Recomendações de boas práticas na aplicação aérea de produtos fitossanitários Tecnologia de Aplicação


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Publicado em: 01/10/2017

Recomendações de boas práticas na aplicação aérea de produtos fitossanitários

Ulisses Rocha Antuniassi¹, Fernando Kassis Carvalho², Alisson Augusto Barbieri Mota² e Rodolfo Glauber Chechetto² ¹ Professor Titular do Departamento de Engenharia Rural, FCA/UNESP, Botucatu – SP.

² Pesquisadores da AgroEfetiva, Botucatu – SP. , alisson@ agroefetiva.com.br, rodolfo@agroefetiva. com.br Tecnologia de Aplicação 1. Introdução O cenário atual do agronegócio brasileiro tem se mostrado favorável à proposição de restrições ao uso de certos produtos fitossanitários e de técnicas de aplicação específicas, como a pulverização aérea. Infelizmente, parte desse processo se deve à falta de sintonia entre os diferentes setores que se relacionam com o agronegócio pois, em muitos casos, se observa o desconhecimento sobre as características específicas das diferentes técnicas de aplicação. Objetivo deste texto é propiciar informações sobre o conceito de boas práticas nas aplicações aéreas de produtos fitossanitários, buscando coordenar informações e sedimentar conhecimento que possa auxiliar técnicos, aplicadores e produtores agrícolas a buscar a sustentabilidade de suas atividades. 2. Procedimentos básicos para redução do risco de deriva nas aplicações 2.1. Seleção do espectro de gotas, ajustes da tecnologia de aplicação e da aeronave Sempre que possível, ajuste as pontas para aplicar as gotas mais grossas possível. A deriva deve ser evitada a qualquer custo. Ajuste a barra para que o ângulo dos bicos seja zero em relação à direção de deslocamento. Isso reduz deriva, pois faz as gotas ficarem maiores e gera menor percentual de gotas abaixo de 100 micrometros. No caso dos atomizadores, ajuste os mesmos para evitar a geração de gotas finas ou muito finas. Evite aplicações em baixo volume e com gotas finas ou muito finas. Feche as pontas nas extremidades da barra para limitar que o comprimento da barra seja no máximo 65% da envergadura da aeronave. Isso evita o carregamento das gotas pelos vórtices nas pontas das asas. Faça a menor largura de faixa possível para poder voar mais baixo. Tente limitar a faixa a um valor de no máximo 1,5 a 1,8 vezes o tamanho da barra, limitando a altura de voo a 3 a 5 m. Como exemplo: se a barra tem 10 m de comprimento (entre uma extremidade e a outra), limite a faixa a um valor entre 15 e 18 m. 2.2. Condições meteorológicas para aplicação Pesquise a direção predominante do vento para o local da aplicação nos sites de precisão meteorológica no dia anterior à aplicação. Como exemplo, no site da Climatempo, clique em cima da indicação da velocidade do vento para abrir uma