safra agrícola 1997/98 teve características climáticas acentuadas, principalmente em termos de precipitações, em função do estabelecimento do fenômeno El Niho, que inicia com o aquecimento anormal das águas do Pacífico nas costas da América do Sul e acaba afetando o tempo em diferentes regiões do planeta, o Sul eo Nordeste do Brasil, entre elas.
Nesta edição, apresentamos importante trabalho, feito por pesquisadores da Faculdade de Agronomia da Universidade de Santa Maria-RS, sobre os efeitos do El Nião no solo conduzido sob diferentes manejos e coberturas. Os resultados demonstram que o plantio direto foi um sistema eficiente no controle das perdas de solo, mesmo quando as precipitações atingiram índices fora do comum. Como Já havíamos comentado em edições anteriores, as próprias enchentes tiveram um desenrolar diferenciado a partir do estabelecimento do plantio direto numa vasta área de lavouras do Rio Grande do Sul, e especialmente do Planalto Gaucho, onde ocorre a maior concentração de lavouras de soja. Neste ano, ao contrário de anos anteriores, as chuvas não foram tão devastadoras em seu início, mas tiveram seu desenvolvimento prolongado em função da absorção proporcionada pela cobertura e pela nova estrutura que o solo vai ganhando ao longo do tempo com semeadura direta. Outras regiões agrícolas do país onde o plantio direto já domina, provavelmente tenham sentido essa diferença em relação aos anos anteriores, quando as enxurradas formavam caudais instantâneos, provocando grandes devastações, por efeito da energia da água das chuvas e da sua não absorção pelo solo compactado e/ou pulverizado.
Agora, o que preocupa a todos é o fe nômeno inverso, La Nifa, cujo estabelecimento está sendo monitorado por diversos instrumentos e instituições científicas de resfriamento das águas orientais do Pacífico e as suas Gilberto Borges Editor de 1998 Revista Plantio Direto - Julho/Agosto