IAPAR Doutorando Meio Amb; ; mbi 2 Representante Regional, Agronomia, Programa de So li Este artigo faz parte de um trabalho coordenado pelo Dr. Patrick Wall, do CIMMITY da Bolívia, com a colaboração de pesquisadores de várias partes do mundo envolvidos com a temática do plantio direto em pequenas propriedades. O objetivo é apresentar uma visão, de diferentes partes do mundo, dos avanços e limitações do plantio direto em pequenas propriedades, além de sugerir ações para estimu! ara adoção do sistema. A definição do que seja uma pequena propriedade é muito relativa, sobretudo, quando se trata de analisar países de diferentes continentes. Mas, quais são as características do pequeno produtor no mundo? Em termos de tamanho de terra, 18to é muito variável. Enquanto em uma zonà ou país a definição é um agricultor com menos de 10 hectares, em outras áreas pode ser com 50 hectares ou mais. Na Bolívia, por exemplo, um agricultor com 10 hectares é considerado grande, pelos minifundistas. De forma geral, as principais características que identificam os pequenos produtores são:
e Falta de Capital. Não somente seu capital pessoal é reduzido, como muitas vezes não pode se beneficiar de crédito pelo seu escasso patrimônio:
e Áversão ao risco. Sua produção não supera muito a subsistência da família, o que faz com que o produtor não possa arriscar uma perda de produção; e Usa sistemas agropecuários complexos, num esforço de tirar o maior proveito de sua terra e sua produção total:
* Combina suas atividades dentro da propriedade com outras de fora. Quando possível, conse- SUe emprego extra-propriedade, buscando aumenar as entradas de recursos, mesmo que reduza a produtividade das culturas; é Outras duas características, normalmente li- Sadas, são o baixo nível de escolaridade e, desta for- TA, O pouco acesso q Informação escrita.
* Além disso, o pequeno produtor muitas vezes E encontra em zonas marginais, onde predominam s0los de baixa aptidão agrícola com fortes pendentes MU zonas com precipitação limitada.
Or estas características, o trabalho com o pe- Eno produtor é mais complexo, requer tecnologias Moacir R. Darolt! e Patrick C. Wall2 R e Paris VII. E-mail: darolt&cce.ufpr.br YT, Casilla 2305, Santa Cruz, Bolivia.
e metodologias apropriadas e um maior apolo Istutucional que possibilite minimizar os entraves supracitados.
Obviamente que, existem vários conflitos entre as características do pequeno produtor e as necessidades para uma adoção exitosa do plantio direto. Conseguir uma semeadora, insumos e pulvericipais limitações dos pequenos produtores. Deixar maior quantidade de resíduos sobre o solo, implica em buscar outras fontes de alimentos ou reduzir o número de animais. O desafio é levar a informação a um público praticamente sem escolar; Zação, e muitas vezes sem um serviço de extensão rural. Outro entrave é que, em muitos países, os próprios extensionistas não conhecem e, muitas vezes, não estão convencidos dos benefícios do sistema de plantio direto e, portanto, têm limitações para difundir o sIStema.
À pequena propriedade no mundo O quadro 1 mostra um panorama geral do estado de adoção em várias partes do mundo. Apesar de não ser possível quantificar numericamente todas as regiões, tem-se uma idéia dos locais com maior potencial de expansão do sistema.
Pequena Propriedade Quadro 1. Áreas estimadas de plantio direto com resíduos vegetais em pequenas propriedades de algumas regiões do mundo.
Região Area (ha) América do Sul 35.000 India, Bangladesh, Nepal 10.000 México e América Central <10.000 Africa do Sul Pouco Africa Ocidental Pouco Africa Oriental! Muitopouco | Região Andina Muito pouco Revista Plantio Direto - Março / Abril de 1999 a Estima-se uma área de 5000 hectares entre Chile, Bolívia, Perú. Venezuela e Equador. Na verdade, os pequenos produtores desses países es- Quadro 2. Principais benefícios do plantio direto encontrados por pequenos agricultores em diferentes países.
País ou Região (1) Benefício tão apenas começando a descobrir a Menor trabalho, mão-de-obra e esforço SA, Ch, Py, Br tecnologia de plantio direto. Semeadura em época adequada SA, Py, Asia, Br Melhores rendimentos Br, Ch, Py América Central e México Menor custo Asia, Mx, Py EA TA Diminuição de ervas daninhas Asia, Py. — Ousodo pulzón (espécie de Melhoria das condições solo e pastagem p/ gado Ch instrumento pontlagudo para furano Controle da erosão Py, Br solo e depositar a semente) foi muito Permite diversificação Br utilizado nesta regido desde épocas Menor desgaste de máquinas Ásia pré-coloniais. dos não ocorrer Permite semeadura em épocas chuvosas Ch a aração do solo, geralmente de: TOS Não se necessitam bois para arar SA duos vegola!s Sram quelmados.jem : | semeadura feita em terreno sem co- Há futuro para os filhos -y bertura. Somente nos últimos anos foram realizados esforços para iniciar práticas conservacionistas. Atualmente, existem áreas com plantio direto em todos os países da região. A semeadura é realizada sobre a palha, utilizando o “pulzón” e também semeadoras de tração animal importadas do Brasil. Em algumas zonas mais úmidas de Honduras, existem exemplos de agricultores semeando manualmente em campos cobertos por invasoras. Após a semeadura, as ervas são cortadas para cubrir à semente e o solo. Assim, a semente germina sobre o solo, protegida pela cobertura vegetal. Os principais cultivos semeados são milho, feijão e sorgo.
(1) AG = América Central; Asia = India, Nepal, Bangladesh; Br = Brasil: Ch = Chile: Mx = México: Py = Paraguay; SA = Sul da Africa; America do Sul A América do Sul se destaca como a maior área sob plantio direto em pequenas propriedades. Países como o Brasil, Paraguai e Chile são os pioneiros. À maioria da área (aproximadamente 30.000 ha) está no Brasil, principalmente nos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, com as culturas de milho, feijão, fumo e cebola.
Atualmente, no Paraguai, calcula-se uma área de aproximadamente 4500 hectares. No início, a maioria das áreas eram semeadas com matraca ou “azadón”. Recentemente, os pequenos produtores paraguaios vêm utilizando as semeadoras de tração animal produzidas no Brasil. Em áreas mais planas, alguns pequenos agricultores organizados em associações, alugam equipamentos mecanizados de grandes produtores. Os principais cultivos semeados são o milho, algodão, mandioca, soja, feijão (Vigna) e ervilha.
O Chile iniciou recentemente o plantio direto em pequenas propriedades, usando principalmente pequenas semeadoras desenvolvidas pelo INIA, em Quilamapu. Os cultivos principais são o trigo, lentilha, aveia e ervilhaca (para forragem).
Sul da Ásia Na província oriental de Bihar na India. Junto com Bangladesh e Nepal, existe uma área considerável de trigo semeado em plantio direto, após o cultivo de arroz. Porém, não é uma área de cultivo continuo. Ademais. existem outras áreas com leguminosas e oleaginosas semeadas em plantio direto sobre palha de arroz.
O sistema principal é a semeadura manual diretamente SS OpIS 2 palha de arroz. O ponto chave, nesta sItuação, Ea umidade, como ocorre em Honduras. Existe umidade sufici- Snte para a germinação e crescimento das raízes até o solo, antes que o mesmo Se torne seco e duro. Alualmente, estão sendo desenvolvidas máquinas Quadro 3. Principais problemas associados com a adoção do plantio direto : &S propriedades em diferentes países. m pequenas —”— — — IA MC | Froblema Ea AA — Paísou Região (1) | para tratores de baixa | Falta de semeadoras e equipamentos p/ manejar a palha Asia, AC ChiMe E Aqui AR ía | Controle de ervas daninhas no início SAIBÇOO creo VApricadusais . S Falta de conhecimentos 2 Zelândia. O E. é O e E mais complicado AAA Br, Py a TICSAo pela antr- * Fouca informação disponível Py, Mx, ACAS.ChSA | gasHoward Rotocasfel Vizinhos queimam a palha de propósito Mx, Py ANO uma das primeiras se Difícil semear em solos arenosos duros SA meadoras de plantio d! Ataque de aves e animais j reto usadas no Brasi!
E SANTO NO DAE ão 1975/76. EM Revista Plantio Direto - Março / Abril de 1999 É maça eo À RE = MRE