Coordenador do Setor de Herbologia da Fundação ABC Msc. Han van den Berg Economista da Fundação ABC Plantas Daninhas O Controle das plantas Daninhas nas culturas do. Existem também ervas-problemas, de difícil conde verão acontece em função dos se guintes trole, como: erva-quente, trapoeraba, poaia, etc. Esparâmetros: da espécie predominante, da densidade tas plantas, que por um ou outro motivo acabam e da sua distribuição na área. Entretanto, a cobertu- ficando na lavoura, apresentam potencial para mulra florística presente na lavoura. normalmente, é tiplicação e reinfestação da área para o próximo ano, composta por três ou mais ervas (papuã, milhã, lei- servindo ainda como hospedeiro para doenças, teiro, guanxuma, picão, etc.), que apresentam po- nematóides e insetos. Casos mais graves podem tencial para competir em água, luz e nutrientes com ocorrer se o controle utilizado favorecer o desena cultura. Mesmo que o sistema de plantio direto volvimento de biótipos resistentes (plantas contribua para um menor uso de herbicidas, (com a selecionadas provenientes de população antes conajuda da supressão da palha sobre a planta daninha), trolada pelo herbicida ou por outro produto com o a utilização de mistura de herbicidas normalmente mesmo mecanismo de ação). se faz necessária para aumentar o número de plan- Para reduzir o potencial de reinfestação das tas daninhas a ser controlada. plantas remanescentes, devido aos fatos citados, e A utilização de misturas de herbicidas, ou o também para eliminar algum possível biótipo resisuso de um único produto para o controle das plantas tente, recomenda-se a realização do manejo outodaninhas, pode ainda apresentar limitações quanto ao seu controle. Quando se Tabela 1. Alternativas de métodos de manejo realizado após a colheita de tratarem de produtos com ação residu- verão e antes da semeadura da cultura de inverno com seus resal, aplicados em pré-emergência, podem pectivos custos.
sobrar ervas, devido a perda do poder residual. O mesmo pode acontecer Métodos de manejo Custo (R$/ha) quando aplicados produtos pós emer- í gentes. Podem sobrar ervas devido ao vapp 20 a Vha 1 10! estágio avançado de desenvolvimento. — > Romdup 1,5 Vha+ Esteron 400 Br 1,0 Vha 20,40” ou a falta de atividade do produto sobre 4-Roundup 1,5 I/ha + Ally 4 g/ha + Oppa 0,5 ha 21,00* a erva. Em alguns casos, tanto usando 5-Gramocil 1,5 l/ha + Agral 0,5 l/ha 20,15* produtos pré-emergentes como pós- 6-Roçadeira dupla/Roundup 1,5 I/ha“* 31,80” emergentes, em algumas espécies pode 7-Triton (2,3m) Roundup 1,5 l/ha“ 31,60” ocorrer uma supressão no crescimento, 8-Triton as (42 E EOVASINa o ESTA ; O ô : : RS - y a** * impedindo a sua competição com a cul- 9-Grade niveladora X OUnNaup 1, :
tura. Ocorrem também situações em que ao. Sem dei cod (42 x 20)/Grade niveladora 23,20 infestação da erva é baixa, não provo- 11-Grade niveladora (42 x 20) 11,60 cando competição com a cultura. Neste — Caso. o le é desconsiderado. ** O produto deve ser aplicado apos 10 a 15 dias após o manejo mecânico; 12 eta ioto ati d * Incluído o custo de R$ 5,60/ha da aplicação (pulverizador 2000 |). Por outro lado, pode ocorrer escape de Obs.: O produto Roundup pode ser substituído por Zapp (Sulfosate) ou outra marca ervas devido ao estágio de desenvolvi- comercial de glyphosate, exemplo: Trop. mento, ou por dose do produto utiliza- Revista Plantio Direto - Setembro/Outubro de 1995 19 Plantas Daninhas nal. Este manejo trata da eliminação das plantas daninhas remanescentes, e das ervas que possam a vir germinar após a colheita de verão, antes da implantação das culturas de inverno. O manejo outonal já é realizado em muitos casos após a cultura do milho, quando o intervalo entre a colheita e a semeadura do próximo cultivo é grande. Entretanto, após a cultura da soja, quando o período entre a colheita e implantação da cultura de 1nverno é menor, esta prática não é comum.
Os métodos utilizados para a realização do manejo outonal são pontos importantes para os ob- Jetivos propostos. Na Tabela 1, observa-se alguns métodos e o respectivo custo para a realização do manejo após a colheita de verão, antes da instalação das culturas de inverno.
Conforme a Tabela 1, os métodos de manejo do solo através de equipamentos mecânicos contribuem para o controle de invasoras como se deseja. O seu custo, em alguns casos é o mais econômico, como por exemplo no uso de triton (R$ 16,10/ha), ou de somente uma gradagem (R$ 11,60/ha). Quando se utiliza duas gradagens, a segunda passada de grade é normalmente para cobrir a cultura semeada. Entretanto, em alguns casos, a operação não elimina totalmente as infestantes, movimenta o solo e expõem à erosão. Do ponto de vista de controle de plantas daninhas, o controle mecânico favorece a sua germinação para a próxima safra. Um hectare pode conter até um milhão de sementes de plantas daninhas, o que é suficiente para causar uma alta infestação. À associação de métodos de controle (químico e mecânico), normalmente utilizados, apresenta custo maior em torno de R$ 32,00. Por Ce... 0 8 8. e o oo. 0..0.0.,.0 2.0.0.8... 0 o.0.0 0. o e e oeeescas ess, ii ” i LÃ = Li L Lo e E * L- LL À LA e & P ” a e ” io . i a . L) É = ” i) E P a “ s id ” Situação indicada e como Situação Após a colheita das culturas de verão (milho e soja), algumas áreas apresentam infestação elevada de plantas daninhas com potencial de reinfestação (produção de sementes e/ou perenização) onde o agente físico (geada) não val conseguir exercer controle.
O produtor deve esperar um período de 10 a 20 dias após a colheita para que ocorra o rebrote e germinação das sementes. Depois disso, deve realizar o manejo através de métodos químicos (herbicida/ dessecação) e/ou mecânicos (roçcadeira/triton).
20 Revista Plantio Direto - Setembro/Outubro de 1998& realizar o manejo Lee a o a a a o a a a a a a a a a a A a a a E a o a A A A a a E OR RR NR Na NA) Para utilização ou não do manejo outonal através do controle mecânico, quimico ou associação dos dois, é importante esclarecer alguns pontos.
5 - Se as plantas daninhas remanescentes após a colheita de verão apresentamse com potencial de dificil controle para o próximo cultivo de verão. No caso da guanxuma, se não for controlada no outono (cortada próximo ao solo quando da colheita da cultura de inverno) pode comprometer a area foliar de absorção de produto para o seu manejo, e provavelmente os custos para o seu controle podem ser maiores.
- Se a supressão no crescimento da planta daninha na cultura de verão, a ponto de não causar competição com a mesma, e um controle mais efetivo no manejo outonal não seria mais econômico.
- Qual a probabilidade de ocorrência de plantas daninhas resistentes na lavoura, e a necessidade de eliminação com herbicidas com mecanismo de ação diferente.
exemplo, roçadeiras e dessecante (Tabela 1). As alternativas apresentadas na Tabela |, são algumas que podem ser utilizadas. A escolha vai depender da disponibilidade de recursos financeiros, equipamentos, plantas daninhas, infestação na área, e cultura de in- Yerno a ser implantada, e no final a serência do produtor. .
Em resumo, saber os custos e benefícios do ”manejo outonal não é simples, pois as condições de condução das lavouras de verão são distintas entre si. Alguns pontos necessitam maior esclarecimento outonal como os citados acima. Entretanto, para muitos Casos, esta prática seria uma maneira de amenhas de difícil controle) e prevenir sobre alguns problemas que