olhar o futuro e pensar qual o caminho a ser seguido. ÁAtravessamos uma verdadeira crise de mudanças de comportamento da classe agropecuária e nada melhor do que promover um evento dentro desta perspectiva, iniciando-se uma nova etapa”.
stas foram as palavras iniciais do produtor de Alegrete, Eurico Faria Dorneles, presidente da COO- PLANTIO na abertura do seminário A visão Agropecuária do futuro.
Durante três dias, cerca de 400 participantes estiveram reunidos no centro de Eventos do Hotel Serra Azul em Gramado, debatendo, entres outros temas: a biotecnologia, o gerenciamento empresarial, a cadeia de agribusiness, o novo ciclo agricola, a reforma agrária e as influências do mercosul.
Parceria entre produtores Durante o encontro que aconteceu de 18 a 20 de Junho, a proposta mais arrojada foi da própria Cooplantio, no final do primeiro dia dos trabalhos. Daltro Benvenuti, vice-presidente da entidade, lançou um desafio aos presentes: “a idéia é a formação de parcerias entre os agropecuaristas da região sul, com os produtores da região norte do Rio Grande do Sul. A meta é, em cinco anos, duplicar a produção de soja e milho. Esta iniciativa permitirá maiores resultados financeiros e melhorias aos solos do sul do estado, tão degradados. Um verdadeiro histórico do setor agropecuário gaúcho foi apresentado, enfocando aspectos como o uso das coxilhas da metade sul do estado para a produção de grãos e pastagens.
Este projeto defende o aproveitamento do maquinário e da tecnologia dos pequenos e médios produtores das áreas mais ricas, em terras menos produtivas, destinadas á pecuária. A Cooplantio entra com auxílio para o desenvolvimento do plantio direto e O financiamento de parte dos investimentos necessários.
“As terras destinadas às pastagens seriam melhoradas, oferecendo um rendimento integral, e não somente serviram para a terminação do gado como vem acontecendo. O projeto tem condições de ser um sucesso, com o aumento da produção de grãos e o lucro seria dividido entre agricultores e pecuaristas, enquanto a Cooplantio receberia os Insumos que financiou”, completou Benvenuiti, que é também agropecuaristas em Guaíba.
O Seminário A visão Agropecuário do futuro evidenciou o potencial de invest!- mentos do agribusiness mundial na apresentação do professor José Megido. Ele relatou que o agribusiness vai movimentar até 10 bilhões de US$ após o ano 2.000, sendo que para permanecer no mercado, o agricultor precisará mais do que conhecimento técnico. Ele deverá acompanhar OS avanços tecnológicos para completar a paixão pela atividade. “A receita vai exigir a combinação de talento para incorporar o conhecimento técnico e do instinto natural que somente os apaixonados pelo Abertura do Seminário Visã ; D =p | 15São Agropecuária do Futuro Y 4 esquerda para a direita: Daltro Ben venuti, André Barreto, José Luiz Patella, eles, Jair Seidel e Hermes Ribeiro Souza Filho Eurico Faria Dorn setor possuem”, completou Megido. Des: tacou as cinco categorias básicas do agribusiness que valorizam cada vez mais o consumidor. O professor e também ay. tor do livro Markenting e Agribusiness completou sua apresentação, enfatizado que não se pode perder tempo com Droblemas, a solução é manter o foco nas oportunidades que aparecem, para conti.
nuar no mercado. Biotecnologia Luiz Abramides do Val, diretor da Monsanto do Brasil, classificou a biotecnologia como a terceira onda na agricultura, após a introdução da mecanização e do uso de insumos modernos que acabaram provocando sensíveis danos ao meio-ambiente.
*A biotecnologia vai minimizar os efei- | tos da mecanização e dos insumos no meio ambiente e trazer para à semente uma série de valores característicos que hoje ela não tem”, garantiu. O diretor da Mosanto afirmou ainda que atualmente cerca de 15 empresas investem muitos milhões de dólares no desenvolvimento da biotecnologia, traduzidos em mais de 10 produtos lançados comercialmente no mercado norte-americano, europeu e mais recentemente no Japão.
DO FUTURO SRAMADO/ RS