IAPAR Busca Opções de Plantas Forrageiras e Culturas de Cobertura para o Oeste


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Publicado em: 01/01/1998

Instituto de Pesquisas Agronômicas do Paraná - lapar, busca opções de plantas forrageiras e culturas de cobertura do solo que atendam a integração da lavoura com a pecuária, na região Oeste do Paraná. As informações foram prestadas pelo pesquisador Elir de Oliveira, que trabalha na área de fitotecnia e tem sua sede em Palotina. Segundo ele, houve uma evolução significativa na conservação de solos na região, culminando com a adoção do plantio direto, que, nesta safra, deve alcançar 80% das lavouras nas regiões de Cascavel, Palotina e Mal. Cândido Rondon.

“Isto é devido também a uma nova liderança que está surgindo e que está difundindo a tecnologia do plantio direto”, disse Elir de Oliveira, ressaltando que lavouras estabilizadas dentro do sistema ainda são um percentual menor. “Precisamos evoluir muito ainda. pois temos agricultores que estão chegando ao segundo ou terceiro ano e, como ocorre um adensamento natural do solo, o que é normal quando o teor de argila é de 70%, mesmo que não afete a produtividade, eles acham que se trata de compactação e podem retroceder às lavrações e gradagens.

Por isso, o lapar tem trabalhado com culturas que tem a capacidade de afrouxar o solo, como o Guandú, cujo sistema radicular pode atingir 2 metros e favorece à infiltração de água, de ar e ainda ajuda na liberação de fósforo, que se encontra insolúvel, na forma de fosfato de ferro. Nesse sentido, a instituição também está trabalhando com nabo forrageiro, cuja raíz pivotante, um tubérculo, chega a 50 cm e, além da capacidade de afrouxamento do solo, tem um poder alelopático importante, o que contribui para um bom manejo de plantas daninhas, em função das condições climáticas adversas, como o vento, que prejudicam o desempenho dos herb!- cidas.

A maior preocupação dos técnicos do lapar na região Oeste atualmente talvez seja a monocultura da aveia. “Quando o trigo deixou de ser importante, os agricultores passaram a plantar aveia e hoje nós temos uma monocultura no inverno”, relatou o pesquisador Elir de Oliveira. Nesse sentido, temos trabalhado o consórcio de legumi!- nosas com gramíneas, para facilitar o cultivo de Revista Plantio Direto - Janeiro/Fevereiro de 1998 JAPAR busca opções Nossa linha é trabalhar dentro da integração Iavoura-pecuária porque nós temos uma das duas maiores bacias leiteiras do Paraná aqui na região Oeste, com uma indústria de laticinios atuante e diversificada, e o leite dá UMA Segurança malor do produtor.

milho na safra de verão. Ensaios consorciando a aveia lapar 61 e outros materiais com ervilha forrageira e ervilhaca peluda, com pastoreio, onde o gado come basicamente a gramínea, tem apresentado bons resultados. A ervilha forrageira, como é mais precoce, dá uma boa cobertura. A ervilhaca cresce bem a partir de agosto e é possível, então, entrar com milho onde existe uma boa matéria seca e um bom aporte de nitrogênio.

Segundo Oliveira, esse triplo casamento permite a integração lavoura-pecuária, principalmente quando se planta milho na safra seguinte. “Nossa linha é trabalhar dentro da integração lavoura-pecuária porque nós temos uma das duas maiores bacias leiteiras do Paraná aqui na região Oeste, com uma indústria de lacticínios atuante e diversificada, e o leite dá uma segurança maior ao produtor. “ Para o pesquisador do lapar, a agricultura regional deveria ser calcada no processo de integração lavoura-pecuária, dentro do sistema plantio direto, evidentemente.

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