Notícias de Empresas do Setor (Empresas & Produtos)


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Publicado em: 01/08/2002

Notícias de empresas do setor

Bayer CropScienceA Bayer CropScience, é uma nova empresa, formada através da fusão da área de negócios Proteção das Plantas da Bayer com a empresa Aventis CropScience e iniciou suas operações no dia 4 de junho de 2002. A Bayer CropScience, a nova número dois da indústria, recebeu o sinal verde depois de uma análise detalhada por parte dos órgãos anti-trust. A Comissão Européia aprovou a aquisição em abril e a Comissão Federal de Comércio(FTC) norte-americana deu o sinal verde no dia 30 de maio. O fechamento do negócio de 7,25 bilhões de Euros no dia 3 de junho marca a maior aquisição da história da Bayer.“Estamos felizes por termos realizado esta grande e importante aquisição em apenas seis meses. A Bayer CropScience será um dos pilares do Grupo Bayer reorganizado”, comentou o presidente mundial Werner Wenning. “Nós poderemos tirar proveito dos nossos pontos fortes como empresa líder na proteção de cultivos, no setor de sementes e biotecnologia, bem como no controle de pragas não agrícolas. Nós estamos contando com o poder inovador desta nova empresa, que pretendemos preservar através de grandes verbas para pesquisa e desenvolvimento”.A Bayer CropScience é uma das principais indústrias do ramo, com 22.000 funcionários e vendas de aproximadamente 6,5 bilhões de Euros.A nova empresa está dividida em cinco funções, e as suas operações são dirigidas em cinco regiões de mercado - Europa, NAFTA, Cone Sul, Nordeste da Ásia e Internacional. O clássico negócio de proteção das plantas é complementado por dois grupos de negócios autônomos: Environmental Science (que inclui controle profissional de pestes) e BioScience, ambos sediados em Lyon, França.“Queremos ser mais do que apenas a soma de negócios combinados. É por isso que definimos a meta de crescer cerca de 4 por cento ao ano. Desta forma, poderemos aumentar as vendas anuais para mais de 7 bilhões de Euros nos próximos três ou quatro anos”, explicou o Dr. Jochen Wulff, presidente mundial da Bayer CropScience. “Tivemos que reduzir nossas previsões de vendas em relação ao plano original porque precisamos atender os requisitos estipulados pela Comissão da União Européia e a Comissão Federal de Comércio (FTC). Porém, estamos mantendo a meta estratégica de obter um retorno de 20% sobre as vendas até 2006”, acrescentou Wulff.Uma vantagem que a nova empresa tem no ambiente competitivo é a sua gama equilibrada de produtos de alto desempenho que abrangem todo o espectro do mercado.A Bayer CropScience têm posições excelentes tanto no setor agrícola clássico - incluindo inseticidas (número 1), herbicidas (número 3) e fungicidas (número 2) quanto em termos de presença regional. “Com a nossa ampla base regional e experiência técnica, nós podemos tirar proveito de todas as oportunidades de mercado e ser o parceiro de opção dos clientes. No momento, nós temos a melhor perspectiva de sucesso numa indústria que já está num estágio de consolidação avançado”, assinalou Wulff. Com subsidiárias ou representações em 122 países, a Bayer CropScience trabalha próxima aos distribuidores e clientes. Este é um importante fator competitivo, já que um contato estreito entre os fabricantes e clientes maximiza os benefícios. Por isso, a Bayer CropScience decidiu lançar o slogan “O seu parceiro para crescer”.

Primeiro certificado OECD para a Pioneer SementesNum trabalho integrado entre o setor público e privado, o SNPC - Serviço Nacional de Proteção de Cultivares , autoridade designada da OECD no Brasil, emitiu, dia 09 de julho de 2002, o primeiro certificado OECD no Brasil para um lote de semente básica de milho da Pioneer que está sendo exportado para a África do Sul.“Acreditamos ser este um momento especial”, disse Evando Georg, Gerente da Semente Matriz da Pioneer Sementes, “principalmente para os que desde o início se engajaram neste projeto. Esta será a primeira exportação brasileira de semente com certificação internacionalmente reconhecida, pela OECD. Esperamos que esta seja a primeira de muitas outras exportações, as quais darão destaque ao Brasil no rol dos países que se abrem para a economia mundial e que dela se beneficiarão”.Segundo Ênio Durante, Coordenador de Regulatórios, este certificado é considerado um verdadeiro troféu para a Pioneer Sementes. Ele abrirá o caminho para as exportações de sementes básicas. Por enquanto, a certificação é a nível de campo, mas a empresa já está trabalhando para conquistar a certificação OECD definitiva. Para isto, deverá,credenciar seu laboratório junto a ISTA. Claudio Peixoto, Gerente de Produtos, comenta que a certificação começou quando a equipe da logística da matriz da empresa, nos Estados Unidos, questionou se o Brasil, sendo membro da OECD, poderia produzir semente certificada sob esquema OECD. Diante disso, o Departamento de Produtos e Regulatórios da Pioneer iniciou um trabalho de aproximação junto ao SNPC para conhecer de perto os procedimentos de certificação via OECD. Após um longo trabalho de tradução e entendimento das normas para a certificação, a Pioneer - junto com o SNPC - acompanhou uma missão da OECD que veio ao Brasil, a fim de conhecer de perto o funcionamento do sistema brasileiro de certificação. “Tivemos muito trabalho, mas deu certo, e hoje estamos concretizando a primeira exportação”, conclui Vera Borchardt, que acompanhou todo o processo. José Neumar Francelino, coordenador do SNPC fez questão de dizer que esta certificação representa para o SNPC a internacionalização da entidade. O SNPC conquistou o mundo externo decorrente dos esforços do setor privado junto com o Ministério da Agricultura. É um passo a mais para o reconhecimento dos produtos brasileiros. É uma conquista do setor sementeiro do Brasil.

OECD

A certificação da OECD fornece uma garantia oficial da qualidade da semente, facilitando o comércio internacional e contribuindo na remoção de barreiras técnicas.A OECD, Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, com sede na França, atualmente conta com a participação de 30 países membros e 70 países, não membros, sendo um deles o Brasil. O Brasil, como os outros 69 países é considerado “país não membro” em virtude de não atender em 100% as normas internacionais da OECD, como o controle pós-colheita e análise de sementes por um laboratório segundo as normas da ISTA (Sistema de Análise de Teste Internacional). Assim, a próxima meta da Pioneer será o credenciamento do laboratório da Pioneer junto a ISTA. Com isto, Pioneer poderá emitir um boletim de análise válido internacionalmente e que resultará na certificação total pelo esquema OECD no Brasil.

Investimento no Brasil

Só no último ano, a Pioneer Sementes investiu U$$ 9 milhões de dólares na ampliação e melhoramento das suas três unidades de beneficiamento de sementes, em Santa Cruz do Sul (RS), Santa Rosa (RS) e Itumbiara (GO). A área de Pesquisa também tem tido atenção especial por parte da empresa: nos últimos anos, a Pioneer dobrou o número de cientistas trabalhando em pesquisa de milho no Brasil e nos próximos 5 anos os investimentos anuais em pessoal, infra estrutura, equipamentos e tecnologia deverão dobrar, atingindo quase US$ 4 milhões anuais. Alem disso o programa de pesquisa Brasileiro está cada vez mais integrado com o programa mundial de pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias da Pioneer Hibred International. Além disso, atualmente, a Pioneer está comprando uma área de 100 hectares em Planaltina, DF, onde terá sua primeira estação permanente de pesquisa e melhoramento genético de soja e também uma unidade de produção de semente básica. Para a safra 2003/2004, a empresa está abrindo sua segunda estação permanente de pesquisa de soja no norte do MT, estando uma terceira estação prevista para daqui a 3 anos. A conquista deste certificado OECD prova o quanto a empresa está focada no desenvolvimento da agricultura brasileira: ganham os produtores rurais, que poderão colher, cada vez mais, os frutos deste trabalho e investimentos.