Delmar Póottker Pesquisador da Embrapa Trigo, Passo Fundo-RS Diversos trabalhos foram realizados para avaliar modos de aplicação de fósforo sob o sistema convencional de preparo do solo (aração + gradagens). A mesma ênfase não tem sido observada para o siS- tema plantio direto (SPD). No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina recomenda-se (Rolas, 1995) aos agricultores, antes de adotarem o sistema de cultivo mínimo ou o SPD, aplicarem os fertilizantes | fosfatados e potássicos a lanço, fazendo a incorporação dos mesmos na camada arável. As aplicações posteriores podem então serem feitas nas linhas de semeadura ou a lanço, na superfície do solo. No en- G ku = - N O a Tabela 1. Rendimento de grãos das culturas de trigo, soja, aveia branca e milho em resposta a diferentes modos de aplicação de fósforo, em Passo Fundo, RS.
Rendimento de grãos Tratamento Trigo Soja Aveia Milho Milho e——. ..===—== kg/ha ------=-===---=----- 1. Sem fósforo 1536 2684 2124 5260 8319 2. Fósforo em linha em todos os cultivos 1517 2793 2153 5734 7763 3. Fósforo a lanço em todos os cultivos 1463 2660 2182 5381 8504 4. Fósforo em linha no inverno e a lanço 1462 2598 2110 5310 8239 no verão 5. Fósforo a lanço e em linha no verão 1422 2813 2181 5684 7853 6. Fósforo a lanço no trigo, soja e aveia 1512 2722 2116 9528 7980 e em linha no milho FR 0,54 2,81 0,26 1,30 2,20 C.V.(%) 7,89 3,58 5,95 6,32 4,82 D——.=——--———[=——————CCSSN—N—N—N—NC*NCNCNCNCNCNCNCCECETTSCTSCCCC/ICIMEÇEÇEAEIhÇ[óSSSFSSSIETELSSS[CCs——Dsnn[ÚMÔOnDHDDDDDDDMMDMMCNMCDCCCCNDNNDNDD Tabela 2. Rendimentos de grãos das culturas de trigo, soja e aveia em resposta a diferentes modos de aplicação de fósforo, em Marau, RS.
—————————————————CC—— O ÇA ——se——”——.—. ss -”— Rendimentos de grãos Meténa Te TiTratamentos 1 2 Trigo. Soja Aveia 2 Milho 2. E Nos em linha em todos os 1977 a 2808 a 2008 a 16786 ab A AS E PPIENT ADRs OP 1642b —295a 2021a 14948c 4. sonda ao * Inverno e a 2023 à 2809 a 2173 a 15300 bc 5. Fins Quais no Inverno e em 1685 b 2797 à ra 16713 abc Métodos de aplicação de fósforo tanto, essa última recomendação carece de informações técnicas, uma vez que não se considera o teor de P, ou de K, disponível no solo. Assim, é lícito imaginar, que a eficiência desses dois modos de aplcação de P,O;s deve variar de acordo com a disponibilidade de P no solo. Para comprovar essa hipótese, dois experimentos foram iniciados em 1994, um em solo com teor alto de P (Passo Fundo, 13,6 mg P/dmº de solo) e outro em solo com teor médio de P (Marau, 4,3 P/dm” de solo), sendo que o primeiro apresenta 420 g de argila/kg de solo e o segundo apresenta 630 g de argila/kg de solo. Os experimentos foram conduzidos com uma única dose de P5Os, que, em dois cultivos, não foi a mesma para os dois locais. Nitrogênio e potássio também foram aplicados em todos os cultivos. Foi possível observar que no solo com alto teor de P não houve resposta a aplicação de P.Os nas culturas de trigo, soja, aveia e milho (1995/96), havendo efeito negativo da aplicação de PoOs nas linhas de plantio do milho, em 1996/97, motivadas por deficiência de zinco (Tabela 1). O experimento mostrou que é possível realizar vários cultivos sem a aplicação de P.Os o que resulta em redução dos custos de produção. O experimento conduzido em solo com teor médio de P (Marau) mostrou que tanto a aplicação de PO; em linha como a lanço aumentou o rendimento de grãos de trigo, sendo a aplicação em linha mais eficiente que à aplicação a lanço. Soja e aveia mostraram A posta a aplicação de P2O5s SE apresentarem diferenças, no ão mento de grãos, quanto aos A ANOS de aplicação (Tabela 2). Os CU de milho (1995/96 e 199827, Marau foram perdidos devia | No secas ocorridas nos dois anos ; ue entanto, foi possível observar, q pela matéria seca prot! de anão nas linhas 1996/97, a aplicação ” fcientes semeadura foram mais o que a aplicação a lanço.