A AAPRESID e os Cultivos Geneticamente Modificados


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Publicado em: 01/01/1998

AAPRESID é uma associação de produtores agropecuários conven- É convencida de que se pode produ- —— gzirsem destruir. Pensa que como tais, somos — responsáveis em produzir cada dia mais, por — necessidades próprias e porque uma população crescente requer cada vez mais alimentos. Também estamos convencidos que não podemos produzir hoje às custas do amanhã e isso nos leva a adotar o plantio direto.

Para alcançar uma agricultura sustentável e produtiva, devemos apolar-nos na ciência e isto faz com que experimentemos permanentes mudanças nos modelos. Assim, compreendemos que deixou de ser necessário arar para ser agricultor.

Estamos convencidos que o produtor argentino é inteligente e está informado, por 1sso rapidamente incorpora as tecnologias e está adotando os frutos da biotecnologia. Estamos convencidos que isto convém aos produtores e aos consumidores, sendo que o nosso aumento de produtividade e menores custos redundará em uma oferta abundante e melhores preços para ambos.

A biotecnologia está permitindo que o melhoramento genético de animais e plantas hoje seja possível conseguir rapidamente e a custos menores o que anteriormente se efetuava por métodos tediosos, longos e caros. Não é fácil imaginar o impacto positivo que este feito traz.

— Os cultivos geneticamente modificados significam, neste instante e para nossa real1- dade produtiva as soja transgênicas ou RR (Roundup Ready). Sua aparição no mercado Sta Plantio Direto - Janeiro/Fevereiro de 1998 — AAPRESID e os cultivos geneticamente modificados Dr. Victor H. Trucco Presidente da AAPRESID tem gerado opiniões que podem confundir e, basicamente por esse motivo, desejamos firmar nosso pensamento.

Comemoramos que a Secretaria da Agricultura , Pecuária, Pesca e Alimentação tenha . autorizado a produção de sojas transgênicas, com a qual nos constituímos em um dos primeiros países em produzí-las. Isto nos dá vantagens competitivas reais, baseadas na rápida resposta aos desafios e nas devidas proteções e subsídios. Em matéria de aprovação e massiva adoção de cultivos transgênicos, os Estados Unidos nos precederam em apenas sels meses.

Este ano, na República Argentina, semeou-se mais de um milhão de hectares de sojas transgênicas. A partir deste fato, estimase que durante o ciclo produtivo 1997/1998 serão produzidas mais de dois milhões de toneladas.

Entre uma soja transgênica e uma convencional não existe mais diferenças que entre duas variedades. Por estas razões foi aprovada sua produção na Argentina e nos Estados Unidos, para fins de comercialização e Industrialização a soja será uma só. Isto nos parece certo, porque não existe razão científica para fazê-lo de outro modo.

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Tem aparecido opiniões que pretendem convencer-nos de que não deveríamos cultivar variedades modificadas geneticamente, porque a opinião dos consumidores europeus é desfavorável e poderia prejudicar-nos, perdendo mercado.

Agora nos perguntarmos: desde quando OS europeus se preocuparam com o mercado dos produtores argentinos ?

Obviamente que se a USDA nos Estados Unidos e a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Pesca e Alimentação da República Argentina, autorizaram autorizado a produção destes cultivos, levando em conta a transcendência desta resolução, é porque existem razões científicas para fazê-lo.

Hoje a biotecnologia tem tornado possível, dispormos de insulina humana produz1- da por bactérias, hormônio de crescimento, etc.; proteínas que não são ingeridas por seres humanos, a não ser injetadas, mostra-nos o grande avanço e segurança da biotecnologia.

Não pretendemos fazer uma defesa deste ramo da ciência, mas estamos convencidos que será a grande estrela da inovação tecnológica da agricultura e também da pecuária nos próximos anos. Portanto, parecenos absurdo que alguém proponna que renunciemos a aplicação dos conhecimentos científicos da vanguarda da produção agropecuária.

Durante muitos anos, razões políticas nos ”nantiveram a margem dos avanços científicons, Fntão, produzia-se mais com a especu- Es iacão do que produzindo. Esses tempos passaram e não desejamos que nos prejudiquem por preconceitos alheios.

O consumidor que deseje consumir soja “não modificada geneticamente”, poderá fazê-lo. se isso for de seu agrado, nós mesmos a podemos oferecer. Logicamente, esse produto terá outro preço, e quem diz representar esses consumidores deveriam trazer contratos indicando quantas toneladas desejam comprar e quanto estão dispostos a pagar. Se for assim, então os escutariamos com mais atenção.

Entendemos que a produção agropecuária argentina está bem encaminhada, não SO busca produzir, mas também busca fazê-lo de forma sustentável. Esta é uma atitude inteligente e fundamentalmente responsável, a fazemos sem subsídios e competimos; 1sto nos faz sentir orgulhosos de ser produtores e argentinos.

Não podemos deixar-nos confundir por notícias de fora, que nos despertem suspeltas. Creio que nós deveriamos cruzar o oceano e dizer aos nossos colegas europeus que deixem de destruir os solos. de contaminar as águas de competir deslealmente. Tudo 1Sso seria bom para os cidadãos da comunidade, para os habitantes do mundo que podem escolher o que comer e para aqueles que hoje não estão em condições de fazê-lo.

Extraído da Gacetilla Informativa Siembraã Directa da AAPRESID - Rosário - Argentina V Novembro de 1997.

Revista Plantio Direto - Janeiro/Feveretro de 19) ftilizamos a soja transgênica porque estamos informados. Sabemos que não há nenhum perigo, não existe nenhum argumento científico que expresse limitações ao seu cultivo.

As leis e os organismos que controlam a produção de alimentos nos Estados Unidos tem conseguido que esse país tenha os alimentos mais seguros do mundo.

— Os alimentos desenvolvidos através da biotecnologia estão sujeitos a leis e controles comparáveis aos dos alimentos tradicionais.

O Departamento de Agricultura (USDA), o Departamento de Alimentação e medicamentos (FDA) e o Organismo de Proteção do Meio Ambiente (EPA) dos Estados Unidos tem estabelecido normas para os produtores de biotecnologia.

No desenvolvimento de novas variedades de plantas, a FDA é o principal organismo responsável de assegurar que os produtos para a alimentação sejam seguros. Às empresas que desejam introduzir um cultivo modificado começam um longo processo de consulta com a FDA e de aceitação de normas estabelecidas por este organismo sobre questões que vão desde substâncias tóxicas de plantas naturais ao conteúdo dos nutrientes e a possibilidade de alergias. A FDA revisa os projetos antes que sejam realizados, controla a confiabilidade da informação apresentada, verificando a exatidão dos resultados. Julga os alimentos desenvolvidos pela biotecnologia para determinar a equivalência a respeito dos alimentos desenvolvidos por metodos tradicionais, e assegura que não haja ma mudança na composição ou no valor Nutricional.

Revis! io Di a Plantio Direto - Janeiro/Fevereiro de 1998 Dr. Miguel Lucero Diretor do Instituto de Capacitação da AAPRESID —O USDA regula os produtos e pesquisas agrícolas, Incluindo o desenvolvimento de novas variedades de plantas, principalmente atravês de seu Serviço de Inspeção de Saúde de Plantas e Animais (APHIS). Para assegurar que as novas variedades de plantas não apresentem ameaças de nenhum tipo, o APHIS regula o desenvolvimento das pesquisas, mediante o pedido de permissão que controlam desde o desenho experimental até a análise dos resultados. São contempladas também questões como cruzamento (cultivo não intencionado de um cultura doméstica com espécies relacionadas parentalmente), que de existir potencialmente, não se permitem as provas nem o desenvolvimento dessa planta.

O EPA regula a quantidade e estabelece os níveis de tolerância para os resíduos de pesticidas nos alimentos. Supervisiona o desenvolvimento de plantas tolerantes à herbicidas e capazes de proteger-se contra insetos ou doenças.

Para que seja aprovada a comercialização de qualquer produto obtido através da biotecnologia deve provar-se sua segurança e eficácia. Depois da aprovação, continua o controle de toda a nova informação pertinente sobre os produtos durante todo o período de disponibilidade comercial.

O herbicida ao qual a soja transgênica é tolerante, o glifosato, é utilizado há mais de vinte anos por suas características ambientais em mais de cem países. E biodegradável, de vida média e curta, não se lixivia (é fixado ao solo e não alcança os lençóis de água), não é volátil e não é bioacumulável. Os estudos toxicológicos, agudos e crônicos em animais, que mediram os efeitos causados por exposição direta, demostraram sua inocuidade.

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