Lavouras referência de manejo
Lavouras A (esquerda) e B (direita) com detalhes das plantas cultivadas em 15 de janeiro e 17 de fevereiro de 2010.
Lavouras C (esquerda) e D (direita) com detalhes das plantas cultivadas em 15 de janeiro e 17 de fevereiro de 2010.
Temperaturas e precipitações médias mensais de 30 anos e as constatadas em 2009 e 2010.
Observações do período
A soja da área A, em 15 de janeiro, encontrava-se no estádio R2, floração plena, com 9 nós na haste principal. Destacava-se a presença de bacteriose em praticamente todas as plantas nas folhas dos nós 5 e 6. Em 7 de fevereiro o estádio era R5.1, com 16 nós na haste principal e 7 nós na base das plantas sem folhas.
Fitotoxicidade de fungicida triazol em soja (esquerda) e planta com morte súbita (direita) na área B.
A soja da área B, em 15 de janeiro, encontrava-se no estádio R3, canivete, com 15 nós na haste principal. Os 4 nós inferiores não apresentam folhas. Constatou-se sintoma característico de fitotoxicidade de fungicidas triazóis nas folhas superiores e ausência visual de danos causados por doenças ou pragas. Em 7 de fevereiro as plantas encontravam-se no estádio R5.5, com 19 nós na haste principal e 8 nós sem folhas na base da planta. Constatou-se a presença de plantas isoladas ou em pequenas reboleiras, com morte súbita, causada pelos fungos da podridã-cinza (Macrophomina) e da mancha em reboleira (Rizoctonia) e nematóides de galha, talvez pela ausência de rotação de culturas na área B.
Soja com bacteriose (esquerda) na área A e míldio (direita) na área D.
O milho, na área C, em 15 de janeiro, encontrava-se na fase final de enchimento de grãos, com aparência sadia, plantas vigorosas e 2,6 m de altura. Em 7 de fevereiro os grãos estavam na fase de desidratação com previsão de colheita em 10 dias.
Na área D, em 15 de janeiro, a soja apresentava oito nós com folhas desenvolvidas na haste principal (V8) e ausência de flores. A distância entre nós era curta, com intensa ramificação e aparência de planta prostrada. Constatou-se a presença de míldio em praticamente todas as plantas nas folhas dos nós 5 e 6. Em 7 de fevereiro o estádio era R2, com 14 nós na haste principal e 1 nó na base da planta sem folha.
Buva rebrotando da fitotoxicidade de herbicida (esquerda, 15 de janeiro) e em floração (direita, 7 de fevereiro).
Nas três áreas de soja percebe-se a presença de buva que sobreviveu à aplicação de herbicidas, com rebrote em 15 de janeiro e início de floração em 7 de fevereiro, com produção calculada de mais de 40 mil sementes por haste principal. A presença de buva ocorre com plantas isoladas nas três áreas, e em manchas com maior população na área B, sem rotação de culturas e pousio no inverno.