10 anos da Revista Plantio Direto
10 anos daRevista Plantio Direto”El camino de la perfección es mui largo, pero se nos afastamos de el, más largo será”. (Carlos Bernardo Pecotche)
Em setembro deste ano, a Revista Plantio Direto completará 10 anos. Tendo iniciado como Jornal do Plantio Direto, o nosso veículo editorial preencheu uma lacuna existente, no momento em que a adoção do plantio direto no Brasil e na América Latina iniciava sua curva ascendente mais acentuada, impulsionada por eventos como a criação da Federação Brasileira, a realização do 4º Encontro Nacional, em Cruz Alta, o trabalho da APDC no Cerrado, o desenvolvimento do Projeto Metas, coordenado pela Embrapa Trigo, e, principalmente, pelos aspectos econômicos, que trouxeram uma paridade de custos entre o plantio direto e o preparo convencional, na primeira metade da década de 90. Nossa atuação sempre esteve dirigida para a difusão das tecnologias mais adequadas para um bom desempenho do sistema a nível de lavoura, veiculando informações impressas e organizando seminários e encontros técnicos, valorizando tanto os profissionais que criavam e apresentavam suas propostas tecnológicas como aqueles que trabalhavam na linha de frente das batalhas que o cenário agrícola, emoldurado pelo clima, mercado e políticas (ausência de) proporciona. Sistematizar e levar informações para assistentes técnicos e produtores foi e continua sendo o motivo da nossa existência como veículo difusor de tecnologia. Isso porque acreditamos que a informação e a sua utilização na condução da atividade agrícola é a arma principal para alcançar o sucesso almejado. Nonô Pereira, que sempre esteve presente em nossos eventos, assim como em centenas de outros pelo Brasil e pelo mundo afora, afirmou várias vezes em suas apresentações que o plantio direto tinha dado certo em regiões onde a assistência técnica era valorizada, como foi e é na região dos Campos Gerais. Em 10 anos de atividades, levamos munição tecnológica para aqueles que lutaram na vanguarda do estabelecimento de uma agricultura mais racional e durável. Somos testemunhas e, modestamente, participantes de uma profunda e silenciosa revolução que transformou a maneira de fazer e a própria face da agricultura brasileira. A agricultura do 3º milênio já está sendo utilizada em vários segmentos, mas ela não teria razão de ser se o plantio direto não tivesse encontrado seu caminho e a agricultura convencional continuasse a ser utilizada pois, se assim fosse, não teríamos mais substrato para plantarmos nossas lavouras.
Gilberto BorgesEditor