Fundação ABC A Fundação ABC de pesquisas agropecuárias realizou no dia 3 de março seu 2º Show Tecnológico de Verão, no campo experimental em Ponta Grossa — Paraná. O objetivo do Show Tecnológico, que está programado para acontecer todos os anos, é mostrar aos agricultores da região os resultados de pesquisas realizadas pelos pesquisadores da entidade e apresentar produtos, equipamentos e máquinas que estao sendo lançados no mercado. Mais de duas mil pessoas participaram do Show Tecnológico da Fundação ABC. “Tivemos um aumento de público de quase 100% em relação ao ano passado, o que demonstra que estamos no caminho certo”, disse o diretor-técnico da Fundação, Marcos Valentin. Vinte e cinco empresas agropecuárias, principalmente da area química, apresentaram seus produtos no evento. A Segunda edição do Show Tecnológico de inverno da Fundação ABC para o dia 2 de setembro. No Show de inverno são apresentados resultados de pesquisa em lavouras de trigo, produção de aveia branca para grão e aveia preta para cobertura verde, cevada e pastagens de inverno para rebanhos leiteiros.
A Fundação ABC é um dos principais órgãos de pesquisa em plantio direto do país. Os pacotes tecnológicos apresentados em seus shows são dirigidos a este sistema. Participaram este ano do show de verão outros órgãos de pesquisa como a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), que apresentou novas variedades de feijão, o lapar (Instituto Agronômico do Paraná). Técnicos da Embrapa falaram sobre biotecnologia. “ Eles explicaram aos produtores o que é soja transgênica e milho bt, sem nenhum compromisso com a empresa que está colocando estes produtos no mercado”, lembrou Valetin.
Professores da Esalq (Escola Superior de Agronomia Luiz de Queirós) falaram sobre agricultura de precisão e os produtores puderam conhecer a tecnologia que está sendo utilizada na região. Também houve uma demonstração de videografia, projeto desenvolvido em parceria entre pesquisadores da Esalaq e Fundação ABC. Por este sistema, o agricultor pode mapear sua propriedade a partir de imagens aéreas de video, aproveitando melhor as áreas disponíveis.
O pesquisador Ricardo Brandi falou sobre perdas na colheita de lavouras de verão. Desperdícios na operação de colheita causam prejuízos todos os anos, principalmente aos produtores de soja. Por falta de informação e má regulagem das máquinas, alguns produtores chegam a deixar até 5 sacas de soja na área.
Os pesquisadores Rivelino Seganfredo e Olavo Correia da Silva mostraram os primeiros resultados 28 Revista Plantio Direto - Março / Abril de 1999 Emerson Urizzi Cervi de ensaios com novas cultivares de soja e feijão que estão entrando no mercado e o manejo das duas culturas em plantio direto. Eles também trataram das doenças foliares da soja, principalmente o Oídio. O pesquisador Walter José Buzatti mostrou os resultados do acompanhamento de plantas daninhas resistentes à herbicidas. Ele estima que cerca de 400 hectares na região dos Campos Gerais do Paraná já tenham sido infestadas por invasoras, principalmente o capim leiteiro e o papuãá, resistentes aos produtos químicos tradicionais. “O problema é sério e quando o agricultor perceber que em 30% da área as plantas daninhas não foram eliminadas pelo controle quimico normal, está na hora de começar a pensar em controles físicos para as formas resistentes”, disse.
O pesquisador Volnei Pauletti, que há três anos estuda os efeitos das adubações de micronutrientes em plantio direto, falou sobre os resultados de sua pesquisa. A manifestação de sintomas de deficiência de micronutrientes (Manganês e Zinco) nos primeiros vinte dias do ciclo da soja e milho em plantio direto em solos arenosos não é rara. Um dos fatores que colaboram com o aparecimento da deficiência é a aplicação de calcário em superfície. Quando deixa de ser incorporado, o calcário eleva o pH do perfil do solo e isso pode indisponibilizar alguns micronutrientes. Depois de 20 dias, quando o sistema radicular das plantas está mais desenvolvido e chega a áreas do perfil do solo onde o calcário ainda não atuou, os sintomas de deficiência desaparecem.
— Os sintomas mais comuns de deficiência de micronutrientes são os seguintes: a falta de Manganês Eventualmente estes mesmos sintomas podem apãrecer no final do ciclo. Baixos níveis de Zinco em áreas de cultivo de milho causam clorose interneval no terço inferior das folhas jovens. A deficiência de Manganês no milho é percebida por clorose interneval em toda a folha.
tor percebeu sintomas de deficiência de Zinco no mM! lho, pode aplicar este nutriente no sulco, durante õ plantio. À complementação de Manganês em milho também se faz via foliar, À adubação foliar é feita COM Pordutos a base de sulfatos e a aplicação pode Sã DS com um agrotóxico. previsto no manejo gu Sã AVOUra. Assim, os custos de aplicação Sao fa ”. os. Pelas Pesquisas da Fundação ABC, à sado a é de que a suplementação com micronutr iente tenha um a. em média to de US$ 3,00 por hectare de lavouZ