tamanduá-da-soja ou bicudo-da-soja, conhe- E o pelo nome cienti fico de Sternechus subsignatus (Col., Curculionidae), é um inseto nativo da Aménina do Sul e encontrado desde o norte da Argentina até a região pré Amazônica.
— — Foi observado causando danos em soja desde o início da expansão da cultura no RS e citado na bibliografia como praga a partir da década de 70. Em meados da década de SO causou danos e apreensão aos agricultores em várias regiões nas culturas de soja e de feijão.
Nos últimos dois anos (95-96), o tamanduá voltou à causar danos severos com uso generalizado de inseticidas.
Com base na biologia do inseto, nos hábitos de alimentação e nos fatores críticos que determinam a sua dinâmica populacional pode se prever a redução acentuada da população do tamanduá nessa saíra. Isso não está relacionado às chuvas de outubro, provocadas pelo “El Nifio”, mas sim à seca constatada no verão do início do ano. A partir de 20 de fevereiro, praticamente, não houve mais chuvas até a colheita da soja. As larvas do tamanduá encontravam-se na fase mediana de crescimento e de alimentação. Com a seca, as plantas de soja reduziram o crescimento e em conseqiiência a qual!- dade de alimento para a praga, retardando o seu desenvolvimento. Além do estresse de alimentação, Pode-se afirmar que na safra 97-98, praticamente, não haverá problema com danos de tamanduá em soja no RS.
Apenas nas lavouras em que houve chuva normal durante todo o verão de 97 e até a colheita da SOJA, as condições foram favoráveis à praga, podendo haver danos do tamanduá. Antes de decidir sobre o controle da praga recomenda-se examinar a lavoura identificando as áreas onde existe população mais elevada do inseto. Deve-se evitar o uso preventivo de Inseticidas, especialmente dos mais tóxicos e de amplo espectro de ação. Além de matar as espécies praga, esses inseticidas matam também os inimigos naturais, favorecendo a ressurgência e a multiplicação de outras pragas.
Lagarta preta encontrada em soja A lagarta preta encontrada em soja no final do ano de 1997 e início de 1998 tem causado preocupação aos agricultores e inúmeros demandas de informação sobre a identificação da espécie e sobre a necessidade de controle. No sul do Brasil desenvolvem-se três espécies de lagartas de maior importância nos cultivos de grãos. Todas podem apresentar formas de coloração negra e listradas causando, frequentes confusões na identificação.
Nos meses de inverno e início de primavera predomina a lagarta-do-trigo (Pseudaletia sequax). Ela ocorre em trigo, cevada e aveia e em plântulas de milho semeado sobre aveia dessecada. Essa espécie não aparece nas lavouras nos meses mais quentes do final da primavera ou no verão. Evidenciando que não é a lagarta do trigo que está ocorrendo em soja nessa saíra. No cartucho do milho desenvolve-se a lagarta Spodoptera frugiperda, que também pode ocorrer em trigo, cevada e avela a partir de meados da pr!imavera, quando as temperaturas são mais elevadas.
Essa lagarta é a principal espécie que ataca cereais de inverno no norte do Paraná e no Cerrado, onde as larvas não puderam abandonar a planta para cavar a câmara larval subterrânea, por causa da falta de umidade no solo. Em muitas lavouras a soja fo! colhida com pouca ou nenhuma chuva no mês de março, caracterizando déficit hídrico acentuado, característica desfavorável para a larva do tamanduá. Como consequência, as larvas não completaram a fase e as que conseguiram abandonar a planta e construir a câmara no solo, deram origem a adultos de tamanho pequeno. Baseado nestas constatações e comprovado em amostragem de solo nas áreas onde houve alta infestação da praga no Início do ano, pode-se concluir que haverá uma População baixa de tamanduá-da-soja nesse ano.
'sta Plantio Direto - Janeiro/Fevereiro de 1998 2 O on (O O Ud G O (VU E o. as temperaturas são mais elevadas. Às mariposas dessa espécie somente realizam a postura em eramíneas cultivadas e também daninhas. Ocorre em trigo e aveia, que se desenvolve como planta daninha em lavouras de soja, em papuã e milhã, em milheto e outras espécies afins. Há muitos anos ocorrem populações mais elevadas dessa lagarta preta consumindo as gramíneas em soja. Até poderia ser considerado um inseto útil, pois elimina as gramíneas concorrentes da soja. Porém, a lagarta pode atacar a soja na fase de plântula causando danos severos. Na soja de tamanho maior a lagarta caminha muito sobre as plantas, eventualmente consome partes de folhas, mas esse não é o alimento preferencial do inseto. Por isso, em geral, não necessário controlar a lagarta preta (Spodoptera frugiperda) em soja. Recomenda-se acompanhar a evolução do consumo das gramíneas e outras plantas daninhas e monitorar eventuais desfolhamentos em soja e aplicar inseticidas somente nas áreas onde constatar ameaça severa de desfolha.
Lagarta da soja devera causar danos menores A lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis) apresenta amplo espectro de variação de cores, desde o verde claro, passando por pardo listrado até preto com a face ventral esbranquiçada. É importante destacar que as formas negras da lagarta da soja desenvolvem-se quando as populações são ele- . Vadas. Ou seja essa espécie apresenta um mecanismo de cores induzido pela tamanho da população. Quando as infestações sãos baixas aparecem formas verdes e de acordo com o aumento da população aparecem as formas escuras. Em infestações elevadas praticamente só aparecem as formas pretas da lagarta. Lagartas nascidas de ovos da mesma mariposa poderão dar origem a formas verde TECNOEES men A GNRO Passo Fundo - Av. Brasil, 2428 - Boqueirão Fone: (054) 314 1130 - Fone/Fax: (054) 314 1533 DISTRIBUIDOR AG ROCERES e Sementes e Fertilizantes e Produtos para Plantio Direto - Soja e Milho A e Cultura da Maçã COM ASSITÊNCIA claras, pardas ou pretas de acordo com a população existente na área. Da mesma forma, mariposas oriundas de lagartas verdes ou pretas poderão realizar a postura e dar origem a larvas de diferentes cores. As larvas nos primeiros estádios de desenvolvimento, apresentam coloração esverdeada. A partir do terceiro estádio podem mudar de cor, induzidos pelo tamanho da população na área.
Nessa safra ainda não foram constatados surtos com danos severos, com exceção de áreas 'soladas onde havia necessidade de controle para evitar perdas em soja. Muitos agricultores já fizeram aplicações induzidos pela preocupação com a possibilidade de aumento da população existente e também pelo receio de períodos longos de chuva, o que dificulta a entrada com máquinas nas la- VOUuras.
Observações realizadas em várias regiões indicam a presença de lagartas médias e poucas de tamanho grande, abaixo dos níveis recomendados para controle. E importante destacar que foram encontradas poucas lagartas de tamanho pequeno, o que permite afirmar que não há evidência de aumento na população da praga.
Além das populações de lagartas ser relatrvamente baixas, o desenvolvimento vegetativo da soja é muito bom. E se as previsões de chuvas até março se confirmarem, poderá haver um cresclmento vegetativo da soja maior do que o desejável. Um desfolhamento por lagartas poderia ser benéfico para aumentar a infiltração da luz solar, evitar o acamamento da soja e evitar a queda dos legumes das partes inferiores das plantas.
Portanto, recomenda-se monitorar as lavouras e controlar apenas nas áreas onde efetivamente ocorrer desfolhamento que possam ameaçar a redução no rendimento de grãos. Se o controle for necessário, sempre optar por inseticidas com menor toxicidade para o homem, para os animais domésticos e para os inimigos naturais das pragas e com menor impacto possível para o ambiente. o DISTRIBUIDOR | Produtos FitossanitárioS Baytan - Lebaycid - Folic ur $ m Baycor - Bayfidan - Tamaro Sencor - Dipterex - Alsystin ly de 1998 Revista Plantio Direto - Janeiro/Fevereiro