cidade de Cruz Alta, no Rio Grandedo — hoje alcançam um número superior a 40 enti- Sul, voltou a ser um dos principais dades formadas, fizeram uma importante reupolos de discussão do plantio direto na nião de retomada das atividades conjuntas, para palha nos dias 17 e 18 de julho quando, com o o que foi formada uma coordenadoria. No mesobjetivo de comemorar os 10 anos do Clube — molocal, a Federação Brasileira de Plantio Di- Amigos da Terra, reuniram-se as principais lt | reto na Palha realizou uma das suas mais conderanças de produtores e técnicos que impul- — corridas assembléias, ocasião em que foram sionam o desenvolvimento do sistema em todo projetadas as próximas etapas e os passos práo País. Mais de 500 pessoas assistiram às — ticos da instituição, objetivando dinamizar suas solenidades comemorativas aos 10 anos do — atividades.
CAT de Cruz Alta e às palestras técnicas, no dia 18, na Casa de Cultura. No dia 17, em reu- 10 ANOS DO CAT niões consecutivas, representantes dos Clube Amigos da Terra do Rio Grande do Sul, que Trabalhando na área motivacional diretamente com os produtores, incentivando órgãos de pesquisas e indústrias a criarem tecnologras voltadas para o sistema plantio direto, o Clube Amigos da Terra de Cruz Alta foi um expoente na mudança do modelo agrícola em sua região, cuja área de lavoura tem atualmente ' mais de 90% com semeadura direta, apresen- | tando reflexos em toda a infraestrutura sócioeconômica do município e de outros vizinhos. Foi muito bonito e muito proveitoso, porquenós — conseguimos agregar os produtores. Mas, agora é preciso estabelecermos novas metas, te- Mos que ter o cuidado de planejar objetivamente O Nosso futuro. E isso passa pelo gerenciamento efetivo e a adequação ao novo mercado, onde quem manda é o consumidor.” As declarações são do engenheiro agrônomo e produtor Claudio Macagnan, presidente do CAT de Cruz Alta, durante as cerimônias comemorativas aos 10 anos da entidade. Para ele, é fundamental uma retomada das atividades dos clubes e demais entidades, para uma atuação efetiva a nível de comunidades locais e também junto à área 9º vernamental. Nesse sentido, um primeiro pas” SO foi dado, no Rio Grande do Sul, com a ass! natura, no dia 18, na cerimônia comemorativa dos 10 anos do CAT Cruz Alta, de um protoco- Cláudio Macagnan e Nonô Pereira nos 10 anos do CAT em Cruz Alta ista Plantio Direto Julho/Agosto de 1997 ha lo com a Comissão Coordenadora Estadual do Projeto Novas Fronteiras da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável, que passa a incluir o Clube entre seus parceiros.
Criado em julho de 1987, o trabalho do Clube Amigos da Terra de Cruz Alta foi um alicerce importante na mudança do modelo agrícola regional e que elevou Cruz Alta à condição de capital estadual do sistema plantio direto. Trabalhando efetivamente na área motivacional e técnica, as diversas diretorias que comandaram o CAT nesses 10 anos foram movendo pequenos e grandes obstáculos que nortearam o desenvolvimento do sistema nesse período. O auge desse trabalho aconteceu durante a realização do IV Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha, realizado em 1994, com a presença de mais de 10 mil pessoas nas áreas de campo do evento, que se tornou um marco referencial e acabou impulsionando o plantio direto de forma significativa no Rio Grande do Sul, nos demais estados brasileiros e também em outros países da América do Sul. Com a presença do Secretário de Agricultura e Abastecimento do Rio Grande do Sul Cézar Schirmer , do presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha, do Prefeito Municipal Luiz Pedro Bonetti e de diversas outras autoridades, um balanço positivo desses 10 anos foi apresentado. O prefeito Bonetti, ele próprio pesquisador e incentivador do plantio direto, disse, ao saudar os visitantes, que a prefeitura de Cruz Alta sabe o que significou para os cofres do município a eliminação do preparo convencional. Na ocasião, Herbert Bartz , Nonô Pereira e Franke Djiskstra, pioneiros do sistema no País, receberam homenagem especial. À RETOMADA DOS CATS Os primeiros Clubes Amigos da Terra no Rio Grande do Sul apareceram em 1982, quando o sistema plantio direto já completava 10 anos no Paraná e a erosão e a compactação dos solos gaúchos eram acentuadas. O sistema Já havia sido introduzido a nível de propriedades e de pesquisa desde 1973, mas, no início da década de 80, anotou-se um retrocesso no movimento, com uma diminuição da área sob se- CR E a E a , 4 i ã já — meadura direta. “Nessa época, o número de produtores que deixaram o plantio direto chegou a 30% e isso nos motivou a buscar alternativas para que o sistema voltasse a crescer em termos de área”, afirmou Edegar da Silva, jornalista, técnico agrícola e hoje chefe de gabinete do Secretário da Agricultura do Rio Grande do Sul, que também esteve presente em Cruz Alta, na comemoração dos 10 anos do CAT. Funcionário da ICI (Zeneca) nos anos 80 e início de JO, ele foi um dos grandes Incentivadores da criação dos demais clubes no Rio Grande do Sul e também em outros estados, tendo sido o coordenador estadual.das entidades no início da década de 90, quando o movimento chegou ao seu melhor momento.
Depois do IV Encontro, os trabalhos conjuntos dos CATs sofreram uma retração, por força de uma série de circunstâncias. Agora, depois de um período de repensar as ações, onde muitos clubes reforçaram seus trabalhos internos, como o CAT de Ajuricaba-RS, que chegou a construir uma unidade armazenadora para 100 mil sacas, o que ajudou a viabilizar o milho e a rotação de culturas para seus associados, os 10 anos do CAT de Cruz Alta serviram para uma retomada do processo conjunto. Hoje, são mais de 40 CATs constituidos em todo o Estado e o presidente do Clube de Tupanciretá, engenheiro agrônomo e produtor Almir Rabelo foi eleito como coordenador das entidades, ficando encarregado de propor uma nova pauta de ações, que ajudem os clubes a enfrentar o momento diferenciado que enfrenta a agropecuária brasileira. Felisberto Dornelles, secretário do CAT de Cruz Alta e um dos incansáveis batalhadores pelo desenvolvimento do sistema no Sul do Brasil, também participa da equipe encarregada de retomar a ação conjunta dos CATS a nível estadual. “O produtor que não usa plantio direto está atrasado, disse ele em Cruz Alta. E, infelizmente, aquele que quiser entrar no sistema hoje, terá dificuldades. Para ele, as provas de que o sistema é viável está nos números que apontam uma área plantada com semeadura direta no Rio Grande do Sul em torno de 2 milhões de ha, o que significa mais de 1/3 da área de soja e milho.
A nova coordenação dos CATs já marcou uma reunião para o mes de agosto, quando serão apresentadas propostas de ações conjuntas das entidades para os próximos períodos.
FEDERAÇÃO BRASILEIRA EM NOVA FASE “O governo teve uma participação muito pequena, mas agora eles estão começando a ver a agricultura de resultados que é o plantio direto, uma agricultura sustentável que traz gente de todo o mundo para ver o que nós fizemos aqui no Brasil. E os representantes de nações do primeiro mundo ficam surpresos ao ver como é que conseguimos instalar um programa de tal magnitude, que hoje já atinge mais de Herbitécnica, Trevo, Ciba-Se Av. Brasil, 901 - 6 milhões de ha, sem apoio governamental, sem verbas para à pesquisa, com um desenvolvimento baseado na propriedade. À pesquisa foi fundamental para o suporte do plantio direto, mas é inacreditável que ela trabalhe com essa escandalosa falta de recurSos. As declarações de Manoel Hen rique Perei- ”A própria segurança nacional está em risco quando não temos um plano de médio e longo prazo para a produção de alimentos e acabamos importando, o que é algo inacreditável para um país com a extensão territorial e agrícola do Brasil”.
ra, presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha, em Cruz Alta, reflete na sua alegria com o sucesso do plantio direto em todo o País e, de outro lado, a preocupação com a histórica falta de apoio efetivo das fontes governamentais para o programa, como ele gosta de chamar.
A FBPDNP aproveitou as solenidades de comemoração dos 10 anos do CAT de Cruz Alta e realizou uma das assembléias mais prestigiadas de sua história, com a presença de representantes de práticamente todas as entidades associadas. E um dos ítens mais claros da nova proposta de trabalho da entidade é a aproximação com o Minis. tério da Agricultura e demais órgãos governamentais, a nível regional ou nacional. Essa aproximação já está ocorrendo e a presença de Ricardo de Souza, representante do Ministério da Agricultura, no evento de Cruz Alta fo; um indício de que o governo está co. meçando a dar importância ao plantio direto. A assinatura de convênios e ou. tras ações em que órgãos oficiais es tão presentes também tem sido uma prova dessa nova postura governamental.
“Nós temos um produtor preparado para produzir alimentos, afirmou Nonô Pereira, e acreditamos que temos ar. gumentos para ajudar a formalizar uma política agrícola mais adequada, porque nós entendemos também que até a própria segurança nacional está em risco quando não temos um plano de médio e longo prazo para a produção de alimentos e acabamos importando, o que é algo inacreditável para um país com a extensão territorial e agrícola do Bra- Sil”.
O secretário da Federação Brasiletra engenheiro agrônomo Maury Sade apresentou um raio x atual e histórico da entidade, bem como um elenco de medidas que serão implementadas para = a dinamização da Federação, que avança para uma nova fase. Além de uma = série de medidas práticas, ficou esta- - belecido que o VI Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha será realizado em Brasília, em junho de 1998. A Fe deração igualmente ajudará a promo ver o Il! Encontro Latino Americano de Plantio Direto na Pequena Propriedade, que acontecerá em Pato Branco PR, e o ll Congresso de Plantio Direto, Cujo local ainda será definido. E Equipamentos de proteção para aplicação - Máscaras de vários tipos (Pó,gás) - Luvas (importadas, de nitrilo - material impermeável que oferece maior proteção) - Roupas de proteção 2 e: Outros : 1 Fone: (054) 2 ) 313 6855 - Fax: (054) 313 4053 - Passo Fundo