dificuldades estão fora da lavoura | O plantio direto tornou-se um diferencial fantástico na comparação entre as manei- | ras de fazer agricultura no Brasil, se fizermos uma relação entre as duas últimas décadas. | Para os produtores e técnicos mais jovens, e existem aqueles que trabalham na agricultu- | ra e nunca fizeram preparo convencional, talvez seja difícil Imaginar a mão-de-obra que dava lavrar uma ou duas vezes, gradear, passar herbicida, Incorporar e daí semear, sempre com as mãos para o céu e o sono comprometido com receio dos temporais de prima- | vera. | Hoje em dia é fácil produzir, graças ao plantio direto”, disse o produtor Rudi Wentz, | de Passo Fundo, que utiliza o sistema há cerca de 20 anos, e foi testemunha das dificulda- | des que existiam para deixar uma lavoura preparada para a semeadura de soja, em tem- | pos passados. Ele fez esse comentário ao lembrar do que teria acontecido se, na saíra | anterior, com a quantidade de chuva proporcionada pelo fenômeno El Nifo, ainda tivésse- - | mos que fazer todas aquelas operações a campo. “É fácil e mais barato produzir quando — o plantio direto está estabilizado. O uso de fertilizantes pode ser melhor coordenado ea | redução não afeta a produtividade” afirmou Wentz, numa conversa informal. Segundo ele, os próximos tempos ainda serão mais favoráveis com o advento das variedades de sojae = milho resistentes à herbicidas, que Irão diminuir ainda mais os custos da lavoura. | Estas considerações direcionam para o fato de que as tecnologias de produção | disponíveis, que giram em torno do plantio direto, podem garantir um nível de produtivida- — | de adequado para nossas lavouras, com custos compatíveis e a preservação ambiental 2 Revista Plantio Direto - Setembro/Outubro de 1998