Cotrijal Investe na Qualificação de Técnicos e Produtores


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Publicado em: 01/07/1997

motivar os associados sobre as questões que envolvem a competitividade no setor rural, os problemas de qualidade no mercado e à necessidade dos produtores desenvolverem uma gestão profissional dentro de seus sistemas de produção, a Cooperativa Tritícola Mista Alto Uruguai Ltda., de Não Me Toque-RS, em conjunto com a Embrapa, Fundação Getulio Vargas e Fundacep, realizou um Seminário denominado “I Encontro Regional de Qualidade e Competitividade na Agricultura”, nos dias 17 e 18 de Julho, em Não Me Toque. O evento reuniu mais de 500 pessoas no salão paroquial da cidade e contou com palestrantes de renome das áreas de pesquisa e agribusiness do Brasil, como Roberto Rodrigues, presidente da ABAG (Associação Brasileira de Agribusiness), Alberto Duque Portugal, presidente da Embrapa e Mauro Resende , da Fundação Getulio Vargas, além de outros. O Secretario da Agricultura do Rio Grande do Sul Cezar Schirmer também palestrou, abordando a Importância Sócio Econômica da Agricultura na Geração de Empregos.

“O Seminário é fruto de um convênio que a Cotrijal mantêm com a Embrapa Florestas, de Colombo-PR, através do pesquisador Derli Dossa, da área de administração rural, com ob- Jetivo de desenvolver um trabalho de treinamento da área técnica e posteriormente dos produtores na gestão gerencial das propriedades” declarou o engenheiro agrônomo Gelson Lima, chefe do departamento técnico da Cooperativa e um dos coordenadores do evento. Segundo ele, as próximas etapas do programa envolvem cursos para técnicos e produtores diretamente nas comunidades que fazem parte da Cotrijal. O Seminário e a qualidade das informações debatidas serviram como elemento deflagrador de um processo que deverá ser levado a todo o corpo de associados.

Para Derli Dossa, especialista em administração rural da Embrapa de Colombo-PR, um dos responsáveis pela organização do Seminário, “uma das saídas para os produtores rurais é ampliar a renda via produtividade da terra, da mão de obra e do capital, pelo melhor uso do progresso técnico. Mas, principalmente, pelo planejamento e controle dos recursos de produção.” Na sua exposição em Não Me Toque, Dossa enfatizou a necessidade da profissionalização do produtor, para que ele não tome decisões baseadas na intuição mas sim em dados técnicos e econômicos.

Plantio Direto na Cotrijal A área de plantio das culturas de verão da Cotrijal abrange cerca de 90 mil ha, com 1/3 de milho e 2/3 de soja. “No inverno, informa Gelson Lima, o programa de rotação de culturas prevê a utilização de aproximadamente 1/3 dessa área com culturas produtoras de grãos, como trigo e cevada. O restante é semeado com culturas para cobertura de solo, como aveia e ervilhaca, e também para pastoreio.” 16 - Revista Plantio Direto - Julho/Agosto de 1997 A Cotrijal realizou um recente levantamento e constatou que 83% da área de verão usada pelos seus associados está sendo semeada com plantio direto. “O nosso grande desafio é fazer a área técnica identificar as dificuldades para que os restantes 17% entrem no sistema, porque hoje nós não discutimos mais a sua eficiência e sim os problemas de percurso” disse o chefe do departamento técnico da Cooperativa.

Segundo ele, nessa pesquisa, foram questionados os passos dados pelos produtores para a adoção do sistema e a direção ficou bastante tranquila porque todos fizeram um planejamento, envolvendo inclusive a rotação de culturas, o que é fundamental para o sucesso do programa, o que não aconteceu em épocas anteriores, quando havia um retrocesso porque as práticas se limitavam apenas a semear sem lavrar.

Contando com 3200 associados efetivos e 2000 estagiários (que passam 2 anos em um processo de adaptação e avaliação mútua entre produtor e cooperativa, antes da admissão como associado), a Cotrijal possui uma estabilidade financerra entre os produtores, apesar dos percalços provocados pelo clima nas últimas safras. A produtividade da cultura de soja está acima de 2400 kg/ha enquanto a de milho fica no patamar de 5000 kg/ha, o que é significativo para uma área em torno de 30 mil ha.

“Esses números nos permitem uma projeção de crescimento em termos de produtividade e rentabilidade, disse Gelson Lima, já que as principais culturas de verão tem um potencial de rendimento bem superior às médias obtidas. Um dos grandes desafios é fazer com que o número de produtores que deixem a atividade por deficiência econômica seja o mínimo possível.” BR LABORATÓRIO DE ANÁLISES DE SEMENTES LTDA.

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