O Brasil tem importante pa- pel na produção de grãos no mun- do, com destaque para a soja, por ser o maior produtor. A área plan- tada na safra 2020/2021 foi de 38,5 milhões de hectares, com produ- ção de 135,9 milhões de toneladas, com a região sul representando 31,6 % da produção nacional, com 43 milhões de toneladas, ficando atrás apenas da região Centro- Oeste (Conab, 2021). Devido a importância da cultura, há estimativa do aumen- to da área e a busca por maiores produtividades, contudo devido ao crescimento surgem proble- mas fitossanitários, como as do- enças foliares, que podem causar perdas de produção. Dentre as doenças, podemos citar a ferru- gem-asiática-da-soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, a mancha-alvo, que tem como agen- te causal Corynespora cassiicola e o Crestamento foliar de cercóspora ou mancha púrpura causada pelo fungo Cercospora kikuchii. A ferrugem-asiática-da-soja, é uma das doenças mais agressi- vas que incidem sobre a cultura, em condições de alta severidade, ocorre desfolha precoce, reduzin- do a capacidade fotossintética da planta e consequentemente pre- judicando o enchimento dos grãos e a produtividade. Com danos va- riando de 10% a 90% (Yorinori et al., 2005; Hartman et al., 2015). Algumas estratégias para o manejo desta doença são: o vazio sanitário, semeadura antecipada da soja, utilização de cultivares precoces, redução da janela de se- meadura, utilização de cultivares com genes de resistência, o moni- toramento durante todo ciclo da cultura e o uso de fungicidas pre- ventivamente, ou quando do apa- recimento de sintomas. (Godoy et al., 2020a) Cultivares de soja e o manejo das doenças João Maurício Trentini Roy1, Ariel Muhl1, Gabriele Larissa Hoelscher1, Ana Claudia Constantino Nogueira1, Tiago Madalosso1 1Centro de Pesquisa Agrícola da Copacol. DOENÇAS Foto: Banco de Imagens RPD
Apesar da ferrugem ser a doença foliar economicamente mais importante da cultura, ou- tras doenças tem preocupado os produtores. Em função do siste- ma de produção em monocultura, outros patógenos, principalmente os necrotróficos tem elevado sua relevância nas áreas de produ- ção. Devido à presença de restos culturais, servindo como fonte de inóculo inicial, a infecção por es- tas doenças tem ocorrido precoce- mente nas áreas, desde os estádios iniciais de desenvolvimento da cultura. Como é o caso da mancha- alvo, que gradativamente tem aumentado sua incidência nas últimas safras, isso está relaciona- do ao aumento de semeadura de cultivares suscetíveis e a menor sensibilidade do fungo a fungici- das (Godoy, et al., 2020b). Além da mancha-alvo possuir uma vas- ta gama de hospedeiros, o fungo pode sobreviver em sementes infectadas e em restos culturais, formando estruturas de resistên- cia, os clamidósporos, facilitando ainda mais sua dispersão (Oliveira et al., 2012). As perdas ocasiona- das por essa doença, em função da desfolha podem chegar a 40%, principalmente em ambientes com umidade relativa alta e em cultivares suscetíveis (Molina et al., 2019). Para o manejo da mancha- alvo é necessário o uso de diferen- tes estratégias, como utilização de cultivares resistentes ou toleran- tes, realização do tratamento de sementes, rotação de culturas com espécies não hospedeiras e o con- trole químico com fungicidas (Go- doy et al., 2016). Outra doença que vem au- mento a nível de campo é o cres- tamento foliar por cercóspora, o patógeno tem se mesclado ao com- plexo de doenças de final de ciclo (DFC), assim denominadas, devido a evolução dos sintomas nos es- tádios finais de desenvolvimento soja. Porém, sabe-se que estas do- enças se estabelecem nos estádios iniciais da cultura, mas devido a sua lenta evolução os sintomas são observados a partir do estádio R5. Portanto, para a obtenção de altas produtividades deve se adotar manejos eficientes para o controle das doenças que causam danos a cultura, entre eles, é fun- damental a adesão de estratégias, como uso de fungicidas e a utiliza- ção de cultivares resistentes. Sen- do assim, o objetivo do trabalho foi avaliar o desempenho de cultiva- res de soja as doenças, com ou sem a realização de aplicações de fun- gicidas e o reflexo no rendimento de grãos da cultura. Metodologia O experimento foi conduzi- do no Centro de Pesquisa Agrícola (CPA) da Cooperativa Agroindus- trial Consolata (Copacol), localiza- do no município de Cafelândia/PR. A área em estudo possui altitude de 580 m, cultivada em sistema de semeadura direta, tendo o tri- go como cultura antecessora. O delineamento experimental foi o de blocos casualizados, com três repetições em esquema de parcela subdividida. Na parcela principal foi alocado o manejo de doenças (com e sem aplicação de fungici- das) e na subparcela os 16 cultiva- res de soja. As parcelas continham 14 m de comprimento e 2,5 m de largura, totalizando 35 m². A semeadura do experimen- to ocorreu no dia 23/10/2020, com semeadora-adubadora SHM 11-13, espaçamento de linhas de 0,5 m, taxa de semeadura de 13,6 sementes/m para todos os culti- vares e adubação de base de 300 Tabela 1. Descrição dos tratamentos realizados no experimento
kg/ha do fertilizante 04-24-16 N, P2O5 e K2O, respectivamente. Os manejos fitossanitários da cultura foram realizados de acordo com recomendações técnicas para a região. As aplicações de fungicidas estão descritas na tabela 1. As variáveis analisadas fo- ram severidade de mancha alvo (Corynespora cassicola), por meio de notas visuais de parcela em porcentagem, sendo 0 ausência das doenças, nos estádios R5.1, R5.5 e R6, com os dados foi possí- vel calcular a área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD). O cálculo de AACPD, seguiu me- todologia descrita por Campbell & Madden, (1990), tomando por base a severidade de cada parcela nas três avaliações realizadas. Da mesma forma, avaliou-se as doen- ças finais de ciclo (DFCs), incluso cercospora (Cercospora kikuchii) e septoriose (Septoria glycines). A severidade de ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi), foi determinada por meio da coleta de 8 folíolos por parcela, sendo divi- didos em 50% entre parte superior e inferior da planta, no estádio R6, 15 dias após a última aplicação de fungicidas. A avaliação da severi- dade seguiu a escala diagramática proposta por (GODOY et al, 2005). O rendimento de grãos foi determinado por meio da colheita das três linhas centrais da parcela com a utilização de colhedora de parcelas Wintersteinger, modelo Classic Plus, a massa obtida teve sua umidade corrigida à 13% e os dados extrapolados para kg/ha. Os dados obtidos foram sub- metidos a análise de variância e as médias quando significativas agrupadas pelo teste de Scott- Knott à 5% de probabilidade de erro. Resultados e Discussão Os cultivares AS 3680 IPRO, FPS 1867 IPRO, M 5917 IPRO e P 95R90 IPRO apresentaram as maiores AACPD para DFCs no ex- perimento. A utilização de fungi- cidas propiciou menores níveis de DFCs em todos os cultivares, com redução de 62% na AACPD. Quan- do realizado a aplicação de fungi- cidas, os cultivares não diferiram entre si para DFCs. A principal doença observa- da entre as DFCs foi a Cercospora, doença amplamente disseminada nas regiões produtoras de soja no Brasil. O fungo apresenta capa- cidade de sobreviver em restos culturais ou sementes (mancha púrpura), tem seu desenvolvimen- to favorecido por temperaturas elevadas, associados a períodos de umidade e molhamento foliar. Devido à ausência de rotação de culturas e habilidades de sobre- Figura 1. Precipitação, temperatura máxima e mínima registrada no município de Cafelân- dia, PR.
vivência do fungo, a relevância da Cercospora em lavouras de soja na região Oeste do Paraná tem au- mentado. No experimento, com o manejo químico ocorreu redução nos níveis da doença, sem ocorrer variações entre os cultivares trata- dos. Baseado nestes resultados, o manejo desta doença não é depen- dente da genética dos cultivares analisados, mas sim, da utilização de outros métodos, como o contro- le químico. Como a doença apresenta capacidade de infectar e se disse- minar via sementes, a utilização de fungicidas no tratamento de se- mentes da soja é uma prática que apresenta grande contribuição na redução dos danos provocados pelo fungo na germinação e esta- belecimento da cultura, bem como a sua disseminação nas lavouras de soja. A aplicação de fungicidas não resultou em redução da AACPD para manha alvo na média dos 18 cultivares analisados, este resulta- do pode estar associado as carac- terísticas genéticas dos materiais, pois alguns cultivares tiveram bai- xos níveis de mancha alvo, mesmo sem a utilização de fungicidas. O cultivar AS 3680 IPRO apre- sentou a maior AACPD para man- cha alvo no experimento, seguido do cultivar BS 2606 IPRO e AS 3590 IPRO. A mancha alvo, encontrada em todas as regiões produtoras de soja, apresenta capacidade de so- breviver em restos culturais, tem sua infecção favorecida em condi- ções de alta umidade relativa do ar e temperaturas amenas, como as Tabela 2. Área abaixo da curva de progresso da doença de Cercospora e Mancha alvo sob variação de manejo de doenças. CPA, 2021. observadas no mês de janeiro na região. Em situações com a presença do patógeno e ambiente favorável, somado a cultivares suscetíveis, as perdas são elevadas. Este fato foi observado na região Oeste do Paraná na safra 2020/2021, pois o cultivar BS 2606 IPRO apresentava maior porcentagem de área seme- ada. Além disso, devido ao excesso de chuva em janeiro, ocorreu atra- so no intervalo de aplicações de fungicidas, favorecendo o desen- volvimento da doença. Os cultivares AS 3590 IPRO, AS 3680 IPRO, BMX 57I59 IPRO, BMX 58I60 IPRO, BS 2606 IPRO, FPS 1867 IPRO, NA 5909 RG e NS 6220 IPRO, tiveram reduções sig- nificativas na AACPD de mancha alvo com a aplicação de fungici-
das. A sensibilidade dos cultivares para as doenças, deve ser consi- derada no momento da escolha do material, visto que em situações favoráveis para a ocorrência de mancha alvo, mesmo com a apli- cação de fungicidas em intervalos adequados, é observadas severi- dades significativas da doença, e consequentemente reduções de rendimento. Os cultivares, BMX 64I61 IPRO, M 5705 IPRO, M 5917 IPRO, M 5947 IPRO, NEO 610 IPRO, NS 6601 IPRO, P 95R90 IPRO e P 96Y90 RR, não apresentaram reduções signi- ficativas de AACPD para mancha alvo pela a aplicação de fungicidas, evidenciando o efeito da genética frente ao patógeno. Dentro do ma- nejo integrado das doenças, estes cultivares são alternativas visando a redução de impacto na redução de rendimento da mancha alvo na cultura da soja, além de reduzir os custos de produção pela menor necessidade de aplicação de fungi- cidas. Embora, deve-se considerar a sensibilidade a outras doenças para a definição do manejo a ser adotado. Para a ferrugem asiática, os cultivares FPS 1867 IPRO, NEO 610 IPRO, BMX 64I61 IPRO, M 5917 IPRO, M 5947 IPRO, BMX 58I60 IPRO, NS 6220 IPRO, NS 6601 IPRO e AS 3680 IPRO, apresentaram as maiores severidades para a doen- ça. Todos os cultivares, tiveram re- duções significativas de ferrugem pela aplicação de fungicida, com exceção do BMX 57I59 IPRO que não apresentou sintomas da doen- ça, devido aos genes de tolerância a ferrugem presentes no cultivar. A ocorrência da ferrugem no experimento, aconteceu apenas na fase final do ciclo da soja, devi- do as condições ambientais desfa- voráveis para o desenvolvimento da doença até o estádio R3. Porém, é importante destacar que a gran- de maioria dos cultivares apresen- taram respostas pela aplicação de fungicidas e o manejo da do- ença deve ser realizado com mui- ta atenção pelo alto potencial de redução de rendimento que está doença apresenta. A utilização de cultivares com genes de tolerância é uma estratégia a ser considerada visando o manejo integrado da fer- rugem. A resistência à ferrugem de um cultivar, está associada a uma melhor convivência com a do- ença no campo, não se configu- rando como imune. As cultivares suscetíveis a doença, apresentam abundante esporulação do fungo e lesões castanhas. Diferentemente dos cultivares resistentes, que re- duzem a níveis muito baixos a es- porulação do patógeno, provocan- do lesões marrom-avermelhadas, conhecidas como reddish-brown (RB), as lesões nesse caso são si- milares a lesões de hipersensibi- lidade. Houve diferença estatísti- ca para o rendimento de grãos na média dos cultivares pela aplica- ção de fungicidas. A redução de Tabela 3. Severidade de ferrugem asiática sob variação de manejo de doenças. CPA, 2021.
Tabela 4. Rendimento de grãos de soja sob variação de manejo de doenças. CPA, 2021. rendimento foi de 16% (803 kg/ ha), pela ausência de manejo. Os cultivares NEO 610 IPRO, M 5947 IPRO e NS 6220 IPRO, apresenta- ram as maiores produtividades do experimento. Os cultivares AS 3680 IPRO, AS 3590 IPRO, BS 2606 IPRO, NA 5909 RG e P 95R90 IPRO, tiveram os menores rendimentos do experimento. As reduções de rendimento tiveram variações de 1 a 28% pela ausência de aplicação de fungici- das entre os cultivares avaliados. O cultivar BS 2606 IPRO, que apre- sentou uma das maiores AACPD para mancha alvo, teve a maior re- dução de rendimento quando não aplicado fungicida, evidenciando a maior necessidade e resposta da aplicação de fungicidas, em cultivares com elevadas sensibi- lidades a determinadas doenças, principalmente em ambientes que são favoráveis para a evolução da mesma. A variação de rendimento pela ausência de manejo químico das doenças, demonstra a neces- sidade de compreensão do com- portamento dos cultivares de soja com relação aos patógenos de par- te aérea. No ensaio, foram reali- zadas 5 aplicações de fungicidas, pois o objetivo foi proporcionar elevado controle das doenças, pos- sivelmente, os cultivares apresen- tariam diferentes necessidades ao número de aplicações, baseado na sensibilidade as doenças e ao ciclo dos mesmos. O cultivar BMX 57I59 IPRO, não apresentou redução significa- tiva de rendimento pela ausência de controle químico. Este resulta- do reflete a importância da gené-
tica para o manejo das doenças, porém o rendimento deste cultivar não foi elevado, ou seja, para a es- colha de um cultivar vários fatores devem ser considerados na toma- da de decisão. Diante dos dados apresenta- dos, é evidente a necessidade da análise da sensibilidade dos cul- tivares de soja às doenças para auxiliarem na definição das es- tratégias de manejo. Atualmente o emprego de fungicidas é realizado considerando apenas o momento da primeira aplicação, intervalo e número de pulverizações, baseado no ciclo do cultivar. O emprego de fungicidas em soja, baseado na efi- cácia dos produtos para as doen- ças, atrelados a sensibilidade dos cultivares aos patógenos, é uma excelente estratégia de maximiza- ção do controle. Novos estudos devem ser realizados visando compreender o comportamento dos cultivares frente as doenças. Para aumentar a assertividade do manejo, redu- ção de perdas de rendimento, uso racional de fungicidas e utilização de outros métodos de controle no manejo integrado de doenças da cultura da soja, aumentado a sus- tentabilidade do sistema e redu- ção da pressão de seleção sobre os fungicidas. Referências CAMPBELL C.L., MADDEN L.V. Introduc- tion to plant disease epidemiology. John Wiley & Sons. New York NY, 1990. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Tecnologia de Produ- ção de Soja - Região Central do Brasil 2012 e 2013. Londrina – PR, 2011. 261p. COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECI- MENTO – CONAB. Acompanhamento da safra brasileira de grãos – Safra 2020/21. v.8 n.10 – Décimo levantamento, Brasí- lia, p. 1-110, julho 2021. Disponível em: < http://www.conab.gov.br> Acesso em: 04 de agosto de 2021. GODOY, C. V.; ALMEIDA, A. M. R.; COSTAMI- LAN, L. M.; MEYER, M. C.; DIAS, W. P.; SEI- XAS, C. D. S.; SOARES, R. M.; HENNING, A. A.; YORINORI, J. T.; FERREIRA, L. P.; SIL- VA, J. F. V. Doenças da soja. In: AMORIM, L.; REZENDE, J. A. M.; BERGAMIN FILHO, A.; CAMARGO, L. E. A. (Ed.). Manual de fi- topatologia: doenças das plantas cultiva- das. 5. ed. Ouro Fino: Agronômica Ceres, 2016. v. 2. p. 657-675. GODOY, C. V.; SEIXAS, C. D. S.; MEYER, M. C.; SOARES, R. M. Ferrugem-asiática da soja: bases para o manejo da doença e estratégias antirresistência. Londrina: Embrapa Soja, 2020a. 39 p. (Embrapa Soja. Documentos, 428). GODOY, C. V.; UTIAMADA, C. M.; MEYER, M. C.; CAMPOS, H. D.; LOPES, I. de O. N.; DIAS, A. R.; PIMENTA, C. B.; SICHOCKI, D.; MOREIRA, E. N.; KONAGESKI, F. T.; GRIGOLLI, J. F. J.; NUNES JUNIOR, J; AR- RUDA, J. H.; BELUFI, L. M. de R.; LIMA, L. A. de S.; da SILVA, L. H. C. P.; GOUSSAIN JÚNIOR, M. M.; DIAS, M. D.; MÜLLER, M. A.; MARTINS, M. C.; KONAGESKI, T. F.; CAR- LIN, V. F. Eficiência de fungicidas para o controle da mancha-alvo, Corynespora cassiicola, na cultura da soja, na safra 2019/2020: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Londrina: Embra- pa Soja, 2020b. 8 p. (Embrapa Soja. Do- cumentos, 159). GODOY, C.V.; KOGA, L.J.; CANTERI, M.G. Diagrammatic Scale for Assessment of Soybean Rust Severity. Fitopatologia Brasileira; 31:063-068. 2006. MOLINA, J. P. E.; PAUL, P. A.; AMORIM, L.; SILVA, L. H. C. P. da; SIQUERI, F. V.; BORGES, E. P.; CAMPOS, H. D.; NUNES JUNIOR, J.; MEYER, M. C.; MARTINS, M. C.; BALARDIN, R. S.; CARLIN, V. J.; GRIGOLLI, J. F. J.; BELUFI, L. M. de R.; GODOY, C. V. Metaanalysis of fungicide efficacy on soybean target spot and cost-benefit as- sessment. Plant Pathology, v. 68, p. 94- 106, 2019. OLIVEIRA, R. R.; AGUIAR, B. D. M.; TESS- MANN, D. J.; PUJADERENAUD, V.; VIDA, J. B. Chlamydospore formation by Corynes- pora cassiicola. Tropical Plant Patholo- gy, v. 37, n. 6, p. 415-418, 2012. YORINORI, J. T.; PAIVA, W. M.; FREDERICK, R. D.; COSTAMILAN, L. M.; BERTAGNOLLI, P. F.; HARTMAN, G. L.; GODOY, C. V.; NU- NES JUNIOR, J. Epidemics of soybean rust (Phakopsora pachyrhizi) in Brazil and Paraguay. Plant Disease, v. 89, p. 675- 677, 2005.