Pompéia, tempo corrofam o tanque metálico. Para soluciono interior paulista, Shunji nar esse problema, Nishimura viajou a Europa para Nishimura, um jovem imigran- verificar como eram feitos os tanques plásticos e te Japonês, abriu uma oficina de consertos adquirir equipamentos necessários a sua fabricagerais, onde pode exercer os conhecimentos ção. Mesmo com problemas com a contenção das adquiridos no curso técnico em mecânica rea- exportações no governo Castelo Branco, no ano lizado ainda no Japão. de 1956 chegou ao galpão da fábrica em Pompéia Com a eclosão da Segunda Guerra Mun- o novo equipamento, que deu início a fabricação dial, a escassez de materiais e equipamentos de pulverizadores manuais com reservatório pláslevou o jovem imigrante a ser conhecido pela tico. sua habilidade em detectar defeitos nos meca- Impulsionada pela prosperidade da economia nismos e recuperá-los. Neste período, criou e na década de 70, a agricultura passou a ter como desenvolveu pequenos projetos que ameniza- palavra de ordem o aumento da produtividade. Para vam o trabalho do homem no meio rural. atender as exigências do mercado, a Jacto lançou Com o final da guerra, culturas como o novos modelos de pulverizadores para grandes café e o algodão, que eram destinadas princi- áreas. palmente à exportação, tiveram grande cresci- Jacto hoje mento. O uso de inseticidas em pó, destinados a combater as pragas nessas culturas, re- Passados 50 anos, a Jacto lidera um grupo de sultou no surgimento das primeiras empresas que emprega mais de dois mil funcionápolvilhadeiras. Como conhecia o mecanismo rios e exporta para mais de 60 países nos cinco do equipamento, Nishimura identificou alí uma continentes. Todas as suas unidades produtivas são boa oportunidade de negócio. Aperfeiçoou sediadas em Pompéia-SP, ocupando uma área de peças de modelos americanos até chegaraum —.150milmetros quadrados. modelo próprio, adequado as culturas de café Os anos 90 são marcados pelo uso de e algodão, e em 1948 lançou a primeira tecnologia de ponta nos produtos da Jacto. Desde polvilhadeira produzida no Brasil. Neste mes- — o lançamento do Pulverizador Columbia Vortex, mo ano, a oficina tornou-se fábrica, surgindo em 1993, que permitiu a aplicação de defensivos a Indústria de Máquinas Agrícolas Jacto Ltda, — com o mínimo de deriva e contaminação que, com o trabalho de três funcionários, teve ambiental, até o pulverizador da linha Arbus com no primeiro ano uma produção mensal de 30 sistema eletrônico denominado sensorflow-system, polvilhadeiras. Adquirindo sua atual denomi- que quando detecta a presença de plantas aplica nação em 1956 e no ano seguinte tornando-se defensivo somente no local, desligando automatiuma sociedade anônima, a Jacto teve grande camente na ausência delas. diversificação da produção, mas seu principal A Jacto manteve perfeita sintonia com o agriproduto continuava sendo a polvilhadeira. cultor ao longo de seus 50 anos, tendo como um Por ter uma agricultura pouco mecaniza- dos pilares de sua trajetória de sucessos a assisda e em geral descapitalizada, o produtor bra- tência técnica ao cliente, que, com visão ampla sileiro dava preferência a produtos de baixo sobre a busca do aperfeiçoamento, leva ao campo custo, e as polvilhadeiras costais seguiram novas tecnologias e procura sempre oferecer procomo carro chefe na produção. dutos adequados à realidade da agricultura brasi- Os inseticidas em pó deram lugar a pro- leira. E dutos produtos líquidos, que com o passar do Revista Plantio Direto - Novembro/Dezembro de 1998 is