratamento M4, média 5,29.
Não houve efeito dos tratamentos utilizados sobre a acidez potencial do experimento, havendo apenas, efeito significativo entre as médias gerais de cada ano, que diferiram Figura 1. Evolução da acidez ativa no solo, na profundidade 0-20 cm em três épocas de amostragem Figura 2. Evolução da acidez potencial no solo, na profundidade 0-20 cm nas três épocas de amostragem.
(H + Al) m molc/dm* Oo Aa O D.F. 92/93 D.F. 93/94 PI. 93/94 D.F. 92/93 E luea ts P1. D.F. 93/94 93/94 ÉPOCAS 32 - Revista Plantio Direto - maio/junho de 1997 entre sí também pelo teste de Tukey 20 nível de 5% de probabilidade. neste caso, pode-se observar que da época 1 (diagnose foliar 92/93) para a época 3 (diagnose foliar 93/94) a acidez potencial (H + Al) diminuiu, sendo que a época 3 apresentou a menor média (1,82).
A figura 1 mostra-se coerente com os resultados encontrados na |iteratura, descritos por vários autores, O aumento dos valores de pH, da época 1 para a época 3 provavelmente se deve ao maior acúmulo de material orgânico na superfície do solo e sua decomposição, principalmente nos tratamentos Te M4, onde os residuos foram incorporados ao solo, acelerando o processo de degradação pelos microorganismos e consequentemente maior oxidação do carbono Organico, que perde elétrons gerando O“ ou combinam diretamente com o H* elevando o pH do solo. Entre os tratamentos, somente na época 2 foram observadas diferenças significativas, com o M2 destacando-se do M3 e M6. A diferença entre estes tratamentos mostra que a mucuna-preta como cultura de outono/inverno, nas condições de clima desta região, pode trazer maiores benefícios ao solo que a avela-preta e o lablab, contribuindo com a elevação do pH, provavelmente pela maior fixação de N, aumentando a quantidade de microrganismo na camada de O - 20 cm e consequentemente causando uma degradação mais intensa do material orgânico presente na superfície. Quanto a acidez potencial (figura 2), a época 3 apresentou menor média de concentração de (H + Al) no solo, confirmando 0 encontrado por outras pesquisas e os dados da acidez ativa (tabela 1), já que quando há elevação dos valores de pH, os valores de (H + AI) no solo tendem a diminuir. -