Lavouras Referência de Manejo


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Publicado em: 01/08/2011

Lavouras referência de manejo

Lavoura A (esquerda) com adubação verde de aveia-preta e nabo-forrageiro e lavoura B (direita) com pousio de inverno e vegetação espontânea, em 24 de julho e 31 de agosto de 2011.

Lavoura C (esquerda) com adubação verde de nabo-forrageiro e lavoura D (direita) com trigo semeado sobre palha de milho, em 24 de julho e 31 de agosto de 2011.

Na lavoura A foi feita semeadura de aveia mesclada com nabo-forrageiro, na mesma linha de semeadura. O nabo germinou e estabeleceu, mas teve o seu desenvolvimento prejudicado pelo excesso de chuvas e períodos de frio. O produtor optou por aplicar herbicida metsulfuron para controle de buva estabelecida na área e com isso também matou as plantas de nabo. O controle do nabo e plantas daninhas de folhas largas, inclusive a buva foi muito bom. A massa de aveia está bem desenvolvida e proporcionará a palha necessária para a cobertura de solo e semeadura de soja para o verão.

Na lavoura B, com soja no verão e pousio no inverno, predomina a vegetação espontânea de azevém e plantas nativas. O controle de buva e de outras plantas de folhas largas, foi feito com a aplicação do herbicida metsulfuron. Essa lavoura será conduzida no sistema de monocultura de verão e pousio de inverno até o próximo ano.

A lavoura C, com nabo-forrageiro semeado e aveia espontânea adubados para cobertura de solo e adubação verde, encontrava-se em pleno desenvolvimento vegetativo em fim de julho e foi dessecado em meados de agosto. A dessecação foi feita com a aplicação sequêncial de herbicidas. Na primeira pulverização foi aplicada a mistura de glifosato com 2,4-D para as plantas de difícil controle como a buva, o nabo e outras de folhas largas, além do azevém suscetível. Dez dias depois da primeira aplicação foi pulverizada a mistura glifosato com Select (graminicida) para controle de azevém resistentes ao glifosato, distribuídas aleatoriamente com plantas isoladas e em manchas. A estratégia de aplicação sequêncial de herbicidas é necessária para expor as plantas resistentes e cobertura mais eficiente na segunda aplicação, com graminicidas.

A área está sendo preparada para semeadura de milho no início de setembro.

Na lavoura D foi semeado trigo sobre palha de milho. A densidade de sementes foi alta, com o objetivo de estabelecer 500 plantas por m2. As cultivares de trigo foram Quartzo e Guamirin.

Foi aplicado herbicida Hussar nas áreas com plantas daninhas de azevém e Ally nas áreas com nabo e buva. O nitrogênio foi aplicado em cobertura, com 110 kg de ureia/ha na fase de afilhamento (duplo anel) e mais 110 kg ureia/ha na fase de início de alongamento (espigueta terminal).

A primeira aplicação de fungicida (estrobilurina + triazol) foi feita na fase de elongação com o objetivo de proteger contra o a ferrugem e manchas foliares, presentes nas primeiras folhas, na base das plantas.

Plantas de nabo-forrageiro e buva mortas com a aplicação do herbicida metsulfuron e aveia em desenvolvimento vegetativo.

Plantas de azevém tolerante (mortas) e resistentes ao glifosato, depois da aplicação do herbicida.

Os meses de junho, julho e agosto apresentaram chuvas 76%, 122% e 53%, respectivamente, acima das normais (médias) registradas em 30 anos. Nesses três meses foram registrados 821 mm de chuvas, o que é acima da soma das chuvas anuais nas principais regiões de produção de milho e soja da Argentina e dos Estados Unidos.

Mesmo com a elevada frequência e intensidade de chuvas não se constataram doenças, com maior incidência ou severidade, em trigo, aveia, cevada e canola. As temperaturas médias nos três meses foram abaixo das normais, o que pode ter contribuído para menor ocorrência de doenças.

Em função da dificuldade de prever e de ter um padrão de temperaturas e de frequência e intensidade de chuvas, é necessário manter rigoroso sistema de identificação e monitoramento de doenças e pragas para a tomada de decisão de proteção de plantas.

Publicado na Revista Plantio Direto 124, julho/agosto de 2011.