parabeniza a todos OS produtores e técnicos que participaram da árdua jornada que foi Oo estabelecimento de forma definitiva do sistema plantio direto nas lavouras do Brasil. SGO INUMETOS os pioneiros valorosos que enfrentaram a incompreensão da grande maioria para poder trilhar um novo caminho, na busca de uma tecnologia que os libertasse do fantasma da erosão e da degradação geral do solo. Todos foram e estão sendo de máxima importância neste processo que reverte a tendência suicida do preparo convencional.
Porém, quando comemoramos 25 anos de plantio direto, o momento é de rendermos uma homenagem especial ao produtor Herbert Arnold Bariz que, de forma brilhante, conseguiu fazer o sistema vingar em sua propriedade, a Fazenda Renânia, em Rolândia-PR, que passou a ser um ponto de referência fundamental para os que se aventuraram juntos nesse novo caminho, não só no Brasil mas na América do Sul e em outras partes do mundo.
Hoje, o plantio direto praticamente não enfrenta qualquer tipo de contestação, pois são evidentes seus benefícios em termos do controle da erosão, melhoria dos níveis de matéria orgânica e da fertilidade, aumento na produtividade ao longo do tempo e redução dos custos. Finalmente, o grande horizonte que Herbert Barliz ajudou a montar, aponta o sistema plantio direto como a tecnologia mais adequada em termos ambientais e de uso sustentável do solo, pois se trata de um sistema que busca uma forma branda e equilibrada no trato com a natureza.
Gilberto Borges Editor a JEANS o a) ——o fes e” E a. + so Aa dis eo ão ”= pu ” JJ, [3 A Revolução do Plantio Direto “Brasil e a América assistem a uma importante revolução tecno ógica, talvez à mais significativa de sua história agrícola, que traz profundas implicações econômicas e sociais. Estamos falando do desenvolvimento do Plantio Direto na ” Palha, um sistema que já ocupa uma área superior a 20 milhões de hectares em todo o continente americano. No Brasil, na próxima safra de verão, que já começou a ser plantada, o plantio direto ocupará uma área superior a 7 milhões de hectares, principalmente nas culturas de soja, milho, feijão e arroz irrigado, o que significa um percentual em torno de 30%, se considerarmos 12 milhões de hectares de soja, 12,5 milhões de heciares de milho, 1 milhão de hectares de arroz irrigado e 1 milhão de hectares de feijao. Sabemos que, além das culturas de inverno, como trigo e cevada, outros cultivos de verao, como algodão e fumo, também avançam no uso da semeadura direta.
A tecnologia do plantio direto, que serve a grandes e pequenas propriedades, na verdade, é de uma simplicidade impressionante, pois imita a própria natureza, usando a palha da cultura anterior para proteger o solo e gerar um aumento na matéria orgânica e, por consequência, na vida do solo. Semeando diretamente, sem nenhum preparo, o processo tem demonstrado eficiência, melhorando a produtividade e diminuindo custos, principalmente através da redução no consumo de combustíveis fósseis, poupando milhões de litros de óleo diesel e de dólares para o produtor e para o país, sem falarmos na menor emissão de poluentes.
Mas, o principal benefício do plantio direto está no controle da erosão. Segundo estimativas conservadoras dos principais órgãos de pesquisa e extensão rural do Brasil, o país perde acima de 800 milhões de toneladas por ano da camada mais fértil do nosso solo. Somente uma chuva concentrada, como as que ocorrem normalmente nos meses de primavera, pode levar cerca de 40 toneladas de solo de apenas | hectare lavrado e gradeado. É doloroso admitir que, se produzimos em torno de 70 milhões de toneladas de grãos, estamos perdendo acima de 10 toneladas de solo por cada tonelada de grãos produzida. E o pior de tudo é que se trata da camada mais fértil do solo, agregada de fertilizantes e produtos químicos, que custam caro e podem causar poluição nos rios, lagos e represas. Os prejuizos para o país são incalculáveis porque, segundo estudos da FAO, quando se chega a um nível elevado de degradação, os custos para a recuperação do solo são impraticáveis.
Por isso, os produtores e a própria nação tem uma divida impagável para com Herbert Bartz e os demais pioneiros que, mesmo chamados de loucos, visionários e de outros termos peiorativos, persistiram numa luta inicial para manter de pé o desenvolvimento de um sistema que, após 25 anos, está vitorioso. A Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha, que continua lutando para que o sistema se estenda por todas as lavouras brasileiras, congratula-se com Herbert Bariz por essa batalha de um quarto de século, em que ele comprovou as possbilidade do plantio direto. Nossos desejos são de que ele possa estar conosco durante mais 25 anos, participando na linha de frente!
Manoel Henrique Pereira Presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto na Palha - =” ” s 7 A E so ma as Moo |