Cerrado: o desafio da Fazenda Santa Adriana
Uma produtividade média de 3.300 kg/ha, numa área de 5.000 ha de soja, e 6.800 kg/ha em 400 ha de milho é a expectativa de colheita da safra 2001/2002 na fazenda Santa Adriana, localizada no município de Primavera do Leste, no Mato Grosso. O aumento de rendimento nas culturas produtoras de grãos e no desfrute do gado de corte é o resultado de uma reestruturação técnica e de manejo que foi introduzida pela direção da IBF Agropecuária, empresa proprietária da fazenda, cuja sede é no Rio de Janeiro, a partir de 1997. Até então, as produtividades na cultura da soja e de milho não ultrapassavam 2.600 kg/ha e 4.300 kg/ha respectivamente. A cultura de milho era plantada principalmente para silagem, que ajudava na alimentação de 4.000 cabeças de gado, mantidas em confinamento aberto. A elaboração e a condução do projeto técnico, que proporcionou as mudanças no desempenho da propriedade, está sob a responsabilidade do Engenheiro Agrônomo João Carlos de Moraes Sá-Juca, pesquisador e professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, que finalizou seu doutorado na área de seqüestro de carbono e evolução da matéria orgânica em solos sob plantio direto na Ohio State University, em Columbus/Ohio, nos Estados Unidos. “Os problemas da Fazenda estavam todos relacionados ao manejo do solo. Predominava a monocultura da soja, apresentando talhões nos quais a leguminosa era plantada continuamente há 17 anos sob preparo convencional”, afirmou o professor da UEPG, no relato que fez à Revista Plantio Direto sobre a forma como foi conduzido o projeto de reestruturação na Fazenda Santa Adriana. Segundo Juca, apesar do relevo favorável à mecanização, existiam sinais evidentes de erosão laminar e erosão em sulco nas áreas de vertentes, formando voçorocas expressivas. Um tráfego desordenado de máquinas e equipamentos resultou em áreas bastante compactadas. Somado com a monocultura e os problemas de doenças, por mais que se investisse em insumos e novas cultivares, a produtividade não respondia. “A diretoria da empresa foi a fundo para tentar entender o que estava acontecendo”, relatou Juca, na entrevista que nos concedeu em Ponta Grossa, no mês de fevereiro. “Nosso objetivo foi desenvolver um sistema de produção que a curto, médio e longo prazo restabelecesse uma seqüência de operações que pudesse reverter este quadro do ponto de vista técnico e econômico”. Para isso foi feito um plano de investimentos e hoje são 11.200 ha integrados, com as áreas para a silagem e de pastoreio dentro de um esquema de rotação de culturas e uma nova filosofia foi estabelecida, afirmou ele. Segundo suas projeções, além da agregação de valor à produção da fazenda, a produtividade da soja, que é uma cultura âncora, deverá alcançar um patamar de 4.000 kg/ha em futuro próximo. Para o pesquisador e professor da UEPG, a integração lavoura-pecuária é a saída técnica e econômica para o plantio direto na região. “ Além disso, está sendo uma experiência muito rica e interessante, porque estou trabalhando em todas as frentes, incluindo a formação do pessoal envolvido, e não somente com aspectos técnicos”, afirma Juca, entusiasmado com o trabalho.A seguir, apresentamos uma síntese dos principais trechos do relato que ele fez para a RPD sobre o projeto desenvolvido na Fazenda Santa Adriana.
Plantio Direto e rotação de culturas
Revista Plantio Direto – Já havia um sistema de plantio direto instalado na Fazenda quando você começou a trabalhar no projeto?João Carlos de Moraes Sá – O que havia era um plantio sem revolvimento, em algumas glebas. Foram experiências mal sucedidas, porque tratava-se de um processo contínuo de soja sobre soja, não existia rotação de culturas, e os resultados não eram satisfatórios. Este foi um dos motivos pelos quais o André Arias me procurou. Ele queria desenvolver um sistema de produção sustentável, com base no plantio direto e que mudasse totalmente as características da propriedade, com respostas a médio e longo prazo. Na época, o preparo de solo significava uma situação problemática. Imagine o trabalho de preparar uma área desse tamanho, em condições de plantar na época adequada, com a qualidade necessária e todos os problemas que se apresentam quando a chuva começa e não pára. Estou tendo o apoio fundamental do setor administrativo, através do Nilton Lima que está fazendo um trabalho de alto nível na tentativa de reestruturar a parte administrativa e financeira da propriedade. O trabalho em conjunto tem sido fundamental. O primeiro passo dado foi a contratação do técnico agrícola Edivaldo Bezerra, que tinha experiência em plantio direto na região dos Campos Gerais do Paraná. Ele é formado no Colégio Agrícola de Ponta Grossa e procurou cumprir todo o planejamento que elaboramos em 1997, para o estabelecimento adequado do plantio direto. Os recursos eram limitados para investimentos em tratores e outros equipamentos, e por isso tivemos que fazer uma série de ajustes. O trabalho do Edivaldo foi importante, em função do seu conhecimento prático, e ele tem sido uma peça chave para o cumprimento do programa.
RPD – Por onde vocês começaram o trabalho?Juca – Foi feito um planejamento, onde atacamos quatro pontos básicos: 1) Estabelecimento de um programa de rotação de culturas, que fosse adequado técnica e economicamente. Como estávamos trabalhando em uma fazenda onde se aliava a produção de grãos com gado de corte, tínhamos que pensar em um sistema que proporcionasse uma via de duas mãos entre agricultura e pecuária. Naturalmente que a soja era a principal cultura de verão, mas nós estabelecemos um plano de rotação, incluindo milho, sorgo e milheto, para cinco anos.2) Mecanização – o parque de máquinas estava bastante sucateado. Para termos equipamentos adequados, em função do plantio direto, foi elaborado um plano de substituição das máquinas e feitas adaptações para o plantio direto nas máquinas existentes.3) Tecnologia de aplicação – o terceiro ponto, um verdadeiro calcanhar de Aquiles, era o item tecnologia de aplicação de defensivos. A aplicação de herbicidas foi o principal alvo. Começamos a reverter essa situação, treinando o técnico de campo e o pessoal que atuava nessa área.4) Manejo da fertilidade – fizemos um trabalho criterioso, estabelecendo uma estratégia de calagem e adubação. As áreas estavam bastante ácidas, o nível de potássio era baixo e foi necessário fazer um investimento para recuperar e estabelecer um equilíbrio em termos de fertilidade. Fizemos aplicações com micronutrientes, especialmente zinco e manganês, devido à calagem realizada, além de boro e molibdênio, via semente ou foliar. Foi uma restruturação considerável nesse setor.
RPD – Já está ocorrendo uma redução nos níveis de aplicação de fertilizantes?Juca – A partir deste ano reduzimos as aplicações de potássio, pois a filosofia de adubação do sistema passou a se encaixar nesta safra, que é a quarta com 100% de plantio direto em toda a área. Na adubação fosfatada, estamos utilizando o fosfato reativo, em algumas áreas, e o super fosfato simples na maioria das áreas. Um aspecto importante foi a introdução do facão nas semeadoras, graças a uma adaptação feita pelo nosso técnico, após uma conversa com o produtor Flávio Faedo, de Rio Verde-GO. Esta adaptação permitiu a colocação do fertilizante em profundidades maiores com o mínimo de revolvimento no sulco de semeadura, resultando num auxílio ao desenvolvimento radicular das plantas. Estamos também aumentando a densidade de semeadura do milheto para 40-45 kg/ha, quando a quantidade recomendada ou normalmente utilizada é de 25 kg/ha. O objetivo é provocar um desenvolvimento inicial rápido, com uma ocupação dos espaços porosos pelo sistema radicular do milheto, que possui uma capacidade muito grande nesse sentido. Essa ocupação dos espaços pelas raízes reduz o impacto da compactação, o que tem sido visível nas lavouras.
RPD – Já é possível uma avaliação da matéria orgânica nesse período de cinco anos?Juca – Este ano faremos a primeira coleta estratificada. Em abril/maio, serão coletadas amostras nos mesmos padrões em que vínhamos fazendo, de 0 a 10 e de 0 a 20 cm. O aumento do conteúdo de matéria orgânica nesta região é mais lento do que na região Sul. As taxas de decomposição da palhada são muito altas. Por isso, gastamos um tempo pensando qual seria a rotação de culturas que pudesse fornecer, no mínimo, 12 t/ha de palha, para que ela comece a se manter sobre o solo. Este é um ponto fundamental e é difícil você convencer o produtor, porque ele também é tradicional e quer resultados imediatos, trata-se de uma empresa que busca retornos econômicos. Agora, temos como mostrar, na prática, que a soja produz mais numa área em que havia milheto, sorgo ou milho, do que em outra onde não havia essas gramíneas, e isso auxilia nas possibilidades de convencimento do produtor.
A importância da palha, do milho e do sorgo
RPD – Quais foram os resultados?Juca – Elaborados os primeiros objetivos básicos, passada a fase inicial, fomos adequando o projeto. Demos uma ênfase grande à rotação, cujo objetivo era uma produção de fitomassa de 12 t/ha/ano, que seria a única maneira de formar palha. Hoje, após quatro/cinco anos, já é possível ver palha residual naquelas áreas, com uma durabilidade que chega a alcançar até o florescimento da cultura instalada. Existe uma história de que é muito difícil formar palha na região, mas estou convicto de que é perfeitamente viável e que se trata de uma questão de definir a combinação certa e que este programa seja seguido de forma correta. Basta você ver as experiências em várias regiões do cerrado que estão mostrando estas alternativas.
RPD – No caso do milho, o que significou adequar economicamente, já que o problema de transporte é significativo na região, encarecendo o produto e não sendo atrativo para o produtor?Juca – Acredito que o grande salto de qualidade no plantio direto nessa região tropical, com muitas particularidades em termos de clima, a principal saída para a agricultura ainda é a integração com a pecuária. Com isso, ganha-se em termos de qualidade na formação de palhadas, na produção de grãos e de carne, possibilitando a agregação de valor à produção e diluindo custos fixos, com a possibilidade de uma melhor utilização de toda a estrutura já existente. Então, quando falamos em milho, ele tem múltiplas funções: você pode fazer silagem de grãos úmidos para suinocultura e gado confinado, grãos para ração e também para venda no mercado, além dos aspectos fundamentais da rotação de cultura e formação de palhada. Hoje, o sorgo ocupa um papel importante, com espaços maiores do que o do próprio milho nesta propriedade.
RPD – Como está sendo feita a utilização da cultura do sorgo na integração com a pecuária?Juca – O sorgo entrou na rotação porque ele dá a opção de pastoreio. Além disso, estamos conseguindo 12 t/ha ou mais de palha, plantando sorgo forrageiro. Nós fizemos um plantio escalonado das variedades de soja e, na colheita das primeiras variedades precoces, semeamos sorgo forrageiro. Quando ele atinge um ponto determinado, é feito um pastoreio, controlando os animais com cerca elétrica. A partir de março/abril, o gado é retirado, possibilitando a formação de uma massa excepcional para o cultivo de soja, na próxima estação. Também estamos trabalhando com sorgo de duplo propósito. Neste caso, após a colheita dos grãos, a capacidade de rebrote é excepcional. Outra opção que temos é o milheto, em sobressemeadura, realizada com avião, nas áreas em que o trabalho com semeadoras é impossível, por causa da escassez de tempo. Nesta situação, é necessário aproveitar a umidade disponível, o que só acontece até o mês de março. A maneira de conseguir aumento na quantidade de palha é estabelecer um rigoroso planejamento na escolha de variedades de soja e milho, escalonando o plantio, com investimentos em mecanização para proporcionar agilidade no período de semeadura.
Coleta de dados & tomada de decisão
RPD – Como está sendo conduzida a avaliação do projeto?Juca – Na verdade, a partir desta safra é que o sistema começou a rodar com as engrenagens se encaixando. Somente com um bom planejamento se consegue alguma coisa. Associado ao planejamento existe um projeto de pesquisa com avaliações permanentes, como no caso da decomposição das palhadas, onde realizamos amostragens quinzenais nos diversos tipos de cobertura. Outra pesquisa importante é aquela que avalia o balanço nutricional das plantas, através da análise de tecidos, e a amostragem de solo, visando entender a variabilidade espacial para checar os contrastes entre as glebas.Uma das grandes mudanças que ocorreram foi o estabelecimento de um rigoroso esquema de coleta de dados, um diagnóstico para a tomada de decisões. Está sendo importante o trabalho de equipe. É fundamental ressaltar que não foi e não está sendo fácil encadear todas as ações em uma área tão grande como esta. Ocorrem muitos contratempos e precisamos estar atentos para ultrapassar os obstáculos.
RPD – Quais foram os principais problemas?Juca – Existiam diferenças contrastantes entre as glebas, o que nós estamos procurando identificar e sistematizar através do levantamento dos diversos fatores limitantes, que vão desde plantas daninhas, pragas, doenças e problemas de compactação, causados por um tráfego desordenado de máquinas e implementos de grande porte, no passado. Hoje, nós temos um procedimento estabelecido para o tráfego de máquinas na lavoura. Algumas glebas foram subdivididas para melhor organizar o tráfego das colhedoras e doas caminhões durante a colheita. Montamos uma estratégia em que as colhedoras, depois de cheias, andam sempre numa mesma linha para descarregar no caminhão, que fica se deslocando na estrada, ao redor da gleba. Essa linha é colocada no meio da divisão das glebas, para que uma eventual escarificação seja feita somente nesse traçado. A estrada para o caminhão coletor também é projetada e todo esse ordenamento do tráfego de máquinas na propriedade está ajudando a reduzir o impacto sobre a estruturação do solo. Isto tudo significou uma mudança comportamental muito importante para os objetivos do projeto como um todo.
RPD – Como foi a relação com o pessoal de campo?Juca – Essa foi uma das partes mais interessantes do projeto, porque a minha área é manejo da fertilidade do solo, mas tive que acompanhar também os aspectos da relação técnica e pessoal com os operadores de campo para que o projeto seguisse adiante. Nos primeiros tempos, quando definíamos uma operação, que implicava em não gradear uma área de capim colonião, por exemplo, eles afirmavam que não iria dar certo, era a frase mais comum, porque eles aprenderam que agricultura é feita com grades e arados e esse era o costume. Tivemos que mudar a cabeça deles, e isso foi um trabalho duro, uma verdadeira reeducação, com a utilização inclusive de ciclos de palestras. O Nilton Lima e o Edivaldo tiveram uma participação importantíssima porque ficam lá e encaram está missão como um ponto chave para conseguir um trabalho de qualidade. É uma mudança de hábitos e isso não ocorre do dia para a noite! O que está sendo feito é uma mudança filosófica e uma nova educação para os operadores, firmando a idéia de que não vamos mais preparar o solo. Com o auxílio de técnicos de campo, que tem uma interface direta com os operadores, buscamos um treinamento constante, com avaliações conjuntas de acertos e erros. Está sendo uma experiência muito interessante porque estou trabalhando todo o espectro do sistema plantio direto e não somente a questão manejo do solo e da fertilidade.Plantas daninhas, pragas & doenças
RPD – Plantas daninhas era um dos problemas maiores.Juca – Foi terrível, chegando quase a ficar insustentável! A situação da Fazenda era tão crítica que, se continuasse o preparo convencional, fechava as porteiras. A nossa proposta foi a de um plantio direto direito, como costumo chamar, e a diretoria concordou. Deixamos claro que os resultados seriam a médio e longo prazo. Não existe milagre na agricultura. O trabalho é contínuo e árduo. Hoje há uma rotina que possibilita as operações com maior facilidade. Neste ano, os investimentos já foram bem menores, tivemos um uso racional de herbicidas. Trabalhamos com uma distribuição ao longo do ano, entre manejo e pós colheita, dando ênfase a este procedimento, para eliminar ervas que possam ser problema. Criou-se um esquema para conhecer todas as áreas e isso é fundamental.
RPD – E as pragas? Juca – Vivemos um aprendizado constante e gosto de citar uma frase do grande amigo Dirceu Gassen: “Você tem que aprender a observar para poder conviver com as pragas e saber o momento certo para reduzir as populações, dentro de um sistema amplo de biodiversidade. Hoje, procuramos trabalhar com produtos menos agressivos a essa cadeia.
RPD – Quais os principais problemas nessa área?Juca – Os principais problemas tem acontecido na cultura do milho: pragas que atacam as sementes, percevejo barriga verde e a lagarta do cartucho. Essa última, era um problema muito sério mas, graças ao manejo com produtos mais seletivos e o aumento da quantidade de palha, ocorreu uma proliferação de microorganismos que controlam as lagartas e outras pragas. Na soja, estamos com um número reduzido de aplicações para controle da lagarta da soja pois, com palha, calor e umidade, é impressionante a quantidade de nomúria, o fungo que controla lagarta da soja. Hoje, nosso desafio é com percevejo castanho que está ocorrendo em uma ou outra gleba. Estamos fazendo uma identificação dos locais de ocorrência e discutindo alternativas para redução desta praga. Neste sentido também acontece um aprendizado na prática e o plantio direto, como um sistema de produção, exige uma dedicação e um nível de observação dos detalhes muito mais eficiente, de forma permanente.
Integração Lavoura & Pecuária
RPD – Quais são os próximos passos?Juca – Eu diria que, a partir desta safra (2001/2002), a integração se estabeleceu. Agora, a produção de carne está também ancorada no sistema e depende das áreas agrícolas. Nós vamos medir tudo isso. Áreas que eram exclusivamente pastos também serão utilizadas para grãos. Paralelamente, foi intensificado o manejo da braquiária, para aumentar a sua capacidade produtiva, utilizando um sistema integrado com sorgo e milho. Uma das vantagens básicas de tudo isso é o aumento da palhada residual, onde já alcançamos 10 t/ha, sem contar com a palha desta safra. Em outubro, faremos uma nova aferição da palhada. A palha do que será colhido em fevereiro, março e abril permanece sem decompor-se até outubro. Onde tinha milheto e milho, a palhada era maior, onde tinha milheto e soja, naturalmente a quantidade de palha é menor. Agora, onde tinha soja precoce, estão sendo plantados 1.400 ha de sorgo, 400 ha de milho e 2.400 com milheto. A cada três anos consegue-se girar com o milho e sorgo em toda fazenda. Tenho dito sempre que o milho dá estabilidade à rotação. Recentemente li a excelente reportagem sobre a importância do milho na rotação de culturas do amigo Fancelli e ele abordou muito bem as vantagens que esta cultura proporciona ao sistema de produção.
RPD – Este raciocínio serve também para a região de São Paulo que se assemelha ao Cerrado?Juca – Certamente. O que precisamos é mostrar ao produtor que existem saídas. A área técnica e a científica tem opções para apresentar. Na verdade, em vários lugares, não se adota um plantio direto como deveria ser. Na região da Santa Adriana, são poucos os que seguem o plantio direto “direito” com rotação de culturas, com palha e sem nenhum revolvimento. Nós, já atingimos o revolvimento zero. Abolimos a gradinha e, até para milheto, introduzimos o correntão como instrumento para acomodar a semente. O único revolvimento que existe é na linha de semeadura, quando fizemos o plantio de milho ou soja. O uso do correntão, que antes tinha a função de destruir, para derrubar a mata, agora é utilizado com outros objetivos, buscando manter a vida no solo e, com isso, a sustentabilidade do processo.