“Pai” da soja é homenageado no PR
O melhorista da Embrapa Soja, Romeu Afonso Kiihl, foi homenageado pela cooperativa CooperVale/C.Vale pela contribuição ao desenvolvimento da cultura da soja. A homenagem foi um reconhecimento público do trabalho de pesquisa do pesquisador, responsável pelo desenvolvimento de mais de 150 cultivares de soja da Embrapa, empresa vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e do Abastecimento. ”Estou feliz por ter sido uma testemunha da soja. Meu trabalho é fruto do compromisso que tenho com a pesquisa. Minha vida é a soja e agradeço a todos que contribuíram para que esse trabalho trouxesse benefícios para o produtor brasileiro”, afirmou. Kiihl é o mentor de cruzamentos que originaram as cultivares BR 16, Embrapa 48, BR 36, e mais recentemente a BRS 133, cultivares que conquistaram produtores e estiveram entre as mais plantadas no Brasil.O pesquisador também é unanimidade no meio científico e referência mundial em melhoramento genético de soja para regiões tropicais. A história profissional de Romeu Kiihl confunde-se com a evolução da cultura da soja no Brasil. Em 1965, quando começou a trabalhar, a soja era uma cultura inexpressiva, plantada apenas no Rio Grande do Sul. O desenvolvimento de cultivares com período juvenil longo, ou seja, adaptadas a regiões de baixa latitude, favoreceu a expansão da cultura para a região central do Brasil. O domínio desse mecanismo colocou o Brasil como referência mundial na produção de soja tropical, transformando o cenário agrícola do Brasil Central.”Quando desenvolvo uma cultivar de soja, procuro colocar todas as informações genéticas necessárias para o cultivo no campo. Penso sempre na produtividade e rentabilidade do produtor. Queremos que a semente tenha características que diminuam o custo de produção e aumentem o lucro do agricultor. Faço isso porque não gostaria que o produtor gastasse nada a mais além da semente que ele planta”, conta Romeu Kiihl.A homenagem se completou com a inauguração do Parque das Celebridades, no campo experimental da C.Vale, em Palotina, Paraná, onde o pesquisador plantou a primeira árvore, um ipê roxo. ” Queremos que as pessoas que marcam nossa história sejam lembradas por várias gerações. O ipê é símbolo de soberania das florestas e deixará a marca Romeu Kiihl para mostrarmos às futuras gerações”, destaca Alfredo Lang, presidente da cooperativa. Segundo Lang, a C.Vale é a segunda maior recebedora da grãos do Paraná e 60% do faturamento da cooperativa é proveniente da soja. A cooperativa vem se especializando na geração de alimentos. Atualmente, seu parque industrial exporta frango e grãos para vários países da comunidade européia.