Fontes e formas de aplicação de fósforo no Sistema Plantio Direto
Carlos Hissao Kurihara e Luiz Alberto Staut
Embrapa Agropecuária Oeste, Caixa Postal 661,79804-970, Dourados-MS.
Este trabalho foi conduzido na Fundação Chapadão, em Chapadão do Sul, MS, num Latossolo Vermelho Escuro, textura argilosa, cultivado há cinco anos em sistema Plantio Direto, com rotação milho-milheto/soja-sorgo/milho-sorgo/soja. O objetivo deste ensaio foi avaliar o efeito de fontes e formas de aplicação de fósforo (P) no rendimento de grãos de soja em um solo com baixa disponibilidade deste nutriente (4,8 mg dm-3, determinado pelo extrator Mehlich-1). Os tratamentos consistiram de testemunha sem P e adubação com multifosfato e termofosfato magnesiano, na dose de 80 kg ha-1 de P2O5, aplicados à lanço antes da semeadura ou em sulco. Em todas as parcelas, foram aplicados 80 kg ha-1 de K2O.
Figura 1.Rendimento de grãos de soja em função da adubação fosfatada (80 Kg ha-1 de P2O5) com multifosfato magnesiano ou termofosfato magnesiano, aplicados à lanço antes da semeadura ou no sulco.
A adubação fosfatada proporcionou incrementos consideráveis na produção de grãos, independente da fontes de P e da forma de aplicação (Fig. 1). Destaca-se porém, tendência do adubo apresentar maior efeito quando aplicado no sulco de semeadura.
Figura 2. Retorno econômico da adubação fosfatada (80 Kg ha-1) com multifosfato magnesiano ou termofosfato magnesiano, aplicados à lanço antes da semeadura ou em sulco.
Observou-se, através da análise econômica do ensaio, maior retorno com a aplicação dos adubos no sulco de semeadura (Fig. 2). Considerando-se uma expectativa de preço médio de U$10,00 a saca de soja, tem-se um retorno esperado de U$33,46 ha-1 para o multifosfato e U$22,31 ha-1 para o termofosfato.