Ipiranga do Sul Valcir Rodighero: plantio direto significa j e conomia para todos. ) “Em Ipiranga do Sul ninguém mais revolve o solo, o município está com 100% de lavouras sob plantio direto e a erosão do solo e o consequente assoreamento dos rios e lagos não acontece mais. Todos os produtores estão concientizados . 0 uma área agrícola aproximada de 11 mil ha, Ipiran&ã2 do Sul obteve uma média de 4.500 kg/ha na cultura do milho e 2.700 kg/ha em soja na safra passada, umà A produtividade acima da média nacional. Há dois anos de que, atrás, o Município, apesar de estar entre os menorês colhida a cultura de verão, é preciso implantar ou- do Rio Grande do Sul, ocupava uma posição . tra para a cobertura do solo, como aveia, nabo dez melhores no item de renda per capita quafiês | forrageiro ou ervilhaca. A maior dificul :
dade era com de de vida. E e ad ua prga o? duetos Produtores Mas, ago- A economia é baseada em soja e milho. ” ra, com uma patrulha agrícola que dispõe de trato- Gilberto Tonello, mas a área de criação de animal) res e semeadoras, com preços subsidiado : de 1.500 aa DAE qe o: S, esta tem aumentado. rebanho questão já está solucionada.” o. Hoje, temos um 2 os : Matrizes que abastecem a bacia leiteira, à prod S&S O técnico agrícola Gilberto Tonello, da Emater, de Suinos e aves aumentou significativamente e à PI trabalha em Ipiranga do Sul desde 8 :.
1989 e é um d FTP ” E STA OS cicultura já k responsáveis pelo trabalho Integrado entre diver- Jâ É destaque no meio rura sos setores da comunidade que tra or : ! nstormou o novo | município, localizado na região norte do Rio Gran ir de do Sul, em um modelo de conservação dos re- Exercendo seu segundo Mandato, Va cr cursos naturais e de estabilidade econôm; Rodish EA EA io rodutor FÃ nômica. Com I&hero também é técnico agrícola e p ral, plantando uma área de 600 ha. Ele foi O prime E Prefeitura ES Revista Plantio Direto - Setembro/Outubro de 1998 prefeito do município e, na última eleição, voltou ao cargo. Em agosto, durante a realização do II Seminário de Plantio Direto, juntamente com Gilberto Tonello e Wilson Remor, ele avaliou os resultados desse trabalho integrado que a comunidade realiza.
“Em síntese, acho que o trabalho conjunto que resultou nessa área coberta com 100% de plantio direto e todas as suas implicações, significa economia, tanto para o produtor como para o poder público, disse ele . Para a a prefeitura, um dos resultados mais significativos está na conservação das estradas. Antigamente, quando chovia, ninguém mais saía de casa porque o acúmulo de terra nas baixadas tornava as estradas intransitáveis.” Para o prefeito de Ipiranga do Sul, a questão da preservação ambiental também é importante. “Os animais que faziam parte da fauna nativa da região estão de volta, afirma orgulhoso. Hoje nós não temos mais produtos tão danosos, pois as empresas tendem a produzir aqueles que causem menor impacto sobre o sistema.” O plantio direto vai muito bem nas lavouras de Valeir Rodighero. “Cada ano estamos produzindo mais, afirma ele. Com o acréscimo de matéria orgânica, graças também às camas dos aviários, a fertilidade do solo está em um nível bastante adequado.” Mas o grande orgulho de Rodighero está no trabalho realizado a nível de município, onde a patrulha mecanizada já cobre uma área superior a 600 ha de soja e 200 ha de milho, suprindo as pequenas lavouras que ainda não tinham plantio direto. Economicamente e em termos de qualidade de vida, Ipiranga do Sul tem servido de modelo para outros municípios do Estado e do Brasil.
“Estamos com 100% de residências com eletricidade e mais de 70% com água potável estabelecida. Em termos de segurança, morar na cidade ou no interior não tem diferença para nós. Estamos com telefonia em todo o interior e também ligados à internet, sendo que nossos produtores po- Ipiranga do Sul . dem receber informações sobre previsões de clima e sobre tecnologias para a lavoura diretamente. Acho que tudo isso se deve ao empenho dos próprios produtores que estão se tornando empresári- OS.
Para o prefeito de Ipiranga do Sul, apesar dos riscos da atividade agrícola, quando bem conduzida, dentro da tecnologia, ela é uma das melhores opções empresariais do momento.
Liderança em tecnologia é ter sempre novos caminhos para você produzir mais e melhor.
Novo Sistema de Combinação de Híbridos Diante dos tempos incertos que vivemos, o conceito básico do novo sistema proposto pela Pioneer é combinar diferentes híbridos que tenham em seu perfil características específicas que se complementam, a fim de proporcionar maior produtividade e segurança ao agricultor ao longo dos anos, apesar das oscilações climáticas e pressões imprevisíveis de doenças. Potencial produtivo, precocidade e defensividade combinados na dose certa para o sucesso da lavoura do agricultor profissional que sabe da importância do milho no sistema de rotação de culturas e na alimentação animal, 1 GRAPHIK níbridos Pioneer na Nutrição Animal Há muitos anos a Pioneer vem estudando e desenvolvendo trabalhos na área de qualidade de plantas e valor nutricional de grãos. Hoje, com dados e informações consistentes sobre o desempenho de seus produtos, a Pioneer pode recomendar aqueles híbridos de milho que possuem características diferenciadas e específicas para uso na alimentação animal, sob forma de silagem de planta inteira, silagem de grão Pioneer: para quem sabe a diferença que a qualidade faz.
1º Geração de Híbridos Simples Pioneer Nesta safra, a Pioneer está lançando seus três primeiros híbridos simples, que certamente darão novos patamares de desempenho ao mercado brasileiro. O 32R21, sinônimo de precocidade; o 30F45, modelo de potencial produtivo e o 30F80, que tem o perfil de alta defensividade. Três híbridos simples que cobrem de maneira exemplar os pontos Dásicos do novo sistema de combinação de híbridos da Pioneer.
úmido ou como * SEMENTES « MARCA grão para ração. | monERE PIONEER SEMENTES Tecnologia Que Rende VELHO NISRTIDO Revista Plantio Direto - Setembro/Outubro de 1998 KR Wilson Remor: é o momento de buscar o refinamento da tecnologia em plantio direto Filosofia e plantio direto “Agora, gostaria que os produtores deixassem de comprar terras e maquinários e investissem um pouco mais em si próprios. Muitos tem um patrimômio fantástico mas acabam esquecendo de um lado importante que é a própria vida.” O engenheiro agrônomo Wilson Remor assiste 10 produtores rurais em Ipiranga do Sul (cerca de 3.000 ha) e dirige a lavoura da família, onde se faz plantio [10 Revista Plantio Direto - Setembro/Outubro de 1998 Plantio Direto em Passo Fundo é com a P + D nd UTÉC MW Í CA “Quipamentos de proteção para aplicação:
Distribuidor e revendedor das empresas e produtos - Luvas (importadas, de nitrilo - materral impermeável que oferece maior proteção) - Roupas de proteção - Outros Zeneca - Herbitécnica - Defensa Sipcam Agro - Novartis - S - See Adubos Trevo - Arbore ão direto há 13 anos. “O agrônomo tem que fazer para depois ensinar a fazer”, disse ele durante a entrevista à Revista Plantio Direto, no H Seminário de Plantio Direto que o município realizou em agosto, com a presença de mais de 200 produtores e técnicos, “Hoje eu não tenho nenhum produtor que colha menos que 505/ha de soja”, afirmou Wilson Remor, que já foi secretário municipal de agricultura, onde ajudou a montar a patrulha agrícola que atende os pequenos produtores.
“Na nossa propriedade temos áreas que não são mexidas desde 1985 e as produtividade ali não baixam de 130 s/ha em milho e 55 s/ha em soja”, relatou ele. Tudo começou em 1984, quando Remor se formou em agronomia e já ouvia falar de plantio direto, No município, alguns produtores tiveram experiências anteriores, que não evoluiram por diversos motivos. À grande vertente de tecnologia usada foi à região dos Campos Gerais do Paraná. Em 1985, juntamente com mais 3 produtores locais, Wilson Remor participou do III Encontro Nacional de Plantio Direto, em Ponta Grossa, de onde regressaram com a idéia de que a saída era via plantio direto. Isso foi o que ele definiu com a família, que o contratou para dar assistência na propriedade, e para os produtores que o procuravam no escritório de agronomia recém aberto.
“Os produtores de Ipiranga são bastante recepetivos à tecnologia e, com o suporte técnico que buscamos na Fundação ABC, Fundacep, Embrapa, Emater e outras fontes, já estamos na fase de refinamento, na busca de informações que nos permitam um monitoramento mais eficiente da fertilidade do solo, da fitossanidade e de todos os fatores que conduzam a uma agricultura sustentável, em termos eco- NOMmMICOS, sociais e ambientais.” Para Wilson Remor, todos os seus assistidos estão bem econômicamente, mas ele reforça que é preeso uma nova reflexão, em que os aspectos da vida pessoal e familiar sejam mais valorizados, abandonando a busca simples do acúmulo de novos bens Materiais. À - Máscaras de vários tipos (pós, gás) e th | - “Os conceitos de agricultura de precisão e aplicação localizada de insumos são as ferramentas mais modernas disponíveis para a racionalização dos processos de produção agrícola e, num futuro não muito distante, farão parte das atividades agrícolas brasileiras. “Estas afirmações foram feitas pelo professor Ulisses Rocha Antuniassi. do Departamento de Engenharia Rural da Faculdade de Ciências Agrárias da UNESP, de Botucatu, São Paulo, durante a realização do I Seminário Nacional Sobre Manejo e Controle de Plantas Daninhas em Plantio Direto, realizado em Passo Fundo, RS, nos dias 10 a 12 de agosto, numa promoção da Revista Plantio Direto, com apoio da Emater/SAA-RS, Associação dos Engenheiros Agrônomos, Prefeitura Municipal e Faculdade de Agronomia da Universidade de Passo Fundo e da Sociedade Brasileira da Ciência das Plantas Daninhas. Ele foi um dos doze palestrantes que participaram do evento que, por ser inédito, atraiu cerca de 400 pessoas, principalmente engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas, estudantes e produtores do Rio Grande do Sul, de outros estados brasileiros, como Paraná, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina, e também do Paraguai e do Uruguai.
Para Ulisses Antuniassi, existem duas grandes vantagens relacionadas com o uso da agricultura de precisão: em termos econômicos, é possível diminuir quase 60% a utilização de herbicidas, quando a sua aplicação é localizada; de outro lado, a grande vantagem É que a redução na aplicação dos produtos implica na preservação do ambiente. Na sua palestra, o professor da UNESP explicou que existem várias maneiras para realizar a aplicação localizada de herbicidas. “Os equipamentos que fazem aplicação seletiva ainda custam muito caro, disse ele, mas, em curto espaço de tempo, o desenvolvimento tecnológico fará com que possam ser usados dentro da realidade brasileira.” Além de Antuniassi, diversos outros pesquisadores e extensionistas de várias Instituições de pesquisa e empresas privadas abordaram aspectos interdisciplinares e a evolução do manejo e controle de plantas daninhas em plantio direto.
Transgênicas e manejo integrado “Os custos finais da lavoura de soja serão reduzidos com a introdução de variedades resistentes ao glifosate, uma tecnologia que já está em uso nos Estados Unidos e na Argentina”, disse o pesquisador Aroldo Marochi, da Monsanto do Paraná, que abordou o tema “Biotecnologia e o uso de plantas geneticamente modificadas no controle de plantas daninhas em plantio direto”, no Seminário de Passo Fundo. Conforme já é do conhecimento geral, segundo Marochi, a Embrapa e a Monsanto estão autorizadas a desenvolverem a soja transgênica nas suas estações experimentais e, possivelmente nas próximas safras, a nova tecnologia já deverá estar disponível para os produtores. Nos Estados Unidos, na safra deste ano, a área com soja Roundup Ready ocupou cerca de 35% do total, com uma redução média de 50% nos custos envolvidos no controle de plantas daninhas. As previsões são de que, nos próximos dois anos, esse percentual de área plantada já alcance 80% do total da soja americana.
Na cultura do milho, os produtores brasileiros Já dispõe de híbridos resistentes à herbicidas graminicidas. Este tema também foi abordado em Passo Fundo nas palestras dos engenheiros agrônomos Francisco Ide, da Braskalb, e Verner J ann, da Basf. Segundo Francisco Ide, a planta de milho apresenta uma ampla variabilidade natural para di- Versos caracteres genéticos, inclusive resistência a alguns herbicidas. Além da resistência da própria espécie, que é o mecanismo utilizado atualmente no Brasil, para alguns híbridos, existe também o processo de plantas transgênicas, cujos materiais ainda não estão liberados para os produtores brasilei- Revista Plantio Direto - Setembro/Outubro de 1998 ”n — * “*) pps + Plantas Daninhas ros. Para o pesquisador da Braskalb, “Num futuro próximo, os programas de melhoramento estarão desenvolvendo híbridos de milho com múltiplos genes, não apenas de resistência à herbicidas, como de diversos outros caracteres de interesse “No caso do controle químico, reforçou Mário Bianchi, o programa facilita a escolha do herbicida pós emergente ou da mistura mais adequada à situação, possibilitando priorizar o controle onde existem plantas daninhas estabelecidas, nas áreas com maior densidade e nas melhores condições ambientais. Este procedimento, sem acarretar perdas nos rendimentos de grãos, propiciou uma redução média de U$15,60/ha/ano no custo de controle de plantas daninhas na soja, além da redução de 2 a 3 vezes na quantidade de ingrediente ativo utilizada.
No futuro próximo, o Manejo Integrado de Plantas Daninhas poderá ter o auxílio também de um programa que usa modelos de simulação do que pode acontecer na lavoura. O tema foi abordado pelo pesquisador Erivelton Roman, da Embrapa Trigo, de Passo Fundo que afirmou na sua apresentação: “O uso de modelos tem avançado nos últimos anos, constituindo-se em importante ferramenta para a tomada de decisão sobre o emprego de determinadas práticas agrícolas. O uso de modelos de simulação permite responder questões como qual a melhor época para aplicar determinado herbicida ou se a maioria das plantas daninhas já emergiu ou ainda vão ocorrer novas emergências.” Tendo regressado recentemente do Canadá, onde fez o seu doutorado na área de manejo e controle de plantas daninhas, Erivelton Roman está trabalhando no programa que apresentou na sua palestra durante o seminário de Passo Fundo. “O enfoque proposto é desenvolver um modelo que possa ter aplicabilidade ampla e focalizado em problemas, disse ele. O objetivo não é somente simular o sistema adequadamente, mais também usar o modelo como uma ferramenta para resolver problemas práticos com respeito ao manejo das principais espécies de plan” tas daninhas que competem com nossas culturas pro--— dutoras de grãos e de interesse econômico.” — O fato principal é que o controle de plantas daninhas no plantio direto, que já foi a causa principal da desistência de produtores em continuar no sIstêe-- ma, hoje possui um enfoque notavelmente diferenci j ado, em termos práticos do que já está acontecendo e também das ferramentas que estão sendo colocadas à disposição de técnicos e produtores pará um melhor gerenciamento da questão. As demais palestras apresentadas, abordando aspectos teóricos 905 práticos, como as apresentadas pelos pesquisadores Robinson Piteli, Luiz Lonardoni Foloni Aldo Merotto Jr. foram importantes para complementar 95 Fernando objetivos do Seminário. A apresentação do engenhel”- Adegas ro agrônomo Josué Pavei. da Cooperativa O eeaTes também auxiliou os participantes PÊ são dos temas propostos. E agronômico. Mesmo ainda não contando com o potencial maior das plantas resistentes à herbicidas (geneticamente modificadas ou não), os produtores que ut!1- lizam o sistema plantio direto tem evoluído no 1tem controle de plantas daninhas, principalmente através do uso do MIPD - Manejo Integrado de Plantas Daninhas, instrumento que tem proporcionado uma redução significativa na utilização de herbicidas a nível de propriedade. O assunto foi abordado pelos pesquisadores Fernando Adegas, da Emater/ Embrapa Soja, de Londrina-PR, e Mário Bianchi, da Fundacep, de Cruz Alta-RS. Segundo Fernando Adegas, “O Manejo Integrado de Plantas Daninhas busca a aplicação zero de herbicidas, mas para 1sso é preciso uma mudança no comportamento dos técnicos e produtores no que se refere a utilizar e realmente integrar os diferentes métodos de controle, balanceando a importância de cada um dentro do planejamento da lavoura.” ko Plantas Daninhas Revista Plantio Direto - Setembro/Outubro de 1998